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Farmacovigilância do Cemiplimab no Câncer de Pele Não Melanoma no Brasil: Implicações Clínicas e Econômicas dos Eventos Adversos Reportados.
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Título
Farmacovigilância do Cemiplimab no Câncer de Pele Não Melanoma no Brasil: Implicações Clínicas e Econômicas dos Eventos Adversos Reportados.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Price PU, Bortolato LR, Campos MSA, Pereira LRL. PE-025 Farmacovigilância do Cemiplimab no Câncer de Pele Não Melanoma no Brasil: Implicações Clínicas e Econômicas dos Eventos Adversos Reportados.. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00521
Identificador
2026JAFF271
Title
Pharmacovigilance of Cemiplimab in Non-Melanoma Skin Cancer in Brazil: Clinical and Economic Implications of Reported Adverse Events.
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Price PU, Bortolato LR, Campos MSA, Pereira LRL. PE-025 Farmacovigilância do Cemiplimab no Câncer de Pele Não Melanoma no Brasil: Implicações Clínicas e Econômicas dos Eventos Adversos Reportados.. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00521
Identifier
2026JAFF271
Resumo
Introdução (com objetivo): O câncer de pele não melanoma, incluindo o carcinoma espinocelular cutâneo avançado, é um importante problema de saúde pública¹. É o câncer mais comum no Brasil, com cerca de 220.490 novos casos anuais (2023–2025)². Inibidores de checkpoint imunológico, como o cemiplimabe, melhoraram os desfechos, mas estão associados a eventos adversos relacionados ao sistema imune (irAEs), que podem afetar a continuidade do tratamento, a segurança e os custos³⁻⁴. Estudos de farmacovigilância sobre anticorpos monoclonais no Brasil ainda são limitados. Além disso, eventos adversos representam importante fonte de custos em saúde, especialmente quando associados à hospitalização e interrupção terapêutica. O objetivo do estudo foi caracterizar os eventos adversos a medicamentos associados ao cemiplimabe no Brasil entre 2018 e 2025. Material e Método: Análise descritiva retrospectiva utilizando dados abertos do VigiMed. Foram selecionadas notificações contendo “Cemiplimab”, “Cemiplimabe” e “Cemiplimab rwlc” na coluna de princípios ativos (WHODrug). Foram avaliadas características demográficas, indicações, descrição, gravidade, sistemas orgânicos afetados, manejo e desfechos clínicos. O impacto clínico foi avaliado pela ação tomada (interrupção do tratamento, hospitalização, incluindo prolongamento da internação) e desfechos. Resultados: Foram obtidas 102 linhas com cemiplimabe, distribuídas em 52 notificações. A idade média foi de 69 anos; 47% eram do sexo feminino e 32% do masculino. A principal indicação foi carcinoma espinocelular cutâneo (14%). Os eventos adversos mais reportados foram óbito (7%) e dor nas costas (6%). Eventos graves representaram 49% dos casos. Hospitalização ou prolongamento da internação ocorreu em 16% dos casos, e 20% resultaram em interrupção ou descontinuação do tratamento. A categoria grave mais frequente foi “outro efeito clinicamente significativo” (19%). Quanto aos desfechos, 28% se recuperaram, 10% estavam em recuperação, 11% não se recuperaram e 14% evoluíram para óbito. Em 33% dos casos, os desfechos foram classificados como desconhecidos. Conclusões: Os eventos adversos ao cemiplimabe representam relevante carga clínica no Brasil. A alta frequência de eventos graves e seu impacto na hospitalização e continuidade do tratamento reforçam a necessidade de monitoramento ativo. A variabilidade dos eventos e os desfechos fatais evidenciam a complexidade do manejo dos AEs. A elevada proporção de desfechos desconhecidos indica limitações nos dados de farmacovigilância. Do ponto de vista econômico, eventos adversos são importantes determinantes de custos, com morbidade relacionada a medicamentos estimada em cerca de R$101,6 bilhões anuais⁵. Eventos graves ampliam esse impacto por meio de hospitalizações e cuidados. Esses achados reforçam a necessidade de aprimorar a detecção precoce, padronizar os relatos e otimizar o manejo dos eventos adversos. A incorporação de dados de farmacovigilância do mundo real em avaliações de tecnologias em saúde (ATS) pode fortalecer a tomada de decisão baseada em evidências quanto à segurança e ao valor das imunoterapias. Eventos adversos ao cemiplimabe geram relevante impacto clínico e econômico no Brasil. Embora derivados de notificações espontâneas, sujeitas à subnotificação e vieses, esses dados são fundamentais para a detecção precoce de sinais. O fortalecimento da farmacovigilância, a melhoria da qualidade dos dados e sua incorporação em decisões regulatórias e de reembolso são essenciais para otimizar desfechos e o uso de recursos em saúde.
