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Comorbidades cardiovasculares em pacientes com leucemia mieloide crônica no Sistema Único de Saúde: uma análise de base de dados administrativa
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Título
Comorbidades cardiovasculares em pacientes com leucemia mieloide crônica no Sistema Único de Saúde: uma análise de base de dados administrativa
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Pachito D, Sebastião M, Lassabia R, Almeida PHRF, Senna T, Alexandre RF. Cardiovascular Comorbidities ln Chronic Myeloid Leukemia Patients ln The Brazilian Unified Health System: An Administrative Database Analysis. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD67.
Identificador
2025HTAi062
Title
Cardiovascular comorbidities in chronic myeloid leukemia patients in the Brazilian Unified Health System: an administrative database analysis
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Pachito D, Sebastião M, Lassabia R, Almeida PHRF, Senna T, Alexandre RF. Cardiovascular Comorbidities ln Chronic Myeloid Leukemia Patients ln The Brazilian Unified Health System: An Administrative Database Analysis. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2025 Jun; Buenos Aires, Argentina. Health Technology Assessment International, HTAi; 2025. PD67.
Identifier
2025HTAi062
Resumo
Introdução: O tratamento de segunda linha para leucemia mieloide crônica positiva para o cromossomo Philadelphia (LMC Ph+) no Sistema Único de Saúde (SUS) é atualmente realizado com inibidores de tirosina quinase (ITQs), como dasatinibe e nilotinibe. A escolha do ITQ deve considerar comorbidades existentes e o risco de eventos adversos. O objetivo deste estudo foi estimar a proporção de pacientes com comorbidades cardiovasculares em uso de ITQs no SUS. Métodos: Análise retrospectiva de base de dados administrativa, incluindo casos registrados entre outubro de 2013 e maio de 2024. Foram identificados códigos da Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID-10) para doenças cardiovasculares crônicas. Duas bases do sistema de informações ambulatoriais (SIA-SUS) foram analisadas: a base oncológica (SIA-AQ) e o boletim de produção ambulatorial individualizado (SIA-BI), para identificar pacientes em tratamento de segunda linha com dasatinibe ou nilotinibe que apresentaram ao menos um procedimento ambulatorial com código de doença cardiovascular. Para isso, foi utilizado um procedimento de junção interna com identificador criptografado. Os casos foram caracterizados por idade, sexo, estágio da doença e região geográfica. Resultados: Um total de 6.556 pacientes únicos em tratamento de segunda linha para LMC Ph+ foi analisado. A idade média foi de 49,4 anos (±16,2), com predominância do sexo masculino (55,6%) e de indivíduos brancos (47,6%). Os casos concentraram-se na região Sudeste (48,4%). A maioria encontrava-se na fase crônica (70,8%), seguida pelas fases acelerada (17,7%) e blástica (11,5%). O dasatinibe foi o tratamento mais utilizado (52%), seguido pelo nilotinibe (40,5%), além de outros esquemas com quimioterapia e tratamentos combinados. Pacientes com doença cardiovascular representaram 10,9% da amostra total, sendo 9,8% entre os tratados com dasatinibe e 13% entre os que receberam nilotinibe. Conclusões: Dados administrativos do mundo real permitiram caracterizar o perfil dos pacientes, os padrões de tratamento e a gravidade da doença. Além disso, foi possível estimar, em nível nacional, a proporção de pacientes com LMC Ph+ que apresentam comorbidades cardiovasculares. Esses achados são fundamentais para identificar necessidades não atendidas, avaliar padrões de tratamento em relação às diretrizes e subsidiar o desenvolvimento de estratégias de cuidado mais otimizadas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
lntroduction: Second-line treatment for Philadelphia-positive chronic myeloid leukemia (Ph+CML) in the Brazilian Unified Health System (or SUS) is currently performed with the tyrosine kinase inhibitors (TKls) dasatinib and nilotinib. Choice of TKls should be made considering existing comorbidities and the risk of adverse events. Our objective was to estimate the proportion of patients with cardiovascular comorbidities receiving TKls in the SUS. Methods Retrospective administrative data base analysis, including cases recorded from October 2013 to May 2024. The lnternational Classification of Diseases, 10th Edition (ICD-10) codes used for chronic cardiovascular diseases were identified. Two data bases of the outpatient information system (SIA-SUS) were analyzed, the oncology database (SIA-AQ) and the individualized outpatient production report (SIA-BI), to identify patients receiving dasatinib or nilotinib as a second-line treatment for Ph+CML that had at least one outpatient procedure with an ICD-10 code of cardiovascular disease. For that, an inner join procedure using the cryptographed identifier was implemented. Cases were characterized by age, sex, disease stage, and geographic region. Results A total of 6,556 unique patients in the second-line treatment for Ph+CML were analyzed. Mean age was 49.4 (±16.2). There was predominance of males (55.6%) and white (47.6%). Cases were concentrated in the Southeast, the most populous region (48.4%). Most cases were at the chronic phase (70.8%), followed by accelerated (17.7%), and blastic phase (11.5%). Dasatinib was the most used treatment, representing 52% of cases, followed by 40.5% using nilotinib. Other regimens included chemotherapy and combined treatments. Patients with cardiovascular disease represented 10.9% of the total sample, 9.8% of patients treated with dasatinib and 13% of patients receiving nilotinib. Conclusions Real-world administrative data provided information on patient profile, treatment patterns and disease severity. Moreover, the proportion of patients with Ph+CML that presents cardiovascular comorbidities was estimated at the national levei. These elements are necessary to assess unmet needs, treatment patterns not compliant with the recommendations from guidelines, to ultimately underpin the design of optimized strategies of care.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.