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Custo-Utilidade do Monitoramento Contínuo de Glicose com o Sistema FreeStyle Libre 2 em Comparação ao Monitoramento Padrão por Glicemia Capilar em Pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 no SUS
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Título
Custo-Utilidade do Monitoramento Contínuo de Glicose com o Sistema FreeStyle Libre 2 em Comparação ao Monitoramento Padrão por Glicemia Capilar em Pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 no SUS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Almeida RP, Haas LC, Zambon JZ, Levrat-Guillen F. PE-014 Custo-Utilidade do Monitoramento Contínuo de Glicose com o Sistema FreeStyle Libre 2 em Comparação ao Monitoramento Padrão por Glicemia Capilar em Pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 no SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00511
Identificador
2026JAFF260
Title
Cost-Effectiveness of Continuous Glucose Monitoring with the FreeStyle Libre 2 System Compared to Standard Capillary Blood Glucose Monitoring in People with Type 1 Diabetes Mellitus in the Brazilian Public Health System (SUS)
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Almeida RP, Haas LC, Zambon JZ, Levrat-Guillen F. PE-014 Custo-Utilidade do Monitoramento Contínuo de Glicose com o Sistema FreeStyle Libre 2 em Comparação ao Monitoramento Padrão por Glicemia Capilar em Pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 no SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00511
Identifier
2026JAFF260
Resumo
Introdução (com objetivo): O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) impõe elevada carga clínica e econômica aos sistemas de saúde, decorrente da incidência de complicações crônicas e eventos glicêmicos agudos. No Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, o automonitoramento da glicemia capilar (SMBG) baseia‑se em testes pontuais, limitando a detecção da variabilidade glicêmica e de episódios assintomáticos. Os sistemas de monitoramento contínuo de glicose (CGM), como o sistema FreeStyle Libre 2 (FSL2), oferecem uma avaliação mais abrangente dos padrões glicêmicos e têm sido associados a melhor controle glicêmico, menor ocorrência de eventos de hipoglicemia e maior engajamento de pessoas com DM1. O objetivo do trabalho foi estimar a razão de custo-utilidade incremental (RCUI) do sistema FSL2 versus SMBG em pessoas com DM1, sob a perspectiva do SUS. Material e Método: Um modelo de microssimulação individual validado (DEDUCE) estimou os custos diretos ao longo da vida (em reais brasileiros, 2025) e os anos de vida ajustados pela qualidade (AVAQ) em uma coorte hipotética de 1.000 pessoas com DM1 e controle glicêmico inadequado (HbA1c ≥7%). O modelo foi adaptado à perspectiva do SUS e incorporou equações de risco específicas para DM1 do Sheffield Type 1 Diabetes Model, considerando um horizonte temporal de 50 anos. A coorte apresentou idade média de 34,1 (±19,9) anos, duração média da doença de 15,5 (±9,3) anos e HbA1c basal de 9,0% (±2,1%). Os principais parâmetros incluíram taxas basais de hipoglicemia não grave (67,6 eventos/pessoa‑ano), hipoglicemia grave (0,047) e cetoacidose diabética (0,044), obtidas da literatura. A efetividade foi baseada em reduções absolutas de HbA1c (−0,13% a −1,24%, dependendo do valor basal), derivadas de uma metarregressão. Os custos foram estimados por meio de microcusteio das complicações e dos custos de aquisição. Para o FSL2, assumiu‑se o uso anual de 24,35 sensores (substituição a cada 15 dias), com fornecimento do leitor sem custo. Para o SMBG, o uso médio foi de 3,7 tiras reagentes e lancetas por dia. Os valores de utilidade e as desutilidades associadas às complicações foram obtidos de fontes brasileiras ou adaptados da literatura internacional. Aplicou‑se uma taxa de desconto de 5% para custos e desfechos, com um limiar de custo‑efetividade de R$40.000/AVAQ. A robustez do modelo foi avaliada por análises de sensibilidade determinísticas univariadas e probabilísticas, estas últimas com 200 simulações de Monte Carlo de segunda ordem. Resultados: O custo total foi R$367.665 para o sistema FSL2 e R$343.601 para o SMBG, com custo incremental de R$24.064. A sobrevida média descontada foi de 12,52 e 12,04 anos, respectivamente. O sistema FSL2 gerou 6,59 AVAQ versus 5,49 AVAQ com o SMBG, correspondendo a um ganho incremental