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Testagem para HIV em mulheres durante amamentação que testaram negativo no pré-natal e na maternidade: síntese de evidências
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Título
Testagem para HIV em mulheres durante amamentação que testaram negativo no pré-natal e na maternidade: síntese de evidências
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Camargo EB, Barreto J, Pereira VC. Testagem para HIV em mulheres durante amamentação que testaram negativo no pré-natal e na maternidade: síntese de evidências. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1642
Identificador
2025SISBE051
Title
HIV testing in breastfeeding women who tested negative during prenatal care and at the maternity hospital: evidence synthesis
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Camargo EB, Barreto J, Pereira VC. Estagem para HIV em mulheres durante amamentação que testaram negativo no pré-natal e na maternidade: síntese de evidências. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1642
Identifier
2025SISBE051
Resumo
INTRODUÇÃO: O HIV/AIDS continua sendo um grave problema de saúde pública global. Em 2023, cerca de 39,9 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo, com 1,3 milhão de novas infecções. As mulheres representaram 44% dessas novas infecções, e 62% ocorreram na África Subsaariana. A testagem contínua do HIV em gestantes HIV-negativas, incluindo o período de amamentação, é fundamental para prevenir a transmissão vertical. Estudos mostram que esses períodos representam risco elevado, com incidência média de 3,6 novas infecções por 100 pessoas-ano entre grávidas e lactantes na África Subsaariana. A prevenção da transmissão de mãe para filho (PMTCT) inclui testagem, aconselhamento e terapia antirretroviral (TARV) para mulheres HIV-positivas. No entanto, há uma lacuna importante quanto à implementação de testagens adicionais em gestantes HIVnegativas ao longo da gravidez e lactação, especialmente em contextos de alta prevalência. Experiências de diversos países indicam que o reteste de HIV raramente é aplicado, o que compromete estratégias de prevenção. OBJETIVOS: Analisar a efetividade de testagem HIV em lactantes em mulheres não diagnosticadas com infecção pelo HIV durante a gestação. MÉTODO: Síntese de evidências com busca conduzida nas bases de dados PubMed, Embase, Cochrane Library, BVS Saúde, Google Acadêmico e Dynamed. Os critérios de inclusão foram: População – Mulheres não diagnosticadas com infecção pelo HIV, e que estejam amamentando; Intervenção - Testagem HIV durante a amamentação; Comparador: Ausência de testagem HIV durante o período da amamentação; Desfechos – Novos casos diagnosticados nessa população durante a amamentação; desenho de estudos - revisões sistemáticas, de escopo, overview de revisões sistemáticas e guidelines. RESULTADOS: Na busca por evidência, foram selecionadas 4 revisões e 2 guidelines. O estudo de Drake et al. (2019) revelou que doze países, incluindo Brasil e Canadá, não possuem diretrizes para testagem de HIV no pós-parto. Entre os países avaliados, 35% recomendam reteste materno nesse período, com 22% adotando uma estratégia universal em múltiplos momentos e 10% realizando testes com base em fatores de risco ou status desconhecido. Graybill et al. (2020) analisaram quatro estudos que compararam o risco de aquisição do HIV durante a amamentação em mães soronegativas HR 0,97 [IC 95%: 0,84, 1,14], indicando uma associação próxima do nulo. Drake et al. (2014) observou que o risco de HIV em grávidas e no pós-parto não foi significativamente maior que em mulheres não grávidas. Guideline. Em cenários de baixa carga de HIV, o novo teste materno no terceiro trimestre é recomendado apenas para mulheres com alto risco contínuo de HIV – aquelas de populações-chave ou cujos parceiros são de populações-chave ou têm HIV e não estão em terapia antirretroviral e com supressão viral. