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Adesão ao tratamento com Infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Centro de Infusão na Bahia
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Título
Adesão ao tratamento com Infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Centro de Infusão na Bahia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Lauton PM, Brauer AMNW, Pereira FS, Rocha AFS, Santos PM. Adesão ao tratamento com Infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Centro de Infusão na Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF035
Title
Adherence to Infliximab Treatment in Patients with Inflammatory Bowel Disease at an Infusion Center in Bahia
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Lauton PM, Brauer AMNW, Pereira FS, Rocha AFS, Santos PM. Adesão ao tratamento com Infliximabe em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal em um Centro de Infusão na Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF035
Resumo
Introdução: Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU) são Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) de grande impacto na qualidade de vida e custos relevantes com internação. A terapia com infliximabe pode trazer grandes benefícios no controle de sintomas e remissão clínica, porém, a adesão ao tratamento é imprescindível para garantir o alcance do objetivo terapêutico. Objetivos: Identificar a taxa de adesão ao tratamento com Infliximabe de pacientes com DII e caracterizar as principais causas de não adesão. Métodos: Coorte retrospectiva de um ano de duração com 62 pacientes com diagnóstico de DII, em uso de Infliximabe, em um Hospital Universitário em Salvador, Bahia. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista e revisão de prontuário no período de março a outubro de 2022, através de um formulário estruturado com dados sociodemográficos, clínicos e farmacoterapêuticos. A taxa de adesão foi definida pela proporção de dias cobertos em um ano. Foram considerados aderentes os pacientes que obtiveram taxa superior a 80%. Os dados foram analisados por estatística descritiva.Resultados: A média de idade dos pacientes avaliados foi de 38 anos, sendo 34 (54,8%) homens, com renda mensal média de 2 salários-mínimos. 55 (89%) pacientes possuíam diagnóstico de DC e os demais, RCU. 43 (69%) pacientes não residem na cidade onde o medicamento é administrado. Para estes, a distância média entre a cidade de residência e o local de realização da infusão foi de 280km. 53 (85%) pacientes foram classificados como aderentes ao tratamento. A taxa média de adesão foi de 91%. Das 452 infusões avaliadas, 364 (81%) foram realizadas na data programada, 55 (12%) foram adiadas ou perdidas por falha de adesão e 33 (7%) foram suspensas por razões clínicas. As principais causas de não comparecimento foram: necessidade de resolução de problemas pessoais ou profissionais (34%), dificuldade de deslocamento até a unidade (25%) e não cumprimento de consultas ou exames laboratoriais necessários para a infusão (16%). Com relação à percepção do paciente sobre o tratamento, 18% sentem que o fato de precisar se deslocar até a unidade de saúde para realizar a infusão interfere muito na vida profissional e pessoal, 29% relataram que já perderam algum compromisso importante por conta da administração do medicamento, 48% temem os efeitos colaterais do infliximabe. Entretanto, todos os pacientes avaliados relataram sentir-se a vontade para tirar dúvidas com a equipe e 98% consideram que os profissionais têm uma linguagem de fácil entendimento. Conclusões: Apesar das dificuldades relatadas, a adesão ao tratamento foi considerada elevada, em uma unidade de referência com fornecimento gratuito do medicamento e acompanhamento multiprofissional. A identificação das causas de não adesão possibilita a elaboração de estratégias para garantir uma maior adesão e, consequentemente, melhor alcance dos objetivos terapêuticos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Crohn's disease (CD) and Ulcerative Colitis (UC) are inflammatory bowel diseases (IBD) that significantly impact quality of life and incur substantial hospitalization costs. Infliximab therapy can provide significant benefits in symptom control and clinical remission; however, treatment adherence is crucial to achieving therapeutic goals. Objectives: This study aimed to identify the adherence rate to Infliximab treatment among patients with IBD and characterize the main reasons for non-adherence. Methods: This was a one-year retrospective cohort study involving 62 patients diagnosed with IBD receiving Infliximab treatment at a University Hospital in Salvador, Bahia. Data collection occurred through interviews and medical record review from March to October 2022, using a structured form to gather sociodemographic, clinical, and pharmacotherapeutic data. Adherence rate was defined as the proportion of covered days in one year, with patients achieving a rate above 80% considered adherent. Data were analyzed using descriptive statistics. Results: The mean age of the patients was 38 years, with 34 (54.8%) being male, and a mean monthly income of 2 minimum wages. Of the participants, 55 (89%) had CD and the rest had UC. Forty-three (69%) patients did not reside in the city where the medication was administered, with an average distance of 280 km between their residence and the infusion center. A total of 53 (85%) patients were classified as adherent to treatment, with an average adherence rate of 91%. Among the 452 infusions evaluated, 364 (81%) were administered on schedule, 55 (12%) were delayed or missed due to adherence issues, and 33 (7%) were suspended for clinical reasons. The main reasons for non-attendance included personal or professional issues (34%), difficulty in transportation to the healthcare facility (25%), and failure to attend required consultations or laboratory tests for the infusion (16%). Regarding patient perception of treatment, 18% felt that traveling to the health facility for infusion significantly interfered with their professional and personal lives, 29% reported missing important commitments due to medication administration, and 48% expressed fear of Infliximab's side effects. However, all patients felt comfortable asking questions to the healthcare team, and 98% found the professionals' communication clear and understandable. Conclusions: Despite reported challenges, treatment adherence was considered high in a specialized unit providing free medication and multiprofessional support. Identifying causes of non-adherence allows for the development of strategies to improve adherence and consequently achieve better therapeutic outcomes.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.