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Respostas heterogêneas à regulação do teto de preços de medicamentos no Brasil: Evidências de planos de saúde privados e do Sistema Único de Saúde (SUS)
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Título
Respostas heterogêneas à regulação do teto de preços de medicamentos no Brasil: Evidências de planos de saúde privados e do Sistema Único de Saúde (SUS)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Maia JP, Balbinotto G. Heterogeneous responses to Brazil’s pharmaceutical price cap regulation: Evidence from private insurances and the unified health system [Internet]. In: ISPOR 2026; 2026 maio; Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-2026/poster-session-4-3/heterogeneous-responses-to-brazil-s-pharmaceutical-price-cap-regulation-evidence-from-private-insurances-and-the-unified-health-system
Identificador
2026ISPOR078
Title
Heterogeneous responses to Brazil’s pharmaceutical price cap regulation: Evidence from private insurances and the unified health system
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Maia JP, Balbinotto G. Heterogeneous responses to Brazil’s pharmaceutical price cap regulation: Evidence from private insurances and the unified health system [Internet]. In: ISPOR 2026; 2026 May; Philadelphia, Pennsylvania, United States. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-2026/poster-session-4-3/heterogeneous-responses-to-brazil-s-pharmaceutical-price-cap-regulation-evidence-from-private-insurances-and-the-unified-health-system
Identifier
2026ISPOR078
Resumo
OBJETIVOS: Analisar se descontos setoriais sobre o preço máximo se traduzem em respostas quantitativas diferentes no setor privado em comparação com o SUS. MÉTODOS: Os dados consistem em um painel mensal para o período de 2015 a 2023, obtido pela interseção dos preços máximos do CMED com os preços e quantidades observados de itens faturados a planos de saúde privados e adquiridos pelo SUS (680 produtos; 108 meses). Estimamos (i) regressões de efeitos fixos do logaritmo das quantidades sobre o logaritmo da razão preço/preço máximo e sua interação com um indicador do setor público, com efeitos fixos de produto e ciclo de ajuste; e (ii) Aprendizado de Máquina Duplo (modelos parcialmente lineares com ajuste cruzado de 5 partes) que trata a intensidade do desconto como uma variável contínua e a ortogonaliza em relação a covariáveis de alta dimensionalidade. RESULTADOS: As estimativas de efeitos fixos mostram que um aumento de 1% na razão preço/preço máximo está correlacionado com um aumento de 0,60% nas quantidades do setor privado (p<0,001). A interação com o indicador do setor público é igual a −0,64 (p<0,001), o que implica uma inclinação próxima de zero a ligeiramente negativa para as compras públicas (~−0,03). A aprendizagem por máquina (DML) produz coeficientes para o setor privado entre 0,463 e 0,517 entre os diferentes modelos. Para a interação com o setor público, as estimativas indicam inclinações pequenas ou negativas: −0,618 (Lasso, p<0,001), −0,484 (Random Forest, p=0,0015), −1,060 (Neural Net, p<0,001); −0,281 (XGBoost, p=0,283, não significativo); e 0,450 (CART, p≈0,097). CONCLUSÕES: Os mercados privados alinham-se com incentivos baseados em margem: maiores índices preço/limite de produção estão associados a maiores volumes. O SUS apresenta respostas tímidas ou negativas, consistentes com restrições orçamentárias e negociação centralizada. Os desvios do teto de preços alinham-se com quantidades maiores no mercado privado e quantidades menores ou neutras no mercado público, revelando respostas setoriais heterogêneas. Esses padrões opostos indicam incentivos desalinhados sob as regras de teto de preços de medicamentos no Brasil e motivam ajustes direcionados ao reembolso e à transferência de descontos. As limitações incluem a ausência de um grupo de controle não regulamentado, a possível persistência da simultaneidade preço-quantidade e a possibilidade de erros de mensuração nos dados administrativos. Interprete os coeficientes como associações condicionais sob o regime atual.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Analyze whether sector-specific discounts on the cap-price translate into different quantitative responses in private insurance compared to the SUS.
METHODS: The data consists in a monthly panel for 2015-2023 by intersecting CMED caps with observed prices and quantities for items billed to private health plans and procured by SUS (680 products; 108 months). We estimate (i) fixed-effects regressions of log quantities on the log price-to-cap ratio and its interaction with a public-sector indicator, with product and adjustment-cycle fixed effects; and (ii) Double Machine Learning (partially linear models with 5-fold cross-fitting) that treats discount intensity as a continuous treatment and orthogonalizes it against high-dimensional covariates.
RESULTS: Fixed-effects estimates show that a 1% rise in the observed-to-cap ratio correlates with a 0.60% rise in private-sector quantities (p<0.001). The interaction with the public-sector indicator equals −0.64 (p<0.001), which implies a near-zero to slightly negative slope for public procurement (~−0.03). DML yields private-sector coefficients between 0.463 and 0.517 across learners. For the public-sector interaction, estimates imply small or negative slopes: −0.618 (Lasso, p<0.001), −0.484 (Random Forest, p=0.0015), −1.060 (Neural Net, p<0.001); −0.281 (XGBoost, p=0.283, not significant); and 0.450 (CART, p≈0.097).
CONCLUSIONS: Private markets align with margin-based incentives: higher price-to-cap ratios align with higher volumes. SUS shows muted or negative responses, consistent with budget constraints and centralized negotiation. Deviations from the cap align with higher quantities in the private market and lower or neutral quantities in the public market, revealing heterogeneous sectoral responses. These opposite patterns indicate misaligned incentives under Brazil’s price-cap rules for medicines and motivate targeted adjustments to reimbursement and discount pass-through. Limitations include the absence of an unregulated control group, price-quantity simultaneity may persist, and administrative data may contain measurement error. Interpret coefficients as conditional associations under the current regime.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.