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Acesso aos antivirais de ação direta Sofosbuvir, Simeprevir e Daclatasvir para o tratamento de Hepatite C Crônica no Sistema Único de Saúde
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Título
Acesso aos antivirais de ação direta Sofosbuvir, Simeprevir e Daclatasvir para o tratamento de Hepatite C Crônica no Sistema Único de Saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Lemos MB, Costa MR, Almeida RT. Acesso aos antivirais de ação direta Sofosbuvir, Simeprevir e Daclatasvir para o tratamento de Hepatite C Crônica no Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF006
Title
Access to Direct-Acting Antivirals Sofosbuvir, Simeprevir, and Daclatasvir for Chronic Hepatitis C Treatment in the Brazilian Unified Health System
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Lemos MB, Costa MR, Almeida RT. Acesso aos antivirais de ação direta Sofosbuvir, Simeprevir e Daclatasvir para o tratamento de Hepatite C Crônica no Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF006
Resumo
Introdução: A hepatite C crônica (HCC) é um problema de saúde pública e a expansão do acesso ao tratamento com antivirais de ação direta (DAAs) é uma das metas propostas pela Organização Mundial da Saúde para reverter o quadro até 2030. No mundo, apenas 20% dos pacientes com HCC são diagnosticados e 7,4% iniciam o tratamento adequado. No Brasil, em 2014, a prevalência estimada de HCC foi de 1.450.000. A assistência a estes pacientes é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e inclui os medicamentos necessários ao tratamento. Em 2015, os DAAs (sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir) passaram a ser fornecidos gratuitamente a todos os pacientes elegíveis, revolucionando o tratamento da HCC no país por consistir em terapia livre de interferon. A expectativa inicial era fornecer 30 mil tratamentos no primeiro ano. Objetivos: Investigar o acesso dos pacientes com HCC à nova terapia com DAAs desde a incorporação no SUS em junho de 2015 até dezembro de 2017. Métodos: Trata-se de estudo observacional transversal que utilizou dados do mundo real. O número de pacientes com HCC tratados com os DAAs sofosbuvir e/ou simeprevir e/ou daclatasvir foram obtidos a partir da base de dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. A população elegível aos DAAs foi calculada a partir de dados epidemiológicos, considerando-se as indicações de tratamento preconizadas no protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de manejo da Hepatite C do Ministério da Saúde de 2015, que incluíam grau de fibrose hepática Metavir F3 e F4 e co-infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), independentemente do grau de fibrose hepática. Acesso foi definido como a proporção de pacientes tratados com DAAs frente à população elegível. A manipulação e análise de dados foram realizadas usando o software IBM SPSS versão 22. Resultados: Entre 2015 e 2017, 34.291 (52,2%) dos pacientes com HCC em tratamento receberam DAAs. Em 2015, apenas 2,3% dos pacientes elegíveis no Brasil receberam tratamento com os DAAs. Considerando as regiões geográficas brasileiras, os acessos foram iguais a 1,3% no Sul, 1,9% no Sudeste, 4,6% no Nordeste, 8,3% no Centro-Oeste, e 9,4% no Norte. Em 2016, o acesso aos DAAs aumentou para 21,9% no Brasil, sendo iguais a 18,1%, 20,8%, 30%, 36,9% e 54% no Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, respectivamente. Em 2017, houve uma redução no acesso ao tratamento com DAAs em todo o país, principalmente no Centro-Oeste e Norte (redução em 21% e 14%, respectivamente). Neste ano, cerca de 13,6%, 15,5%, 15,9%, 21,9% e 39,6% dos pacientes elegíveis aos DAAs receberam tratamento adequado no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, respectivamente. Conclusão: O acesso à terapia com DAAs no SUS foi heterogêneo entre as regiões, sendo maior para os anos de 2016 e 2017. Sul e Sudeste apresentaram valores mais baixos de acesso durante o período analisado, e o Norte, valores mais altos. O total de tratamentos fornecido foi inferior ao inicialmente estimado.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Chronic hepatitis C (CHC) represents a significant public health issue, and expanding access to direct-acting antiviral (DAA) therapy is a critical goal set by the World Health Organization to reverse the disease's burden by 2030. Globally, only 20% of CHC patients are diagnosed, and merely 7.4% initiate appropriate treatment. In Brazil, the estimated prevalence of CHC in 2014 was 1,450,000. Patient care is provided by the Unified Health System (SUS), which includes necessary medications for treatment. In 2015, DAAs (sofosbuvir, simeprevir, and daclatasvir) became available free of charge to all eligible patients, revolutionizing CHC treatment in the country as interferon-free therapy. The initial expectation was to provide 30,000 treatments in the first year. Objectives: This study aimed to investigate the access of CHC patients to new DAA therapy from its incorporation into SUS in June 2015 until December 2017. Methods: This was a cross-sectional observational study using real-world data. The number of CHC patients treated with DAAs (sofosbuvir and/or simeprevir and/or daclatasvir) was obtained from the SUS Ambulatory Information System database. The eligible population for DAAs was calculated based on epidemiological data, following treatment indications outlined in the 2015 Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines for Hepatitis C Management from the Ministry of Health, which included Metavir fibrosis stages F3 and F4 and patients co-infected with human immunodeficiency virus (HIV), regardless of hepatic fibrosis stage. Access was defined as the proportion of patients treated with DAAs among the eligible population. Data manipulation and analysis were performed using IBM SPSS version 22. Results: Between 2015 and 2017, 34,291 (52.2%) of CHC patients undergoing treatment received DAAs. In 2015, only 2.3% of eligible patients in Brazil received DAA treatment. Access varied across Brazilian geographic regions: 1.3% in the South, 1.9% in the Southeast, 4.6% in the Northeast, 8.3% in the Midwest, and 9.4% in the North. By 2016, DAA access increased to 21.9% nationwide, with regional breakdowns of 18.1%, 20.8%, 30%, 36.9%, and 54% in the South, Southeast, Northeast, Midwest, and North, respectively. In 2017, there was a reduction in DAA access nationwide, particularly in the Midwest and North (decreases of 21% and 14%, respectively). During this year, approximately 13.6%, 15.5%, 15.9%, 21.9%, and 39.6% of eligible patients received appropriate DAA treatment in the South, Southeast, Midwest, Northeast, and North, respectively. Conclusion: Access to DAA therapy within SUS was heterogeneous among regions, with higher rates observed in 2016 and 2017. The South and Southeast regions exhibited lower access levels during the study period, while the North demonstrated higher access. The total number of treatments provided was lower than initially estimated, highlighting ongoing challenges in achieving equitable access across Brazil.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.