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Lacunas de eficiência na terapia biológica subcutânea: uma análise de envoltória de dados do mundo real.
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Título
Lacunas de eficiência na terapia biológica subcutânea: uma análise de envoltória de dados do mundo real.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Fagundes FRC, Correa M, Munari FF, Santos W, Campos M, Paula MF, Johann D, Costa IA, Fleith CD, Saragiotto BT, Floriani S, Paula LLRJ. Efficiency gaps in subcutaneous biologic therapy: A real-world data envelopment analysis [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-3-4/efficiency-gaps-in-subcutaneous-biologic-therapy-a-real-world-data-envelopment-analysis
Identificador
2026ISPOR059
Title
Efficiency gaps in subcutaneous biologic therapy: A real-world data envelopment analysis
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Fagundes FRC, Correa M, Munari FF, Santos W, Campos M, Paula MF, Johann D, Costa IA, Fleith CD, Saragiotto BT, Floriani S, Paula LLRJ. Efficiency gaps in subcutaneous biologic therapy: A real-world data envelopment analysis [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-3-4/efficiency-gaps-in-subcutaneous-biologic-therapy-a-real-world-data-envelopment-analysis
Identifier
2026ISPOR059
Resumo
OBJETIVOS: Os medicamentos biológicos subcutâneos representam um custo crescente, porém os padrões de gastos raramente refletem a eficiência terapêutica no mundo real, permitindo que a má alocação persista sem ser detectada. Este estudo aplica a Análise Envoltória de Dados (DEA) para mapear a fronteira eficiente da alocação de recursos entre as terapias biológicas subcutâneas em três linhas de tratamento de doenças crônicas e quantificar o desperdício evitável nos padrões de prescrição atuais. MÉTODOS: Estudo observacional em condições reais (janeiro de 2024 a abril de 2025) em uma operadora de saúde privada brasileira. Adultos (≥18 anos) que receberam medicamentos biológicos subcutâneos para doenças crônicas musculoesqueléticas, dermatológicas ou respiratórias foram incluídos (n=101; taxa de resposta de 75,4%). Cada par medicamento biológico-indicação foi tratado como uma unidade de tomada de decisão (DMU). Um modelo DEA orientado para insumos, com retornos variáveis de escala, estimou escores de eficiência (0-1) usando o custo total por paciente como insumo e um índice de efetividade composto validado (0-100; EQ-5D-5L, HAQ, RAPID3, ACT, DLQI, PROMIS) como produto. Referências de pares e folga de insumo foram identificadas por DMU. Análises de sensibilidade excluíram hospitalizações não relacionadas à linha de cuidado. RESULTADOS: Dezoito DMUs foram avaliadas em três linhas de cuidado. O DEA identificou agentes biológicos na fronteira eficiente (escore = 1,0) em todas as linhas, atingindo efetividade acima de 93 pontos a custos mais baixos. Os escores médios de eficiência foram 0,74 (musculoesquelético), 0,82 (dermatológico) e 0,71 (respiratório). Lacunas críticas emergiram: na espondilite anquilosante, um agente obteve 48 pontos abaixo de seu par na fronteira eficiente a um custo equivalente; Na asma alérgica, o medicamento mais prescrito apresentou desempenho 24 pontos percentuais abaixo da alternativa eficiente; na psoríase, a terapia de maior volume demonstrou menor eficácia a um custo mais elevado. Os tratamentos obtidos de forma criteriosa ficaram consistentemente abaixo da fronteira eficiente de suas respectivas linhas de cuidado. A folga agregada de insumos nas DMUs subótimas correspondeu a um gasto evitável superior a R$ 595.000, recuperável por meio de realocação sem orçamento adicional. CONCLUSÕES: O volume de prescrições e a eficiência terapêutica estão sistematicamente desalinhados. A realocação guiada pela DEA em direção a pares de fronteira eficiente pode recuperar mais de R$ 595.000 em custos evitáveis, ao mesmo tempo que melhora os resultados clínicos, estabelecendo a DEA como uma estrutura acionável para a governança baseada em valor de medicamentos biológicos de alto custo.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: Subcutaneous biologics represent a growing cost burden, yet spending patterns rarely reflect real-world therapeutic efficiency, allowing misallocation to persist undetected. This study applies DEA to map the efficient frontier of resource allocation across subcutaneous biologic therapies in three chronic disease care lines and quantify avoidable waste in current prescription patterns.
METHODS: Real-world observational study (January 2024-April 2025) in a Brazilian private health operator. Adults (≥18 years) receiving subcutaneous biologics for musculoskeletal, dermatological, or respiratory chronic conditions were included (n=101; 75.4% response rate). Each biologic-indication pair was treated as a decision-making unit (DMU). A Variable Returns to Scale, input-oriented DEA model estimated efficiency scores (0-1) using total cost per patient as input and a validated composite effectiveness index (0-100; EQ-5D-5L, HAQ, RAPID3, ACT, DLQI, PROMIS) as output. Peer references and input slack were identified per DMU. Sensitivity analyses excluded hospitalizations unrelated to the care line.
RESULTS: Eighteen DMUs were evaluated across three care lines. DEA identified biologics on the efficient frontier (score=1.0) in all lines, achieving effectiveness above 93 points at lower costs. Mean efficiency scores were 0.74 (musculoskeletal), 0.82 (dermatological), and 0.71 (respiratory). Critical gaps emerged: in ankylosing spondylitis, one agent scored 48 points below its frontier peer at equivalent cost; in allergic asthma, the most-prescribed agent operated 24 points below the efficient alternative; in psoriasis, the highest-volume therapy showed lower effectiveness at higher cost. Judicially obtained treatments consistently fell below the efficient frontier of their respective care lines. Aggregate input slack across suboptimal DMUs corresponded to an avoidable expenditure exceeding BRL 595,000, recoverable through reallocation without additional budget.
CONCLUSIONS: Prescription volume and therapeutic efficiency are systematically misaligned. DEA-guided reallocation toward frontier peers can recover over BRL 595,000 in avoidable costs while improving clinical outcomes, establishing DEA as an actionable framework for value-based governance of high-cost biologics.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.