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Um protocolo nacional, muitas realidades locais: uma análise do mundo real da diretriz clínica de insuficiência adrenal no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.
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Título
Um protocolo nacional, muitas realidades locais: uma análise do mundo real da diretriz clínica de insuficiência adrenal no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Oliveira LGV, Santos PHD, Moura LM, Azevedo Filho FM. One national protocol, many local realities: A real-world analysis of the adrenal insufficiency clinical guideline in Brazil's unified health system [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-2-5/one-national-protocol-many-local-realities-a-real-world-analysis-of-the-adrenal-insufficiency-clinical-guideline-in-brazil-s-unified-health-system
Identificador
2026ISPOR092
Title
One national protocol, many local realities: A real-world analysis of the adrenal insufficiency clinical guideline in Brazil's unified health system
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Oliveira LGV, Santos PHD, Moura LM, Azevedo Filho FM. One national protocol, many local realities: A real-world analysis of the adrenal insufficiency clinical guideline in Brazil's unified health system [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-2-5/one-national-protocol-many-local-realities-a-real-world-analysis-of-the-adrenal-insufficiency-clinical-guideline-in-brazil-s-unified-health-system
Identifier
2026ISPOR092
Resumo
OBJETIVOS: Caracterizar a operação do protocolo clínico para insuficiência adrenal (PCDT-IA) no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil – utilização, adesão à medicação, equidade e desfechos clínicos – para subsidiar a atualização do protocolo pelo Comitê Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (CONITEC). MÉTODOS: Estudo observacional (descritivo, longitudinal e ecológico) utilizando microdados administrativos públicos do DATASUS e tabelas de preços do CMED/PMVG (2024-2025). Foram incluídos indivíduos com autorização para uso de fludrocortisona (APAC) e código CID-10 primário de E27.1 a E27.4. A adesão foi mensurada pela Proporção de Dias Cobertos (PDC). Foram analisados dados demográficos, raça/cor da pele autodeclarada, internações hospitalares (SIH-SUS) e óbitos (SIM); a variação entre estados e a equidade racial foram comparadas com o Censo Nacional de 2022. RESULTADOS: Em 2024, o PCDT-IA abrangeu 1.345 pacientes únicos (54,7% mulheres; mediana de idade de 53 anos; 68,7% brancos, 25,8% pardos, 3,7% negros), com 9.414 autorizações e um custo mínimo estimado de aproximadamente US$ 0,37 milhão (R$ 1,94 milhão; mediana de US$ 278/paciente [R$ 1.441]) (convertido a US$ 1 = R$ 5,18; junho de 2026). A mediana do PDC foi de 0,725 e apenas 42,3% atingiram PDC ≥ 80%. A adesão variou quase 90 vezes entre os estados vizinhos (Rio Grande do Sul: 0,9% vs. Paraná: 83% com PDC ≥ 80%). Pacientes negros estavam marcadamente sub-representados (3,7% vs. 10,2% esperados; diferença de aproximadamente 87 pacientes) e, uma vez incluídos no estudo, enfrentaram maior risco de descontinuação (HR ajustado 1,68; IC 95% 1,15-2,45). A letalidade hospitalar foi de 4,5% (9/201); das 68 mortes codificadas como E27.x, aproximadamente 59 (87%) ocorreram fora do hospital. CONCLUSÕES: Um único protocolo nacional funciona efetivamente como múltiplos programas locais. A adesão subótima, a desigualdade racial no acesso e a mortalidade extra-hospitalar substancial — apesar de o protocolo absorver apenas 0,5% dos gastos farmacêuticos analisados — indicam uma atenção gerencial desproporcional à gravidade clínica. A atualização deve incorporar indicadores de equidade, padrões operacionais mínimos e vigilância ativa.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: To characterize the real-world operation of the adrenal insufficiency clinical protocol (PCDT-IA) in Brazil's Unified Health System (SUS) - utilization, medication adherence, equity, and clinical outcomes -to inform the ongoing protocol update by the National Committee for Health Technology Incorporation (CONITEC).
METHODS: Observational study (descriptive, longitudinal, and ecological) using DATASUS public administrative microdata and CMED/PMVG price lists (2024-2025). We included individuals with a medication authorization (APAC) for fludrocortisone and a primary ICD-10 code of E27.1-E27.4. Adherence was measured by the Proportion of Days Covered (PDC). Demographics, self-reported race/skin color, hospitalizations (SIH-SUS), and deaths (SIM) were analyzed; inter-state variation and racial equity were benchmarked against the 2022 national Census.
RESULTS: In 2024, the PCDT-IA covered 1,345 unique patients (54.7% women; median age 53 years; 68.7% White, 25.8% Mixed-race, 3.7% Black), with 9,414 authorizations and an estimated minimum cost of ~US$0.37 million (R$1.94 million; median US$278/patient [R$1,441]) (converted at US$1 = R$5.18; June 2026). Median PDC was 0.725, and only 42.3% achieved PDC ≥80%. Adherence varied nearly 90-fold across neighboring states (Rio Grande do Sul: 0.9% vs. Paraná: 83% with PDC ≥80%). Black patients were markedly underrepresented (3.7% vs. 10.2% expected; gap ≈87 patients) and, once enrolled, faced higher discontinuation risk (adjusted HR 1.68; 95% CI 1.15-2.45). In-hospital lethality was 4.5% (9/201); of 68 deaths coded to E27.x, ~59 (87%) occurred outside hospital.
CONCLUSIONS: A single national protocol effectively functions as multiple local programs. Suboptimal adherence, racial inequity in access, and substantial out-of-hospital mortality - despite the protocol absorbing only 0.5% of analyzed pharmaceutical spending - signal managerial attention disproportionate to clinical severity. The update should embed equity indicators, minimum operational standards, and active surveillance.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.