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Da evidência global à política local: um framework para limites de impacto orçamentário no Brasil
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Título
Da evidência global à política local: um framework para limites de impacto orçamentário no Brasil
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Apresentação apresentada na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Santos VCC, Nascimento A, Santos M, Zimmermann I. From global evidence to local policy: a framework for budget impact thresholds in Brazil. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP75.
Identificador
2026HTAi031
Title
From global evidence to local policy: a framework for budget impact thresholds in Brazil
Document type
Presentation
Description
Presentation given at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Santos VCC, Nascimento A, Santos M, Zimmermann I. From global evidence to local policy: a framework for budget impact thresholds in Brazil. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP75.
Identifier
2026HTAi031
Resumo
Introdução Os sistemas de saúde enfrentam pressões políticas, econômicas e tecnológicas cada vez mais complexas, exigindo avaliações mais amplas das consequências financeiras da adoção de novas tecnologias. A análise de impacto orçamentário tornou-se essencial para a sustentabilidade das decisões, sobretudo para medicamentos de alto custo em países de baixa e média renda (LMIC). No entanto, o Brasil ainda carece de um limite oficial de impacto orçamentário para orientar as decisões de incorporação de tecnologias em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).Métodos Foi conduzida, em julho de 2025, uma scoping review rápida para identificar limites de impacto orçamentário internacionais e as abordagens metodológicas utilizadas para defini-los. As buscas abrangeram bases científicas (MEDLINE e LILACS), literatura cinzenta e publicações de oito agências de ATS e organizações internacionais, em inglês, português ou espanhol, a partir de 2022. Dois revisores, de forma independente, realizaram a triagem dos estudos, a extração dos dados e a síntese das evidências seguindo as diretrizes PRISMA-SCR. Após a seleção, 27 referências foram incluídas. Os limites de impacto orçamentário identificados foram reportados por país e classificados quanto ao seu significado, uso pretendido e implicações para a tomada de decisão, oferecendo um panorama estruturado das práticas globais atuais, incluindo experiências latino-americanas.Resultados A revisão revelou um interesse internacional crescente, porém fragmentado, por limites de impacto orçamentário como critérios complementares à custo-efetividade. Na América Latina, a abordagem da IECS/Argentina, que se baseia em experiências internacionais e as adapta à despesa per capita e à população local em saúde, representa um esforço inicial estruturado de padronização de limites; por esse método, o alto impacto orçamentário do Brasil é estimado em US$ 21,5 milhões. Entretanto, persiste heterogeneidade quanto à base do limite (parcela do orçamento vs. limites por paciente), ao momento de aplicação (triagem vs. uso deliberativo) e à justificativa limitada para a seleção dos limiares. Essas variações destacam a necessidade de adaptação contextual, e nosso estudo recomenda adotar a metodologia da IECS com ajustes locais.Conclusão O Brasil enfrenta oportunidades e desafios no estabelecimento de um limite de impacto orçamentário transparente e fundamentado localmente para o SUS. Nosso estudo propõe adotar a abordagem da IECS, adaptada à despesa pública de saúde com valores de referência de 2022, para os quais foram calculados limiares alto/muito alto. O estudo também destaca riscos de sustentabilidade e estratégias, como negociação de preços e acordos de entrada gerenciada, em um framework multidimensional para os casos em que os limites sejam excedidos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction Healthcare systems face increasingly complex political, economic, and technological pressures, requiring broader assessments of the financial consequences of adopting new technologies. Budget impact analysis has become essential for sustainable decision-making, especially for high-cost medicines in low-income and middle-income countries (LMIC). However, Brazil still lacks an official budget impact threshold to guide health technology incorporation decisions within the Brazilian Unified Health System (SUS). Methods We conducted a rapid scoping review in July 2025 to identify international budget impact thresholds and methodological approaches used to define them. Searches encompassed scientific databases (MEDLINE and LILACS), grey literature, and publications from eight HTA agencies and international organizations in English, portuguese or Spanish from 2022 onward. Two reviewers independently screened studies, extracted data, and synthesized evidence following PRISMA-SCR guidelines. After selection, 27 references were included. Identified budget impact thresholds were reported for each country and classified by their meaning, intended use and implications for decision-making, providing a structured overview of the current global practices, including Latin American experiences. Results The review revealed growing but fragmented international interest in budget-impact thresholds as complementary criteria to cost-effectiveness. In Latin America, the IECS/Argentina approach, drawing on international experiences and adapting them to local health expenditure per capita and population, represents an early structured effort to standardize thresholds; by this method, Brazil's high budget-impact is estimated at US$ 21.5 million. However, heterogeneity persists regarding threshold basis (budget share vs. per-patient limits), timing Of application (screening vs. deliberative use), and limited justification for threshold selection. These variations highlight the need for contextual adaptation, and our study recommends adopting the IECS methodology with local adjustments. Conclusion Brazil faces opportunities and challenges in establishing a transparent, locally grounded budget- impact threshold for the SUS. Our study proposes adopting the IECS approach, adapted to public health expenditure using 2022 reference values and calculated high/very high thresholds. lt also underscores sustainability risks and strategies, such as price negotiation and managed entry agreements, within a multidimensional framework when thresholds are exceeded.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.