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Uso limitado da toxina botulínica na espasticidade pós-AVC no Brasil: uma análise do mundo real sobre padrões de tratamento, custos e utilização de recursos de saúde (2016-2023)
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Título
Uso limitado da toxina botulínica na espasticidade pós-AVC no Brasil: uma análise do mundo real sobre padrões de tratamento, custos e utilização de recursos de saúde (2016-2023)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Alves LL, Sinohara J. Limited use of botulinum toxin in post-stroke spasticity in Brazil: A real-world analysis of treatment patterns, costs, and healthcare resource utilization (2016-2023) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-5-4/limited-use-of-botulinum-toxin-in-post-stroke-spasticity-in-brazil-a-real-world-analysis-of-treatment-patterns-costs-and-healthcare-resource-utilization-2016-2023
Identificador
2026ISPOR084
Title
Limited use of botulinum toxin in post-stroke spasticity in Brazil: A real-world analysis of treatment patterns, costs, and healthcare resource utilization (2016-2023)
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Alves LL, Sinohara J. Limited use of botulinum toxin in post-stroke spasticity in Brazil: A real-world analysis of treatment patterns, costs, and healthcare resource utilization (2016-2023) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-5-4/limited-use-of-botulinum-toxin-in-post-stroke-spasticity-in-brazil-a-real-world-analysis-of-treatment-patterns-costs-and-healthcare-resource-utilization-2016-2023
Identifier
2026ISPOR084
Resumo
OBJETIVOS: Em 2017, a toxina botulínica (TB) tornou-se disponível por meio de distribuição federal centralizada para espasticidade pós-AVC (EPA) no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Este estudo descreve os padrões de tratamento na prática clínica, a trajetória do paciente, os custos e a utilização de recursos de saúde (URS) entre pacientes com EPA no SUS, e compara os desfechos entre pacientes tratados e não tratados com TB. MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo utilizando dados administrativos secundários do SUS. Foram incluídos pacientes com AVC (CID-10 I61, I63, I64) e diagnósticos subsequentes relacionados à EPA, identificados entre 2016 e 2023, que apresentavam pelo menos 12 meses de seguimento. Os pacientes foram agrupados em tratados com TB, tratados com terapia não farmacológica ou não tratados. Análises descritivas avaliaram os padrões de tratamento, a URS e os custos médicos diretos sob a perspectiva do financiador público. RESULTADOS: Entre 32.984 pacientes com PSS, apenas 5,2% receberam pelo menos uma injeção de toxina botulínica (BT) em 12 meses, enquanto 94,8% não receberam. A reabilitação não farmacológica foi comum entre os pacientes não tratados (84,2%), indicando dependência de cuidados paliativos. A exposição à BT foi limitada: 38,8% dos pacientes tratados receberam apenas uma administração durante o período de 2016 a 2023. Os pacientes tratados com BT apresentaram custos totais anuais por paciente mais elevados (R$ 5.470), mas custos mensais mais baixos (R$ 265) do que os pacientes não tratados (R$ 573), sugerindo uma utilização mais eficiente dos recursos a longo prazo. Na fase aguda (atendimento médico de urgência), o custo médio de internação foi de R$ 1.538 por paciente, com variação regional. Os custos mensais diminuíram de R$ 638,11 antes do início do tratamento com BT para R$ 152,40 após o tratamento. CONCLUSÕES: Este estudo de mundo real destaca necessidades substanciais não atendidas e desigualdades no manejo da síndrome de Sjögren primária no Brasil. O baixo uso de terapias biológicas e a limitada persistência sugerem barreiras de acesso e prestação de cuidados. Diferenças descritivas na utilização de recursos de saúde e nos custos mensais foram observadas entre pacientes tratados e não tratados, mas devem ser interpretadas com cautela devido ao desenho observacional baseado em dados de planos de saúde. Os resultados apoiam a otimização dos fluxos de atendimento e a ampliação do acesso ao tratamento adequado para melhorar os desfechos e a eficiência do sistema.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: In 2017, botulinum toxin (BT) became available through centralized federal distribution for post-stroke spasticity (PSS) in Brazil’s public healthcare system (SUS). This study describes real-world treatment patterns, patient journey, costs, and healthcare resource utilization (HRU) among patients with PSS in SUS, and compares outcomes between patients treated and not treated with BT.
METHODS: A retrospective cohort study used secondary administrative claims data from SUS. Patients with stroke (ICD-10 I61, I63, I64) and subsequent PSS-related diagnoses identified from 2016 to 2023 were included if they had at least 12 months of follow-up. Patients were grouped as BT-treated, non-pharmacological treatment, or no treatment. Descriptive analyses assessed treatment patterns, HRU, and direct medical costs from the public payer perspective.
RESULTS: Among 32,984 patients with PSS, only 5.2% received at least one BT injection within 12 months, while 94.8% did not. Non-pharmacological rehabilitation was common among untreated patients (84.2%), indicating reliance on supportive care. BT exposure was limited: 38.8% of treated patients received only one administration during 2016-2023. BT-treated patients had higher total annual costs per patient (BRL 5,470), but lower monthly costs (BRL 265) than untreated patients (BRL 573), suggesting more efficient long-term resource utilization. In the acute phase (urgent medical care), mean hospitalization cost was BRL 1,538 per patient, with regional variation. Monthly costs declined from BRL 638.11 before BT initiation to BRL 152.40 after treatment.
CONCLUSIONS: This real-world study highlights substantial unmet needs and inequities in PSS management in Brazil. Low BT use and limited persistency suggest barriers to access and care delivery. Descriptive differences in HRU and monthly costs were observed between treated and untreated patients, but should be interpreted cautiously because of the observational claims-based design. Findings support optimizing care pathways and expanding access to appropriate treatment to improve outcomes and system efficiency.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.