-
Custos de procedimentos e tecnologias em saúde utilizados por pacientes diagnosticados com esquizofrenia durante onze anos de acompanhamento
- Voltar
Título
Custos de procedimentos e tecnologias em saúde utilizados por pacientes diagnosticados com esquizofrenia durante onze anos de acompanhamento
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Barbosa W, Guerra A, Lemos L, Gomes R, Costa J, Acurcio F. Costs On Procedures And Health Technologies Used By Patients Diagnosed With Schizophrenia During Eleven Years Of FollowUp. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 258-259. Poster 117A.
Identificador
2016HTAi015
Title
Costs on procedures and health technologies used by patients diagnosed with schizophrenia during eleven years of follow-up
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Barbosa W, Guerra A, Lemos L, Gomes R, Costa J, Acurcio F. Costs On Procedures And Health Technologies Used By Patients Diagnosed With Schizophrenia During Eleven Years Of FollowUp. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 258-259. Poster 117A.
Identifier
2016HTAi015
Resumo
Contexto e objetivos: A esquizofrenia é um transtorno mental grave, crônico e debilitante, que afeta de 0,3 a 0,7% da população e está associada a um impacto financeiro e social significativo sobre pacientes, famílias, cuidadores e a sociedade em geral. O tratamento da esquizofrenia inclui o uso de antipsicóticos e terapias psicossociais. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem se concentrado na inclusão dos pacientes na comunidade e na desospitalização. A estratégia é substituir gradualmente o atendimento em hospitais psiquiátricos por alternativas, como unidades psiquiátricas em hospitais gerais e atendimento ambulatorial. Além do tratamento hospitalar e ambulatorial, o SUS fornece antipsicóticos típicos, ou de primeira geração (FGA), como clorpromazina e haloperidol, e medicamentos atípicos, ou de segunda geração (SGA), como clozapina, olanzapina, quetiapina, risperidona e ziprasidona. Esses medicamentos são considerados de alto custo ou especializados e são dispensados aos pacientes após uma análise de conformidade com os requisitos do protocolo clínico nacional para esquizofrenia. Este estudo descreve os custos dos procedimentos e tecnologias de saúde utilizados por pacientes diagnosticados com esquizofrenia atendidos pelo SUS, de janeiro de 2000 a dezembro de 2010. Métodos: Analisamos uma coorte nacional desenvolvida através de ligações determinísticas-probabilísticas de registros administrativos de bancos de dados nacionais do SUS. Os pacientes incluídos receberam os seguintes antipsicóticos: clozapina, olanzapina, quetiapina, risperidona e ziprasidona; tiveram diagnóstico de CID-10 para esquizofrenia e foram tratados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2010. Estratificamos os custos individuais por grupos de procedimentos e descrevemos a mediana. Os valores monetários foram ajustados pela inflação até janeiro de 2015. Os Reais brasileiros (BRL) foram convertidos para Dólares americanos (USD) utilizando a paridade do poder de compra do Banco Mundial com um fator de conversão para 2014 (USD1 = 1,69 BRL). Resultados: Incluímos 241.079 pacientes e os medicamentos representaram 82,9% dos custos, com gasto médio por paciente de USD 490,56, seguidos pelos procedimentos clínicos (14,7% das despesas e gasto médio de USD 311,36); procedimentos cirúrgicos (1,1% e USD 395,92); ações complementares de saúde (0,6% e USD 50,60); órteses, próteses e materiais especiais (0,3% e USD 305,53); procedimentos para fins diagnósticos (0,2% e USD 28,58) e transplantes de órgãos, tecidos e células (0,2% e USD 241,28). Conclusões: Os gastos com medicamentos tiveram o maior impacto nos gastos gerais, apresentando também a maior mediana de gastos. Essa constatação pode estar relacionada ao custo dos medicamentos para o sistema de saúde e seu uso contínuo. Os procedimentos (órteses, próteses e materiais especiais, e transplantes de órgãos, tecidos e células) não impactaram significativamente nos gastos totais, mas se destacaram pelos seus valores medianos de gastos, o que deve estar diretamente relacionado aos valores das tecnologias de saúde utilizadas. Embora esta coorte tenha sido construída a partir de dados secundários, este estudo incentiva um uso mais racional de medicamentos e serviços hospitalares.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: Schizophrenia is a severe mental disorder, chronic and debilitating, affecting 0.3 to 0.7% of the population(1) and is associated with a significant financial and social impact on patients, families, caregivers and society in general.(2) Schizophrenia treatment includes the use of antipsychotics and psychosocial therapies.(3) In Brazil, the Public Health System (SUS) have been focusing at the inclusion of patients in the community and their dehospitalization. The strategy is to progressively substitute care at the psychiatric hospital to alternatives in hospitals, such as psychiatric units in general hospitals, and to outpatient care(4). In adidition, to inpatient and outpatient treatment the SUS provides typical, or first-generation (FGA), antipsychotics, such as chlorpromazine and haloperidol, and atypical, or second generation (SGA), medicines, such as clozapine, olanzapine, quetiapine, risperidone and ziprasidone. These are considered high-cost or specialized medicines and are dispensed to patients after an analysis of compliance with requirements of the national clinical protocol for schizophrenia.(5) This study describes costs on procedures and health technologies used by patients diagnosed with schizophrenia and attended by SUS, from January 2000 to December 2010. Methods: We analyzed a nationwide cohort developed through deterministic-probabilistic linkages of administrative records of SUS national databases(6,7). The included patients received the following antipsychotics: clozapine, olanzapine, quetiapine, risperidone and ziprasidone; had the diagnosis ICD-10 for schizophrenia and were treated between January 2000 and December 2010. We stratified the individual costs by groups of procedures and we describe on median. Monetary values were adjusted for inflation to January 2015. Brazilian Reais (BRL) were converted to United States Dollars (USD) using the purchasing power parity of the World Bank at a conversion factor for 2014 (USD1 = 1.69 BRL). Results: We included 241,079 patients and drugs accounted #HTAiTokyo2016 Posters 259 for 82.9% of costs and median spending per patient USD 490.56, followed by clinical procedures (14.7% of expenditures and median spending USD 311.36); surgical procedures (1.1% and USD 395.92); complementary actions of health care (0.6% and USD 50.60); orthoses, prostheses and special materials (0.3% and USD 305.53); procedures for diagnostic purposes (0.2% and USD 28.58) and organs, tissues and cells transplantations (0.2% and USD 241.28). Conclusions: The spending on drugs accounted for the greatest impact on overall expenditure, as well as presenting the biggest spending median. This finding may be related to the cost of medicines to the healthcare system and its continuous use. The procedures (ortheses, prostheses and special materials and organs, tissues and cells transplantations) did not impact much on overhead, but stood out for their spent median values. What must be directly related to the values of health technologies used. Although this cohort was built secondary data, this study encourages more rational use of medicines and rational hospital services.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.