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A eficácia e segurança da escopolamina para o tratamento da depressão em adultos: uma mini-ATS
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Título
A eficácia e segurança da escopolamina para o tratamento da depressão em adultos: uma mini-ATS
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Brito GV, Estevam P, Tolentino M, Galvão T, Pereira MG. The Efficacy And Safety Of Scopolamine For The Treatment Of Adult Depression: A Mini-HTA. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p.274. Poster 16B.
Identificador
2016HTAi018
Title
The efficacy and safety of scopolamine for the treatment of adult depression: a mini-HTA
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Brito GV, Estevam P, Tolentino M, Galvão T, Pereira MG. The Efficacy And Safety Of Scopolamine For The Treatment Of Adult Depression: A Mini-HTA. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p.274. Poster 16B.
Identifier
2016HTAi018
Resumo
Contexto e objetivos: A depressão é um transtorno comum que tem afetado milhões de pessoas em todo o mundo. A doença é responsável por uma das principais cargas globais de doenças, passando de terceira para segunda causa de anos vividos com deficiência nos últimos anos (de 1990 a 2013). Atualmente, há evidências sugerindo que a hipersensibilidade do sistema colinérgico desempenha um papel na fisiopatologia da depressão. Assim, a escopolamina poderia produzir efeitos antidepressivos. Com base nisso, realizamos uma pesquisa para recuperar as melhores evidências disponíveis sobre o tema (possibilidade dessa nova aplicação clínica do medicamento). O objetivo foi avaliar a eficácia e segurança da escopolamina para o tratamento da depressão em adultos. Métodos: Uma ampla busca sistemática foi realizada em outubro de 2015 nas seguintes bases de dados: PubMed, Embase, Web of Science, Cochrane Library, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e Scopus, com a intenção de recuperar ensaios clínicos randomizados (ECR) sobre o assunto. O site Clinical Trials também foi incluído na busca. Os ECR escolhidos apresentaram desfechos clínicos. Os estudos selecionados foram avaliados de acordo com o sistema GRADE e critérios de avaliação de qualidade contidos nas Diretrizes Metodológicas do Ministério da Saúde brasileiro. Resultados: De 1961 referências avaliadas, apenas seis ECR foram incluídos. A maioria das referências avaliadas são estudos pré-clínicos e alguns deles são duplicados. Todos os estudos selecionados foram ensaios cruzados, abertos e controlados por placebo, representando uma pequena amostra, variando de 8 a 50 pacientes em média. Em geral, os estudos selecionados foram ECR de fase II ou III de qualidade metodológica inferior, o que determinou resultados ruins, com pouca expressão clínica. Além disso, a maioria dos estudos foi conduzida pelo mesmo grupo de pesquisadores (Furey e Drevets). Portanto, as evidências clínicas são restritas, tanto em relação à quantidade de estudos quanto à sua qualidade. Conclusões: Embora o uso de agentes antimuscarínicos esteja sendo investigado como mais uma opção terapêutica para o tratamento da depressão, os dados clínicos de apoio permanecem limitados, o que não nos permite fazer inferências sobre a taxa de resposta clínica ou quantos pacientes responderiam à escopolamina. Não é possível afirmar benefícios a longo prazo do medicamento em pacientes com doenças crônicas, seja melhorando a qualidade de vida do paciente ou reduzindo o risco de complicações da doença. Para isso, mais estudos metodologicamente bem elaborados sobre o assunto são necessários.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: Depression is a common disorder, which has been affecting millions of people worldwide. The disease is responsible for one of the main global burden of disease, rising from third to second cause of global years lived with disability in the last years (from 1990 to 2013). Nowadays, there is evidence suggesting that hypersensitivity of the cholinergic system plays a role in the pathophysiology of depression. Thus, scopolamine could produce antidepressant effects. Based on that, we conducted a research in order to retrieve the best evidence available about the theme (possibility of this new clinical application of the drug). The objective was to evaluate the efficacy and safety of scopolamine for the treatment of adult depression. Methods: A wide systematic search was conducted in October of 2015 in the following databases: PubMed, Embase, Web of Science, Cochrane Library, BVS (Virtual Health Library) and Scopus, with the intention of retrieving randomized clinical trials (RCT) about the subject. Clinical Trials website was also included in the search. The RCT chosen presented clinical outcomes. The selected studies were evaluated according to GRADE system and quality assessment form criteria contained in the Brazilian Ministry of Health’s Methodological Guidelines. Results: From 1961 assessed references, only six RCT were included. The majority of assessed references are preclinical studies and some of them are duplicated. All of selected studies were crossover, open-label, placebo-controlled trials and represented a small sample, varying from 8 to 50 patients on average. In general, the studies selected were RCT phase II or III of lower methodological quality, which determined poor outcomes, with little clinical expression. Furthermore, the majority of the studies were conducted by the same group of researchers (Furey and Drevets). Therefore, clinical evidence is restricted, regarding both the quantity of studies and their quality. Conclusions: Although the use of antimuscarinic agent is being investigated as one more therapeutic option for the treatment of depression, the clinical supportive data remain limited, which does not allow us to make inference about the rate of clinical response or how many patients would respond to scopolamine. It is not possible to claim long-term benefits about the drug in patients with chronic illness, be it improving patient’s quality of life or reducing the risk of complications of the disease. For that, more good quality methodological studies about the subject are needed
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.