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Alopecia areata – descobertas sobre a patogenia e novas terapias em teste: uma revisão narrativa
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Título
Alopecia areata – descobertas sobre a patogenia e novas terapias em teste: uma revisão narrativa
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Silva RRL, Vieira AA, Carmo Júnior NM, Nascimento MMG. Alopecia areata – descobertas sobre a patogenia e novas terapias em teste: uma revisão narrativa. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF018
Title
Alopecia Areata – Insights into Pathogenesis and Novel Therapies Under Investigation: A Narrative Review
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF018
Resumo
Introdução: A Alopecia Areata (AA) é uma condição dermatológica autoimune que desperta interesse crescente tanto na comunidade científica. Os sintomas incluem: perda de cabelo, ansiedade e depressão. Atualmente, o tratamento da AA é desafiador e muitas vezes insatisfatório. As opções terapêuticas incluem medicamentos tópicos, injeções de corticosteróides e, em casos mais graves, terapias imunossupressoras. Objetivo: Revisar as evidências atuais sobre as causas e os fatores contribuintes da doença, explorar as opções terapêuticas disponíveis, avaliar a eficácia e os desafios associados a cada tratamento. Métodos: A revisão realizada foi do tipo narrativa, utilizando as bases de dados Google acadêmico, Science Direct, PubMed e Medscape, com período de análise de estudos publicados entre 2009 até 2020. os termos utilizados para a busca foram “AA” e “tratamentos”; “AA” e “vias moleculares”; “AA” e “genética”; “AA” e “genoma”. Foram consideradas na análise artigos escolhidos que tratavam de revisão bibliográfica de terapias ainda utilizadas na clínica ou que evidenciaram estudos de utilização de novos medicamentos, principalmente medicamentos biológicos, e seus resultados. Além destes, foram incluídos artigos que evidenciaram novos achados moleculares e genéticos que permitam o progresso para a determinação de uma terapia com alto grau de especificidade, eficácia e segurança, o que ainda não foi definido e não está disponível para pessoas afetadas pela alopecia areata. Resultados: Foram incluídos 49 estudos nesta revisão. Os resultados evidenciam avanços na compreensão dos mecanismos imunológicos da alopecia areata (AA), com destaque para as vias JAKSTAT, células NK e autoantígenos como ULBP3/6. A AA interrompe o ciclo capilar, especialmente a fase anágena, por meio de resposta imunológica mediada por fatores genéticos e ambientais. O folículo piloso perde seu privilégio imune e tornase alvo de células T CD8+, CD4+ e NK, que produzem IFNγ e ativam a via JAKSTAT, intensificando a inflamação. Biópsias revelam infiltrado linfocítico ao redor do bulbo capilar. A doença apresenta loci de susceptibilidade como NKG2D e genes da via JAKSTAT. Proteínas como CIRP e VIP influenciam a manutenção do privilégio imune, sendo CIRP um possível marcador de atividade. AA compartilha mecanismos com outras doenças autoimunes, como Doença de Graves, artrite reumatoide e diabetes tipo 1. Fatores psicofisiológicos, como a substância P, e comorbidades psiquiátricas, incluindo depressão e ideação suicida, são frequentes em formas graves da doença. O tratamento baseiase no reposicionamento de fármacos, devido à ausência de medicamentos específicos. As terapias atuais são não específicas, fora de bula, de alto custo e inacessíveis no sistema público, o que contribui para a negligência da AA em políticas de saúde. A baixa eficácia e a forma farmacêutica inadequada comprometem os resultados, agravando o sofrimento biopsicossocial dos pacientes. Conclusões: O avanço no entendimento da fisiopatologia da AA tem impulsionado o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais direcionadas. Contudo, são necessários ensaios clínicos robustos e políticas públicas que ampliem o acesso a tratamentos eficazes.
Palavras-chave
Alopecia areata | Inibidores de Janus quinases | Sistema de sinalização das MAP quinases | Terapia biológica
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Alopecia areata (AA) is an autoimmune dermatological condition that has attracted increasing interest within the scientific community. Its symptoms include hair loss, anxiety, and depression. Currently, the treatment of AA is challenging and often unsatisfactory. Therapeutic options include topical medications, corticosteroid injections, and, in more severe cases, immunosuppressive therapies. Objective: To review the current evidence on the causes and contributing factors of the disease, explore available therapeutic options, and evaluate the effectiveness and challenges associated with each treatment. Methods: A narrative review was conducted using the Google Scholar, ScienceDirect, PubMed, and Medscape databases, including studies published between 2009 and 2020. The search terms used were “AA” and “treatments”; “AA” and “molecular pathways”; “AA” and “genetics”; and “AA” and “genome.” The analysis included review articles addressing therapies currently used in clinical practice or studies evaluating new medications, especially biologic agents, and their outcomes. Articles describing novel molecular and genetic findings that may contribute to the development of highly specific, effective, and safe therapies—which are not yet established or available for individuals affected by alopecia areata—were also included. Results: A total of 49 studies were included in this review. The findings highlight advances in understanding the immunological mechanisms of alopecia areata, particularly the involvement of the JAKSTAT pathway, natural killer (NK) cells, and autoantigens such as ULBP3/6. AA disrupts the hair cycle, especially the anagen phase, through an immune response mediated by genetic and environmental factors. The hair follicle loses its immune privilege and becomes a target of CD8+, CD4+, and NK cells, which produce IFNγ and activate the JAKSTAT pathway, intensifying inflammation. Biopsies reveal lymphocytic infiltrates surrounding the hair bulb. The disease is associated with susceptibility loci such as NKG2D and genes involved in the JAKSTAT pathway. Proteins such as CIRP and VIP influence the maintenance of immune privilege, with CIRP emerging as a potential marker of disease activity. AA shares pathogenic mechanisms with other autoimmune diseases, including Graves’ disease, rheumatoid arthritis, and type 1 diabetes. Psychophysiological factors, such as substance P, and psychiatric comorbidities, including depression and suicidal ideation, are common in severe forms of the disease. Treatment is currently based on drug repurposing due to the lack of diseasespecific medications. Existing therapies are nonspecific, used offlabel, costly, and largely inaccessible within the public healthcare system, contributing to the neglect of AA in public health policies. Low therapeutic efficacy and inadequate pharmaceutical formulations further compromise outcomes, worsening the biopsychosocial burden experienced by patients. Conclusions: Advances in understanding the pathophysiology of AA have driven the development of more targeted therapeutic approaches. However, robust clinical trials and public policies that expand access to effective treatments are still needed.
Keywords
Alopecia Areata | Biologic therapy | Janus kinase inhibitors | Mitogen-Activated Protein Kinase (MAPK) Signaling Pathway
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.