Palavras-chave
Câncer de pele não melanoma | Cemiplimabe | Economia da saúde | Eventos adversos a medicamentos | Farmacovigilância
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Non-melanoma skin cancer, including advanced cutaneous squamous cell carcinoma, is a major public health problem¹. It is the most common cancer in Brazil, with approximately 220,490 new cases annually (2023–2025)². Immune checkpoint inhibitors, such as cemiplimab, have improved outcomes but are associated with immune system-related adverse events (irAEs), which can affect treatment continuity, safety, and costs³⁻⁴ . Pharmacovigilance studies on monoclonal antibodies in Brazil are still limited . Furthermore, adverse events represent a significant source of healthcare costs, especially when associated with hospitalization and treatment interruption. The objective of this study was to characterize adverse drug events associated with cemiplimab in Brazil between 2018 and 2025. Material and Method: Retrospective descriptive analysis using open data from VigiMed. Notifications containing “Cemiplimab”, “Cemiplimabe”, and “Cemiplimab rwlc” in the active ingredient column (WHODrug) were selected. Demographic characteristics, indications, description, severity, organ systems affected, management, and clinical outcomes were evaluated. Clinical impact was assessed by the action taken (treatment interruption, hospitalization, including prolonged hospitalization) and outcomes. Results: 102 lines containing cemiplimab were obtained, distributed across 52 notifications. The mean age was 69 years; 47% were female and 32% male. The main indication was cutaneous squamous cell carcinoma (14%). The most frequently reported adverse events were death (7%) and back pain (6%). Serious events accounted for 49% of cases. Hospitalization or prolonged hospitalization occurred in 16% of cases, and 20% resulted in treatment interruption or discontinuation. The most frequent serious category was “other clinically significant effect” (19%). Regarding outcomes, 28% recovered, 10% were recovering, 11% did not recover, and 14% resulted in death. In 33% of cases, outcomes were classified as unknown. Conclusions: Adverse events related to cemiplimab represent a significant clinical burden in Brazil. The high frequency of serious events and their impact on hospitalization and continuity of treatment reinforce the need for active monitoring. The variability of events and fatal outcomes highlight the complexity of managing adverse events. The high proportion of unknown outcomes indicates limitations in pharmacovigilance data. From an economic standpoint, adverse events are important cost drivers, with drug-related morbidity estimated at approximately R$101.6 billion annually⁵. Serious events amplify this impact through hospitalizations and care. These findings reinforce the need to improve early detection, standardize reporting, and optimize the management of adverse events. Incorporating real-world pharmacovigilance data into health technology assessments (HTA) can strengthen evidence-based decision-making regarding the safety and value of immunotherapies. Adverse events related to cemiplimab have a significant clinical and economic impact in Brazil. Although derived from spontaneous reports, subject to underreporting and biases, these data are fundamental for the early detection of warning signs. Strengthening pharmacovigilance, improving data quality, and incorporating it into regulatory and reimbursement decisions are essential to optimize outcomes and the use of healthcare resources.
Keywords
Adverse drug events | Cemiplimab | Health economics | Non-melanoma skin cancer | Pharmacovigilance
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.