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Impacto da Terapia Tripla Fixa para DPOC no Rio Grande do Sul: da judicialização à incorporação no SUS
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Título
Impacto da Terapia Tripla Fixa para DPOC no Rio Grande do Sul: da judicialização à incorporação no SUS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Filho EFV, Cruz CR, Gossenheimer A, Sauter IP, Sallum F, Bezerra GP et al. PE-029 Impacto da Terapia Tripla Fixa para DPOC no Rio Grande do Sul: da judicialização à incorporação no SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00525
Identificador
2026JAFF275
Title
Impact of Triple Fixed Therapy for COPD in Rio Grande do Sul: from legal challenges to its incorporation into the Brazilian Unified Health System (SUS).
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Filho EFV, Cruz CR, Gossenheimer A, Sauter IP, Sallum F, Bezerra GP et al. PE-029 Impacto da Terapia Tripla Fixa para DPOC no Rio Grande do Sul: da judicialização à incorporação no SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00525
Identifier
2026JAFF275
Resumo
Introdução (com objetivo): A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) acomete mais de 14 milhões de brasileiros, configurando-se como uma das principais causas de morbidade respiratória no país [1]. No Rio Grande do Sul, o cenário é agravado por um perfil demográfico de envelhecimento acelerado, o maior do país, e por exposições ambientais específicas, como o uso de biomassa para fins domésticos e ocupacionais. Com uma população de aproximadamente 5,5 milhões de pessoas acima de 40 anos e uma prevalência estimada de 12%, o estado possui cerca de 660 mil potenciais pacientes [2]. Atualmente, a DPOC gera um impacto severo no sistema, com mais de 200 mil hospitalizações anuais no Brasil, custando aproximadamente R$ 103 milhões aos cofres públicos [3]. Objetivos: Analisar o panorama epidemiológico e assistencial da DPOC no Rio Grande do Sul, destacando os custos associados à judicialização e o potencial impacto clínico e econômico da incorporação da terapia tripla fixa no Sistema Único de Saúde (SUS). Material e Método: Foi conduzida uma análise descritiva do cenário epidemiológico e econômico da DPOC no estado do Rio Grande do Sul, a partir do cruzamento de dados do DATASUS [4], IBGE [2] e registros de compras públicas [5]. A análise focou na consolidação de métricas de desfecho clínico e custos associados à judicialização da terapia tripla no Rio Grande do Sul. Resultados: Em 2024, o RS registrou 4.682 óbitos atribuídos à DPOC (CID J44) e 9.648 hospitalizações relacionadas à doença. Até novembro de 2025, 43.395 pessoas estavam diagnosticadas na rede pública, o que representa apenas 6,6% da prevalência estimada, evidenciando um expressivo grau de subdiagnóstico no estado. O impacto financeiro é crítico: em 2024, o gasto estadual com demandas administrativas e judiciais totais somou R$ 811,7 milhões. Especificamente para as terapias triplas para o tratamento da DPOC, as compras judiciais no RS totalizaram mais de R$ 2,2 milhões entre fevereiro de 2024 e maio de 2025 [5]. Em contrapartida, a oferta estruturada da terapia tripla fixa em spray, disponível no Rio Grande do Sul desde janeiro de 2026 para casos graves e muito graves, deve beneficiar 25% dos pacientes assistidos. Estimativas indicam que a substituição das combinações vigentes por essa terapia pode gerar uma economia de R$ 293 milhões em cinco anos para o sistema público. Conclusões: O Rio Grande do Sul enfrenta um desafio epidemiológico singular no manejo da DPOC, devido ao seu perfil demográfico e altos índices de hospitalização. A transição da via judicial para a oferta organizada da terapia tripla no SUS é um avanço estratégico para a política pública de saúde. Além de otimizar a adesão terapêutica e reduzir exacerbações, a medida assegura a sustentabilidade financeira do sistema ao mitigar os custos elevados da judicialização e das internações evitáveis, essa estratégia fortalece a equidade no acesso, promove maior eficiência assistencial e alinha o cuidado da DPOC às melhores práticas baseadas em evidências no âmbito do SUS.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) affects more than 14 million Brazilians, making it one of the main causes of respiratory morbidity in the country [1]. In Rio Grande do Sul, the scenario is aggravated by a demographic profile of accelerated aging, the highest in the country, and by specific environmental exposures, such as the use of biomass for domestic and occupational purposes. With a population of approximately 5.5 million people over 40 years of age and an estimated prevalence of 12%, the state has about 660,000 potential patients [2]. Currently, COPD generates a severe impact on the system, with more than 200,000 annual hospitalizations in Brazil, costing approximately R$ 103 million to public coffers [3]. Objectives: To analyze the epidemiological and healthcare panorama of COPD in Rio Grande do Sul, highlighting the costs associated with litigation and the potential clinical and economic impact of incorporating fixed triple therapy into the Unified Health System (SUS). Material and Method: A descriptive analysis of the epidemiological and economic scenario of COPD in the state of Rio Grande do Sul was conducted, based on the cross-referencing of data from DATASUS [4], IBGE [2] and public procurement records [5]. The analysis focused on consolidating clinical outcome metrics and costs associated with the judicialization of triple therapy in Rio Grande do Sul. Results: In 2024, RS recorded 4,682 deaths attributed to COPD (ICD J44) and 9,648 hospitalizations related to the disease. By November 2025, 43,395 people were diagnosed in the public network, representing only 6.6% of the estimated prevalence, highlighting a significant degree of underdiagnosis in the state. The financial impact is critical: in 2024, state spending on total administrative and judicial demands amounted to R$ 811.7 million. Specifically for triple therapies for the treatment of COPD, court-ordered purchases in Rio Grande do Sul totaled more than R$ 2.2 million between February 2024 and May 2025 [5]. In contrast, the structured offering of fixed triple therapy in spray form, available in Rio Grande do Sul since January 2026 for severe and very severe cases, should benefit 25% of patients treated. Estimates indicate that replacing current combinations with this therapy could generate savings of R$ 293 million over five years for the public system. Conclusions: Rio Grande do Sul faces a unique epidemiological challenge in the management of COPD, due to its demographic profile and high hospitalization rates. The transition from the court-ordered route to the organized offering of triple therapy in the SUS (Brazilian Unified Health System) is a strategic advance for public health policy. In addition to optimizing therapeutic adherence and reducing exacerbations, this measure ensures the financial sustainability of the system by mitigating the high costs of litigation and avoidable hospitalizations. This strategy strengthens equity in access, promotes greater care efficiency, and aligns COPD care with best evidence-based practices within the Brazilian Unified Health System (SUS).
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.