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Uso da ferramenta AGREE-HS em diretrizes de sistemas de saúde: revisão de escopo e implicações para o SUS
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Título
Uso da ferramenta AGREE-HS em diretrizes de sistemas de saúde: revisão de escopo e implicações para o SUS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Deffert F, Gorski D, Pontarolo R, Borba HHL. PE-098 Uso da ferramenta AGREE-HS em diretrizes de sistemas de saúde: revisão de escopo e implicações para o SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00586
Identificador
2026JAFF343
Title
Use of the AGREE-HS tool in health system guidelines: scope review and implications for the Brazilian Unified Health System (SUS).
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Deffert F, Gorski D, Pontarolo R, Borba HHL. PE-098 Uso da ferramenta AGREE-HS em diretrizes de sistemas de saúde: revisão de escopo e implicações para o SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00586
Identifier
2026JAFF343
Resumo
Introdução (com objetivo): Introdução: Diretrizes metodologicamente robustas, transparentes e implementáveis são fundamentais para orientar decisões em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, diretrizes voltadas a sistemas de saúde (Health Systems Guidance, HSG) apresentam variabilidade de qualidade e limitada padronização, o que compromete sua aplicabilidade e impacto nas políticas públicas. Nesse contexto, o AGREE-HS é um instrumento estruturado para avaliar a qualidade metodológica dessas diretrizes por meio de domínios que abrangem definição do problema, participação de stakeholders, rigor metodológico, recomendações e implementabilidade, contemplando dimensões estruturais e contextuais não abordadas pelo AGREE II. No Brasil, sua utilização ainda não está institucionalizada, representando uma lacuna relevante para a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e para o fortalecimento da governança no SUS. Objetivo: Mapear e analisar criticamente o uso da ferramenta AGREE-HS na literatura internacional e discutir suas implicações para o fortalecimento das diretrizes e da governança no SUS. Material e Método: Revisão de escopo conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e reportada segundo o PRISMA-ScR (Protocolo: 10.17605/OSF.IO/BMERX). As buscas foram realizadas em setembro de 2025 nas bases PubMed, Web of Science, Scopus e Dimensions.ai, incluindo estudos que aplicaram integralmente o AGREE-HS na avaliação de HSG. Os dados foram sintetizados de forma descritiva, complementados por análise inferencial não paramétrica (testes de Friedman e Kruskal–Wallis; IC95%). Resultados: Foram incluídos sete estudos (2021–2025), totalizando 186 diretrizes, majoritariamente produzidas pela OMS, CDC e ECDC. Observou-se desempenho superior nos domínios Tópico e Recomendações e fragilidades em Participantes, Métodos e Implementabilidade (p<0,001). Identificou-se heterogeneidade na aplicação da ferramenta, com variações no número de avaliadores, métodos de consolidação dos escores e forma de apresentação dos resultados, comprometendo comparabilidade e reprodutibilidade. Discussão:Os achados evidenciam lacunas estruturais que comprometem a aplicabilidade das HSG, especialmente na operacionalização das recomendações e na participação de stakeholders. Para implementação do AGREE-HS no SUS, destacam-se medidas estruturantes, incluindo sua incorporação nas Diretrizes Metodológicas do Ministério da Saúde e nos processos da Conitec, capacitação de avaliadores nos Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS), padronização nacional de critérios de pontuação e interpretação, integração com frameworks como GRADE/EtD e fortalecimento de mecanismos de transparência e participação social. A ampliação do uso do AGREE-HS converge com os princípios e diretrizes do SUS ao promover transparência, participação social e decisões baseadas em evidências, fortalecendo a equidade, a integralidade e a eficiência na organização dos serviços de saúde. Conclusões: O AGREE-HS apresenta potencial relevante para qualificar diretrizes de sistemas de saúde e fortalecer a governança baseada em evidências no SUS, contribuindo para decisões mais consistentes, equitativas e sustentáveis.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Introduction: Methodologically robust, transparent, and implementable guidelines are fundamental to guiding health decisions in the Brazilian Unified Health System (SUS). However, guidelines aimed at health systems (Health Systems Guidance, HSG) present variability in quality and limited standardization, which compromises their applicability and impact on public policies. In this context, AGREE-HS is a structured instrument to evaluate the methodological quality of these guidelines through domains that encompass problem definition, stakeholder participation, methodological rigor, recommendations, and implementability, including structural and contextual dimensions not addressed by AGREE II. In Brazil, its use is not yet institutionalized, representing a significant gap for Health Technology Assessment (HTA) and for strengthening governance in the SUS. Objective: To map and critically analyze the use of the AGREE-HS tool in the international literature and discuss its implications for strengthening guidelines and governance in the SUS. Material and Method: A scoping review was conducted according to the recommendations of the Joanna Briggs Institute and reported according to PRISMA-ScR (Protocol: 10.17605/OSF.IO/BMERX). Searches were performed in September 2025 in the PubMed, Web of Science, Scopus, and Dimensions.ai databases, including studies that fully applied AGREE-HS in the assessment of HSG. Data were synthesized descriptively, complemented by non-parametric inferential analysis (Friedman and Kruskal-Wallis tests; 95% CI). Results: Seven studies were included (2021–2025), totaling 186 guidelines, mostly produced by the WHO, CDC, and ECDC. Superior performance was observed in the Topic and Recommendations domains, and weaknesses in Participants, Methods, and Implementability (p<0.001). Heterogeneity was identified in the application of the tool, with variations in the number of evaluators, methods of consolidating scores, and the way results were presented, compromising comparability and reproducibility. Discussion: The findings highlight structural gaps that compromise the applicability of HSG, especially in the operationalization of recommendations and stakeholder participation. For the implementation of AGREE-HS in the SUS (Brazilian Unified Health System), structural measures are highlighted, including its incorporation into the Methodological Guidelines of the Ministry of Health and the processes of CONITEC (National Commission for the Incorporation of Technologies in the Unified Health System), training of evaluators in the Health Technology Assessment Centers (NATS), national standardization of scoring and interpretation criteria, integration with frameworks such as GRADE/EtD, and strengthening of mechanisms for transparency and social participation. The expansion of the use of AGREE-HS converges with the principles and guidelines of the SUS by promoting transparency, social participation, and evidence-based decisions, strengthening equity, comprehensiveness, and efficiency in the organization of health services. Conclusions: AGREE-HS shows significant potential for improving health system guidelines and strengthening evidence-based governance in the Brazilian Unified Health System (SUS), contributing to more consistent, equitable, and sustainable decisions.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.