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Adesão ao tratamento medicamentoso em indivíduos com fibrose cística em um centro de referência no nordeste brasileiro
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Título
Adesão ao tratamento medicamentoso em indivíduos com fibrose cística em um centro de referência no nordeste brasileiro
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Fontenelle FM, Vieira LS, Faiçal AVB, Teixeira MCA, Brazil JC, Souza EL. Adesão ao tratamento medicamentoso em indivíduos com fibrose cística em um centro de referência no nordeste brasileiro. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF044
Title
Adherence to Drug Treatment in Individuals with Cystic Fibrosis at a Reference Center in Northeast Brazil
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Fontenelle FM, Vieira LS, Faiçal AVB, Teixeira MCA, Brazil JC, Souza EL. Adesão ao tratamento medicamentoso em indivíduos com fibrose cística em um centro de referência no nordeste brasileiro. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF044
Resumo
Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença hereditária, autossômica recessiva, causada por mutações no gene Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator. Este gene codifica a proteína de mesmo nome, responsável pelo transporte de íons através das membranas das células epiteliais, presentes nas glândulas exócrinas dos tecidos de diversos órgãos, resultando no espessamento das secreções mucosas, ocorrendo, assim, disfunções orgânicas. Devido ao caráter multissistêmico, crônico e progressivo, a FC requer um tratamento diário longo e complexo, o que pode dificultar a adesão ao tratamento (AT). Objetivos: Avaliar a taxa de AT autorrelatada e aquela determinada com base nos registros de dispensação de medicamentos pela farmácia, em indivíduos com FC, e pesquisar a associação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e a boa AT. Métodos: Realizou-se um estudo de corte transversal, com a utilização de dois métodos. O teste de Morisky-Green (TMG) foi aplicado para medir a AT autorrelatada aos seguintes medicamentos: pancreatina, alfadornase e tobramicina. O TMG contém quatro questões referentes ao uso de cada medicamento, sendo que apenas uma resposta positiva a qualquer uma desses questionamentos, classifica o paciente como não aderente ao tratamento medicamentoso. O outro método avaliou o quantitativo de utilização destes fármacos com base nos registros de dispensação pela farmácia, de acordo com a prescrição médica, sendo que o percentual de uso igual ou superior a 80% dos medicamentos dispensados foi classificada como boa AT. Para avaliar a associação entre boa AT e variáveis sociodemográficas e clínicas foram calculadas as razões de prevalência. Resultados e discussão: Houve boa AT autorreferida para o uso de pancreatina, alfadornase e a tobramicina inalatória de uso contínuo em, respectivamente, 65,8%, 50,0% e 44,4% dos participantes. De acordo com os registros da farmácia, os percentuais de boa AT foram 71,4%, 66,7%, 52,6%, para o uso de alfadornase, tobramicina de uso contínuo e pancreatina, respectivamente. Ao se comparar as duas metodológias, as taxas de concordância encontradas para o uso de cada medicamento foram: 64,0%, 75,0% e 85,7%, para pancreatina, tobramicina de uso contínuo e alfadornase, respectivamente. Os percentuais de boa AT encontrados foram baixos pelos dois métodos utilizados. Conclusões: As taxas de boa AT foram variáveis de acordo com o medicamento e a metodologia utilizada. A AT autorrelatada a pancreatina foi superior àquela dos medicamentos inalados. Os registros de dispensação da farmácia revelaram taxas de AT superiores para os medicamentos inalados. A boa AT associou-se à baixa idade do participante e ao sexo feminino para todos os medicamentos avaliados.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Cystic fibrosis (CF) is an autosomal recessive hereditary disease caused by mutations in the Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator (CFTR) gene. This gene encodes a protein responsible for ion transport across epithelial cell membranes in exocrine glands of various organs, leading to thickened mucous secretions and subsequent organic dysfunctions. Due to its multisystemic, chronic, and progressive nature, CF necessitates a long and complex daily treatment regimen, which can pose challenges for treatment adherence (TA). Objectives: The objectives of this study were to evaluate self-reported TA rates and TA determined based on medication dispensing records from the pharmacy in individuals with CF, and to investigate associations between sociodemographic and clinical variables and good TA. Methods: A cross-sectional study was conducted using two methods to assess TA. The Morisky-Green Test (MGT) was applied to measure self-reported TA for pancreatin, dornase alfa, and tobramycin. The MGT consists of four questions regarding the use of each medication, with a positive response to any question classifying the patient as non-adherent to medication. The other method evaluated the quantity of medication use based on pharmacy dispensing records, where achieving usage equal to or greater than 80% of the dispensed medications was classified as good TA. Prevalence ratios were calculated to assess the association between good TA and sociodemographic and clinical variables. Results and Discussion: There was good self-reported TA for pancreatin, dornase alfa, and continuous-use inhaled tobramycin in 65.8%, 50.0%, and 44.4% of participants, respectively. According to pharmacy records, the percentages of good TA were 71.4%, 66.7%, and 52.6% for dornase alfa, continuous-use tobramycin, and pancreatin, respectively. When comparing the two methods, the agreement rates for medication use were 64.0%, 75.0%, and 85.7% for pancreatin, continuous-use tobramycin, and dornase alfa, respectively. The rates of good TA found were low for both methods used. Conclusions: Good TA rates varied according to the medication and the methodology used. Self-reported TA for pancreatin was higher compared to inhaled medications. Pharmacy dispensing records revealed higher TA rates for inhaled medications. Good TA was associated with younger age and female sex for all medications assessed.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.