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Impacto clínico e econômico da miastenia gravis generalizada no sistema de saúde complementar brasileiro: um estudo de mundo real (2019-2025)
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Título
Impacto clínico e econômico da miastenia gravis generalizada no sistema de saúde complementar brasileiro: um estudo de mundo real (2019-2025)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Reis Neto JP. Clinical and economic burden of generalized myasthenia gravis in the Brazilian supplementary healthcare system: A real-world study (2019-2025) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-3-4/clinical-and-economic-burden-of-generalized-myasthenia-gravis-in-the-brazilian-supplementary-healthcare-system-a-real-world-study-2019-2025
Identificador
2026ISPOR023
Title
Clinical and economic burden of generalized myasthenia gravis in the Brazilian supplementary healthcare system: A real-world study (2019-2025)
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Reis Neto JP. Clinical and economic burden of generalized myasthenia gravis in the Brazilian supplementary healthcare system: A real-world study (2019-2025) [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-3-4/clinical-and-economic-burden-of-generalized-myasthenia-gravis-in-the-brazilian-supplementary-healthcare-system-a-real-world-study-2019-2025
Identifier
2026ISPOR023
Resumo
OBJETIVOS: Avaliar o impacto clínico, a utilização de recursos de saúde (URS) e o custo econômico da miastenia gravis generalizada (MGg) entre beneficiários de uma organização de gestão de saúde (OGS) entre 2019 e 2025. MÉTODOS: Análise retrospectiva utilizando dados administrativos (jan./2019 a dez./2025) para avaliar beneficiários com pelo menos um código de diagnóstico G70 da CID-10. Foram avaliadas as características demográficas, a URS, incluindo consultas ambulatoriais, exames diagnósticos, terapias, visitas ao pronto-socorro, internações hospitalares, tempo de internação, custos médicos diretos e sobrevida global. Os custos foram estratificados por tipo de atendimento e categoria de despesa. A sobrevida global foi estimada utilizando a análise de Kaplan-Meier. Significância estatística: p<0,05. RESULTADOS: A prevalência observada de miastenia gravis foi de 33 casos por 100.000 beneficiários. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (67%), com idade média de 70 anos. A utilização média anual de recursos de saúde por paciente incluiu 7,3 consultas ambulatoriais, 82,4 exames diagnósticos, 85,8 terapias, 2,4 atendimentos de emergência e 1,4 internações. O tempo médio de internação foi de 16,7 dias. Os gastos hospitalares representaram aproximadamente 81% do total dos custos diretos com saúde, impulsionados principalmente por medicamentos (44%), diárias hospitalares (25%) e materiais/dispositivos médicos (23%). Observou-se uma acentuada concentração de gastos em um pequeno subgrupo de pacientes de alta complexidade, com 17% apresentando custos anuais acima de R$ 300.000 (US$ 60.000). A sobrevida global em cinco anos foi de 56%. CONCLUSÕES: Embora rara, a miastenia gravis generalizada (MGg) impõe um ônus clínico e econômico substancial ao sistema de saúde privado brasileiro, particularmente por meio de internações recorrentes, internações prolongadas e terapias de alto custo. A acentuada concentração de custos em pacientes graves e de alta complexidade ressalta a necessidade de protocolos de atendimento estruturados, diagnóstico precoce e coordenação longitudinal do cuidado. As imunoterapias direcionadas emergentes, incluindo antagonistas de FcRn e inibidores do complemento, podem modificar significativamente a trajetória da doença, reduzindo autoanticorpos patogênicos, exacerbações, terapias de resgate e taxas de hospitalização. No contexto da saúde privada, essas terapias podem representar não apenas um avanço clínico, mas também uma estratégia potencial para reduzir a utilização de recursos de saúde a longo prazo e melhorar os resultados em pacientes com miastenia gravis generalizada.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: To evaluate the clinical, healthcare resource utilization (HCRU), and economic burden of generalized myasthenia gravis (gMG) among beneficiaries of a healthcare management organization (HMO) between 2019 and 2025.
METHODS: Retrospective analysis using administrative data (Jan/2019 to Dec/2025) to evaluate beneficiaries with at least one ICD-10 G70 diagnosis code. Demographic characteristics, HCRU including outpatient visits, diagnostic tests, therapies, emergency department visits, hospitalizations, length of stay (LOS), direct medical costs, and overall survival were assessed. Costs were stratified by care setting and expenditure category. Overall survival was estimated using Kaplan-Meier analysis. Statistical significance: p<0.05.
RESULTS: The observed prevalence of myasthenia gravis was 33 cases per 100,000 beneficiaries. Most patients were female (67%), with a mean age of 70 years. Mean annual HCRU per patient included 7.3 outpatient visits, 82.4 diagnostic tests, 85.8 therapies, 2.4 emergency visits, and 1.4 hospitalizations. LOS was 16.7 days. Hospital-related expenditures accounted for approximately 81% of total direct healthcare costs, mainly driven by medications (44%), hospital daily rates (25%), and materials/medical devices (23%). A marked concentration of expenditure was observed in a small subgroup of high-complexity patients, with 17% presenting annual costs above BRL 300,000 (US$ 60,000). Five-year overall survival was 56%.
CONCLUSIONS: Although rare, gMG imposes substantial clinical and economic burden on the Brazilian private healthcare system, particularly through recurrent hospitalizations, prolonged LOS and high-cost therapies. The marked concentration of costs in severe and high-complexity patients highlights the need for structured care pathways, earlier diagnosis, and longitudinal care coordination. Emerging targeted immunotherapies, including FcRn antagonists and complement inhibitors, may significantly modify the disease trajectory by reducing pathogenic autoantibodies, exacerbations, rescue therapies, and hospitalization rates. In the private healthcare setting, these therapies may represent not only a clinical advance, but also a potential strategy to reduce long-term HCRU and improve outcomes in patients with gMG.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.