de 1,10 AVAQ. A RCUI estimada foi de R$21.934/AVAQ, indicando custo‑efetividade no SUS. As análises de sensibilidade identificaram a HbA1c basal, a redução da HbA1c e a desutilidade associada à hipoglicemia como os principais determinantes, com RCUIs variando de R$6.369,83 a R$39.014,09 por AVAQ. A análise probabilística mostrou uma RCUI mediana de R$24.229 por AVAQ, com 91% das simulações abaixo do limiar de custo‑efetividade, incluindo 10% de cenários dominantes. Conclusões: No limiar de disposição a pagar adotado, o sistema FSL2 é custo‑efetivo para o SUS, apoiando sua incorporação como uma tecnologia baseada em valor, capaz de melhorar a qualidade do cuidado e sustentar o controle glicêmico intensivo.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Type 1 diabetes mellitus (T1DM) imposes a high clinical and economic burden on health systems due to the incidence of chronic complications and acute glycemic events. In the Brazilian Unified Health System (SUS), capillary blood glucose self-monitoring (CBSM) ‑is based on point tests, limiting the detection of glycemic variability and asymptomatic episodes. Continuous glucose monitoring (CGM) systems, such as the FreeStyle Libre 2 (FSL2) system, offer a more comprehensive assessment of glycemic patterns and have been associated with better glycemic control, lower occurrence of hypoglycemic events, and greater engagement of people with T1DM. The objective of this study was to estimate the incremental cost-utility ratio (ICU) of the FSL2 system versus CBSM in people with T1DM, from the perspective of the SUS. Material and Method: A validated individual microsimulation model (DEDUCE) estimated direct lifetime costs (in Brazilian reais, 2025) and quality-adjusted life years (QALYs) in a hypothetical cohort of 1,000 people with type 1 diabetes mellitus (T1DM) and inadequate glycemic control (HbA1c ≥7%). The model was adapted to the perspective of the Brazilian Unified Health System (SUS) and incorporated T1DM-specific risk equations from the Sheffield Type 1 Diabetes Model, considering a 50-year time horizon. The cohort had a mean age of 34.1 (±19.9) years, a mean disease duration of 15.5 (±9.3) years, and a baseline HbA1c of 9.0% (±2.1%). The main parameters included baseline rates of non-severe hypoglycemia (67.6 events/person-year), severe hypoglycemia (0.047), and diabetic ketoacidosis (0.044), obtained from the literature. Effectiveness was based on absolute reductions in HbA1c (-0.13% to -1.24%, depending on the baseline value), derived from a meta-regression. Costs were estimated through micro-costing of complications and acquisition costs. For FSL2, an annual use of 24.35 sensors was assumed (replacement every 15 days), with the reader provided free of charge. For SMBG, the average use was 3.7 reagent strips and lancets per day. Utility values and disutilities associated with complications were obtained from Brazilian sources or adapted from international literature. A 5% discount rate was applied to costs and outcomes, with a cost-effectiveness threshold of R$40,000/QAVA. The robustness of the model was evaluated by univariate deterministic and probabilistic sensitivity analyses, the latter with 200 second-order Monte Carlo simulations. Results: The total cost was R$367,665 for the FSL2 system and R$343,601 for the SMBG, with an incremental cost of R$24,064. The discounted mean survival was 12.52 and 12.04 years, respectively. The FSL2 system generated 6.59 QAVAs versus 5.49 QAVAs with the SMBG, corresponding to an incremental gain of 1.10 QAVAs. The estimated ICU cost was R$21,934/QAVA, indicating cost-effectiveness in the Brazilian Unified Health System (SUS). Sensitivity analyses identified baseline HbA1c, HbA1c reduction, and disutility associated with hypoglycemia as the main determinants, with ICU costs ranging from R$6,369.83 to R$39,014.09 per QAVA. Probabilistic analysis showed a median ICU cost of R$24,229 per QAVA, with 91% of simulations below the cost-effectiveness threshold, including 10% of dominant scenarios. Conclusions: At the adopted willingness-to-pay threshold, the FSL2 system is cost-effective for the Brazilian Unified Health System (SUS), supporting its incorporation as a value-based technology capable of improving the quality of care and sustaining intensive glycemic control.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.