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Diferenças e desigualdades na cobertura de medicamentos entre os setores público e privado do sistema de saúde brasileiro
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Título
Diferenças e desigualdades na cobertura de medicamentos entre os setores público e privado do sistema de saúde brasileiro
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Nardi EP, Simone ALM, Teixeira RR, Melo D. Differences And lnequalities ln Drug Coverage Between The Public And The Private Sectors Of The Brazilian Health System. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD49.
Identificador
2025HTAi043
Title
Differences and inequalities in drug coverage between the public and the private sectors of the Brazilian health system
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Nardi EP, Simone ALM, Teixeira RR, Melo D. Differences And lnequalities ln Drug Coverage Between The Public And The Private Sectors Of The Brazilian Health System. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD49.
Identifier
2025HTAi043
Resumo
Introdução: Embora o Brasil possua um sistema de saúde público e universal, o Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 50 milhões de pessoas também possuem planos de saúde privados, o que pode gerar desigualdades entre cidadãos com e sem cobertura privada. O objetivo foi identificar potenciais desigualdades em saúde por meio do mapeamento das diferenças entre medicamentos cobertos no SUS e no setor privado no Brasil. Métodos: Foi compilada uma lista de novos medicamentos, incluindo biológicos e terapias avançadas aprovados no Brasil entre 2010 e 2020, e analisados os pares medicamento-indicação com base em suas bulas. Medicamentos oncológicos foram excluídos. A cobertura no SUS e na saúde suplementar foi avaliada por documentos oficiais até 2022. Desigualdades potenciais foram identificadas quando pares disponíveis apenas na saúde privada não possuíam alternativas terapêuticas nos fluxos de cuidado do SUS. Resultados: Foram avaliados 206 pares medicamento-indicação: 126 (61%) não foram incorporados nem ao SUS nem à saúde privada; 38 (18%) foram exclusivos do SUS; 18 (9%) exclusivos da saúde privada; e 24 (12%) estavam presentes em ambos. O SUS forneceu tratamentos para doenças crônicas não transmissíveis, doenças inflamatórias imunomediadas (IMIDs), doenças raras e doenças infecciosas, enquanto a saúde privada concentrou-se principalmente em IMIDs, especialmente em formas mais graves. Desigualdades potenciais foram identificadas em quatro dos 18 pares cobertos apenas pela saúde privada, relacionados a edema macular, asma, doença tromboembólica e anemia. Ainda assim, o SUS ofereceu fluxos de cuidado mais amplos do que a saúde privada na maioria dos casos. Conclusões: Embora algumas desigualdades potenciais tenham sido identificadas, o SUS incorpora mais medicamentos para uma maior variedade de doenças em comparação com a saúde privada. Guiado pelos princípios de universalidade, integralidade e equidade, o SUS oferece um cuidado mais abrangente e, na maioria dos casos, supre lacunas deixadas pelo setor privado.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
lntroduction: Although Brazil has a public and universal health system, the Unified Health System (SUS), more than 50 million people have private health insurance too. This can generate health inequalities within citizens with and without private health insurance. We aimed to identify potential health inequalities by mapping the differences between drugs covered in the SUS and in the private health sector in Brazil. Methods We compiled a list of new drugs, including biologicals and advanced therapy products approved in Brazil (2010-2020), and analyzed drug-indication pairs from their labels. Oncology drugs were excluded. Coverage in SUS and private health was assessed through official documents (until 2022). Potential health inequalities were identified when pairs available to private health had no therapeutic alternatives in SUS care pathways. Results A total of 206 drug-indication pairs were evaluated: 126 (61%) were not incorporated into either SUS or Private Health; 38 (18%) were exclusive to SUS; 18 (9%) exclusive to Private Health; and 24 (12%) to both. SUS provided treatments for chronic non-communicable diseases, immune-mediated inflammatory diseases (IMIDs), rare diseases, and infectious diseases, while Private Health primarily focused on IMIDs, particularly severe forms. Potential health inequalities were identified in four of the 18 pairs covered only by Private Health, related to macular edema, asthma, thromboembolic disease, and anemia. Despite this, SUS offered broa der care pathways than Private Health in most cases. Conclusions Although some potential health inequalities were identified, SUS incorporates more drugs for a wider variety of diseases compareci to Private Health. Guided by the basic principies of universality, integrality, and equity, SUS offers more comprehensive care than Private Health and, in most cases, addresses gaps in care left by the private sector.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.