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Adoção de Fórmulas Hipoalergênicas e não Alergênicas para Tratamento da Alergia à Proteína do Leite de Vaca: uma análise de impacto orçamentário sob a perspectiva estado de Mato Grosso, Brasil
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Título
Adoção de Fórmulas Hipoalergênicas e não Alergênicas para Tratamento da Alergia à Proteína do Leite de Vaca: uma análise de impacto orçamentário sob a perspectiva estado de Mato Grosso, Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Nakata KCF, Guahnon MP, Nakata GY, Oliveira LEG, Barreto ZQ, Blankenheim AP et al. PE-078 Adoção de Fórmulas Hipoalergênicas e não Alergênicas para Tratamento da Alergia à Proteína do Leite de Vaca: uma análise de impacto orçamentário sob a perspectiva estado de Mato Grosso, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00569
Identificador
2026JAFF324
Title
Adoption of Hypoallergenic and Non-Allergenic Formulas for the Treatment of Cow's Milk Protein Allergy: a budgetary impact analysis from the perspective of the state of Mato Grosso, Brazil.
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Nakata KCF, Guahnon MP, Nakata GY, Oliveira LEG, Barreto ZQ, Blankenheim AP et al. PE-078 Adoção de Fórmulas Hipoalergênicas e não Alergênicas para Tratamento da Alergia à Proteína do Leite de Vaca: uma análise de impacto orçamentário sob a perspectiva estado de Mato Grosso, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00569
Identifier
2026JAFF324
Resumo
Introdução (com objetivo): A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma condição imunológica caracterizada pela resposta adversa do sistema imune às proteínas presentes no leite de vaca. Ela pode manifestar-se por mecanismos mediados por imunoglobulina E (IgE), não IgE ou mistos, com ampla variabilidade clínica envolvendo sistemas cutâneo, gastrointestinal e respiratório. Nesse contexto, as fórmulas especiais têm papel central no manejo da APLV. Este trabalho buscou avaliar as consequências financeiras da adoção de fórmulas hipoalergênicas (à base de proteína de soja e extensamente hidrolisada) e não alergênicas (à base de aminoácidos) para tratamento de APLV na perspectiva do Sistema Único de Saúde na esfera estadual. Material e Método: Realizou-se uma avaliação do impacto orçamentário sob a perspectiva do sistema público de saúde estadual, com horizonte temporal de cinco anos. O trabalho foi elaborado por meio de modelagem estática, levando em conta custos, população elegível e taxa de adoção, utilizando-se o Excel. Na ausência de política pública vigente para o manejo da APLV no estado, adotou-se impacto orçamentário nulo para o cenário de referência. A população elegível foi estimada pelo método epidemiológico, com base na projeção da população residente de até 24 meses para 2027–2031 e na prevalência de APLV. Os custos foram modelados por meio da construção de uma árvore de decisão no software amua, simulando quatro cenários fundamentados na fonte dos preços praticados e na fórmula de primeira escolha para casos de APLV IgE-mediado em crianças menores de 6 meses. Empregou-se uma taxa de implantação progressiva, variando de 30% a 70%, baseada em um painel de especialistas. A robustez do modelo foi verificada por meio de cenários e de uma análise de sensibilidade bivariada, em que se ajustaram concomitantemente a população e a taxa de implantação. O trabalho não realizou correções inflacionárias, em consonância com as diretrizes metodológicas brasileiras para esse tipo de avaliação, e adotou o real (R$) como unidade monetária. Resultados: A adoção de fórmulas especiais para crianças com APLV implica num custo médio anual por criança situado entre R$ 9.597,64 e R$ 12.035,02, conforme o cenário e o custo unitário adotados. O gasto com o tratamento de casos mediados por IgE variou de R$ 8.578,43 a R$ 12.183,89; já nos casos não mediados por IgE os valores oscilaram entre R$ 10.786,84 e R$ 11.861,31, a depender do cenário. O impacto orçamentário total estimado para o estado de Mato Grosso flutuou entre R$ 3,3 milhões no primeiro ano e R$ 9,5 milhões no quinto ano. A análise de sensibilidade por cenários apontou que a adoção de fórmulas à base de aminoácidos como primeira linha terapêutica para crianças menores de 6 meses com APLV mediadas por IgE resulta em maior impacto orçamentário. Por sua vez, a análise