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Esta revisão rápida avaliou a eficácia da testagem de HIV em mulheres lactantes não diagnosticadas durante a gestação, destacando a importância da identificação precoce de infecções incidentes para prevenir a transmissão vertical (TV). Evidências apontam que a TV é significativamente maior em infecções adquiridas no pós-parto do que em casos crônicos, reforçando a necessidade do reteste durante o puerpério. Barreiras como estigma e acesso limitado dificultam a testagem, sendo os autotestes uma alternativa viável. A transmissão vertical do HIV é um desafio complexo que exige estratégias integradas de prevenção. A amamentação ainda pode representar risco em mães HIV-positivas, tornando essencial a testagem e o diagnóstico precoce. No entanto, a testagem isolada não é suficiente: deve ser acompanhada por aconselhamento, acesso à terapia antirretroviral e apoio psicossocial. A implementação de diretrizes nacionais eficazes e a integração dessas ações na atenção à saúde materna são fundamentais.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: HIV/AIDS remains a major global public health problem. In 2023, approximately 39.9 million people were living with HIV worldwide, with 1.3 million new infections. Women accounted for 44% of these new infections, and 62% occurred in Sub-Saharan Africa. Continuous HIV testing in pregnant women who test HIV-negative during prenatal care, including the breastfeeding period, is essential to prevent vertical transmission. Studies show that these periods represent a high-risk window, with an average incidence of 3.6 new infections per 100 person-years among pregnant and breastfeeding women in Sub-Saharan Africa. Prevention of mother-to-child transmission (PMTCT) includes testing, counseling, and antiretroviral therapy (ART) for HIV-positive women. However, there is a significant gap in the implementation of repeat testing in HIV-negative pregnant women throughout pregnancy and lactation, especially in high-prevalence settings. Experiences from different countries indicate that repeat HIV testing is rarely implemented, compromising prevention strategies. OBJECTIVES: To analyze the effectiveness of HIV testing in breastfeeding women who were not diagnosed with HIV infection during pregnancy. METHOD: Evidence synthesis conducted through searches in PubMed, Embase, Cochrane Library, BVS Saúde, Google Scholar, and Dynamed databases. Inclusion criteria were: Population – women not diagnosed with HIV infection who are breastfeeding; Intervention – HIV testing during breastfeeding; Comparator – absence of HIV testing during breastfeeding; Outcomes – new HIV diagnoses in this population during breastfeeding; Study design – systematic reviews, scoping reviews, overviews of systematic reviews, and guidelines. RESULTS: The search identified 4 reviews and 2 guidelines. The study by Drake et al. (2019) found that twelve countries, including Brazil and Canada, have no guidelines for postpartum HIV testing. Among the evaluated countries, 35% recommend maternal retesting during this period, with 22% adopting a universal multi-timepoint strategy and 10% testing based on risk factors or unknown status. Graybill et al. (2020) analyzed four studies comparing HIV acquisition risk during breastfeeding in seronegative mothers, HR 0.97 [95% CI: 0.84, 1.14], indicating a near-null association. Drake et al. (2014) observed that HIV risk in pregnant and postpartum women was not significantly higher than in non-pregnant women. Guideline evidence indicates that in low HIV burden settings, repeat maternal testing in the third trimester is recommended only for women at ongoing high risk of HIV, such as those from key populations or with partners from key populations or living with HIV who are not on antiretroviral therapy with viral suppression. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: This rapid review assessed the effectiveness of HIV testing in breastfeeding women not diagnosed during pregnancy, highlighting the importance of early identification of incident infections to prevent vertical transmission (VT). Evidence indicates that VT is significantly higher in postpartum-acquired infections than in chronic cases, reinforcing the need for retesting during the postpartum period. Barriers such as stigma and limited access hinder testing, with self-testing emerging as a viable alternative. HIV vertical transmission remains a complex challenge requiring integrated prevention strategies. Breastfeeding may still pose a risk in HIV-positive mothers, making testing and early diagnosis essential. However, testing alone is insufficient and must be accompanied by counseling, access to antiretroviral therapy, and psychosocial support. The implementation of effective national guidelines and integration of these actions into maternal health care are essential.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.