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Revisão da literatura para tomada de decisão baseada em ATS no Brasil (SUS): esfíncter urinário artificial para incontinência urinária grave pós-prostatectomia
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Título
Revisão da literatura para tomada de decisão baseada em ATS no Brasil (SUS): esfíncter urinário artificial para incontinência urinária grave pós-prostatectomia
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Antonio M, Tortele H, Pereira A, Contó M. Literature Review For HTA-Based Decision Making ln Brazil (SUS): Artificial Urinary Sphincter For Post-Prostatectomy Severe Urinary lncontinence. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD60.
Identificador
2025HTAi056
Title
Literature review for HTA-based decision making in Brazil (SUS): artificial urinary sphincter for post-prostatectomy severe urinary incontinence
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Antonio M, Tortele H, Pereira A, Contó M. Literature Review For HTA-Based Decision Making ln Brazil (SUS): Artificial Urinary Sphincter For Post-Prostatectomy Severe Urinary lncontinence. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD60.
Identifier
2025HTAi056
Resumo
Introdução: A incontinência urinária pós-prostatectomia (IUPP) impacta significativamente a autoestima e as atividades sociais, profissionais e sexuais. O esfíncter urinário artificial (EUA) é considerado o tratamento padrão-ouro para casos graves de IUPP, de acordo com sociedades médicas, NICE e HAS. No Brasil, o EUA é reembolsado no setor de saúde suplementar desde 2014, mas ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Foi realizada busca até setembro de 2024 nas bases MEDLINE via PubMed, EMBASE, LILACS e Cochrane Library, totalizando 1.480 títulos (sem duplicatas), dos quais 75 foram analisados na íntegra. O PICO incluiu pacientes com IUPP grave; o comparador foi ausência de tratamento ou fisioterapia pélvica, atualmente as únicas opções disponíveis no SUS. O risco de viés e a qualidade das evidências foram avaliados pelos instrumentos ROBINS-I (estudos observacionais), AMSTAR-2 (revisões sistemáticas) e GRADE (por desfecho). Estudos com menos de 100 participantes foram excluídos. Resultados: Foram selecionadas duas revisões sistemáticas e quatro estudos observacionais. O EUA demonstrou reduzir significativamente o uso de absorventes por dia, com continência total (0 absorventes/dia) variando de 43,5% a 58% e continência social (até 1 absorvente/dia) entre 79% e 83%. O escore ICIQ-SF reduziu de cerca de 20 antes para 5 após o procedimento (21 representa o pior estado de saúde). O escore IQoL aumentou de 35,5 para 86,4 (100 representa o melhor estado de saúde). A qualidade da evidência foi considerada moderada para todos os desfechos. Apenas o estudo de 1989 apresentou risco crítico de viés. Conclusões: Como a fisioterapia pélvica apresenta pouca ou nenhuma evidência de eficácia em casos graves de IUPP e não há estudos comparativos diretos com o EUA, a disponibilização dessa tecnologia no SUS representa não apenas o preenchimento de uma importante lacuna terapêutica, mas também um avanço significativo na equidade de acesso entre pacientes do sistema público e privado no Brasil.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
lntroduction: Post-prostatectomy Urinary lncontinence (PPUI) greatly impacts self-esteem and social, work and sexual activities. Artificial Urinary Sphincter (AUS) is the gold standard treatment for severe PPUI according to medical societies, NICE and HAS. ln Brazil, AUS has been reimbursable in the Supplementary Health Sector since 2014, but it is not yet available in the Brazilian Global Healthcare System (SUS). Methods Research until September 2024 was carried out at online databases MEDLINE via Pubmed, EMBASE, LILACS and The Cochrane Library, obtaining 1,480 titles (duplicates excluded), of which 75 were read in full. The proposed PICO included population with severe PPUI; the comparator was no treatment or pelvic physiotherapy, the only options available in the SUS to date. Risk of bias and quality of evidence by outcome was assessed through ROBINS-I (observational studies), AMSTAR-2 (Systematic Review of Literature (SRL)) and GRADE (by outcome) accordingly. Studies with less than 100 participants adhering to the proposed PICO population were excluded. Results were critically analyzed. Results Two SRL and four observational studies were selected. AUS has shown to significantly reduce pads-per-day use in patients with severe PPUI, with total continence (zero pads/day) of 43.5% to 58% and social continence (up to 1 pad/day) of 79% to 83%. ICIQ-SF score ranged from 20 before to 5 after the procedure (21 being the worst health status). For IQoL score, patients reached 86.4 after vs. 35.5 before AUS implantation (100 being the best health status). GRADE indicated moderate quality for all outcomes. Only Gundian 1989 presented criticai risk of bias related to the period in which it was developed. Conclusions Once pelvic physiotherapy for severe PPUI offers little orno evidence of effective improvement, no head-to-head study vs. AUS was available. Therefore, making AUS available in the SUS is not just filling an important treatment gap: it is a big step towards healthcare access equity between patients treated in the private sector and the public health system in Brazil.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.
Autores
Anna Pereira | Henrique Tortele | Maiara Antonio | Murilo Contó