bivariada mostrou que, em cenários conservadores com menor prevalência e implantação gradual, o impacto pode ficar entre R$ 2,3 milhões e R$ 4,3 milhões. Conclusões: Este estudo possibilita que a decisão de adotar fórmulas nutricionais para o manejo da APLV no estado de Mato Grosso seja realizada de maneira técnica, considerando a sustentabilidade do sistema de saúde e a transparência na gestão pública. Com uma projeção de impacto orçamentário variando entre R$ 3,3 milhões e R$ 9,5 milhões ao longo de cinco anos, a pesquisa oferece suporte concreto para que o estado planeje a oferta de assistência às crianças acometidas por APLV de maneira estruturada, preenchendo a atual lacuna na oferta oficial.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Cow's milk protein allergy (CMPA) is an immunological condition characterized by an adverse immune system response to proteins present in cow's milk. It can manifest through immunoglobulin E (IgE), non-IgE, or mixed mechanisms, with wide clinical variability involving the cutaneous, gastrointestinal, and respiratory systems. In this context, special formulas play a central role in the management of CMPA. This study aimed to evaluate the financial consequences of adopting hypoallergenic (soy protein-based and extensively hydrolyzed) and non-allergenic (amino acid-based) formulas for the treatment of CMPA from the perspective of the Brazilian Unified Health System (SUS) at the state level. Material and Method: An assessment of the budgetary impact was carried out from the perspective of the state public health system, with a five-year time horizon. The work was developed using static modeling, taking into account costs, eligible population, and adoption rate, using Excel. In the absence of a current public policy for the management of cow's milk protein allergy (CMPA) in the state, a zero budgetary impact was adopted for the reference scenario. The eligible population was estimated using the epidemiological method, based on the projection of the resident population up to 24 months of age for 2027–2031 and the prevalence of CMPA. Costs were modeled by constructing a decision tree in the amua software, simulating four scenarios based on the source of prices charged and the first-choice formula for cases of IgE-mediated CMPA in children under 6 months of age. A progressive implementation rate, ranging from 30% to 70%, based on a panel of experts, was employed. The robustness of the model was verified through scenarios and a bivariate sensitivity analysis, in which the population and the implementation rate were adjusted simultaneously. The study did not perform inflationary corrections, in accordance with Brazilian methodological guidelines for this type of evaluation, and adopted the Brazilian real (R$) as the monetary unit. Results: The adoption of special formulas for children with cow's milk protein allergy (CMPA) implies an average annual cost per child ranging from R$ 9,597.64 to R$ 12,035.02, depending on the scenario and unit cost adopted. The cost of treating IgE-mediated cases ranged from R$ 8,578.43 to R$ 12,183.89; while in non-IgE-mediated cases, the values ranged from R$ 10,786.84 to R$ 11,861.31, depending on the scenario. The total estimated budgetary impact for the state of Mato Grosso fluctuated between R$ 3.3 million in the first year and R$ 9.5 million in the fifth year. Sensitivity analysis by scenario indicated that the adoption of amino acid-based formulas as first-line therapy for children under 6 months with IgE-mediated CMPA results in a greater budgetary impact. In turn, bivariate analysis showed that, in conservative scenarios with lower prevalence and gradual implementation, the impact could range from R$ 2.3 million to R$ 4.3 million. Conclusions: This study enables the decision to adopt nutritional formulas for the management of cow's milk protein allergy (CMPA) in the state of Mato Grosso to be made in a technical manner, considering the sustainability of the health system and transparency in public management. With a projected budgetary impact ranging from R$ 3.3 million to R$ 9.5 million over five years, the research offers concrete support for the state to plan the provision of assistance to children affected by CMPA in a structured way, filling the current gap in official provision.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.