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Roteiro para o monitoramento de dispositivo médico incorporado no SUS: estudo de caso da terapia fotodinâmica para lesões de pele não melanoma
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Título
Roteiro para o monitoramento de dispositivo médico incorporado no SUS: estudo de caso da terapia fotodinâmica para lesões de pele não melanoma
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Teixeira LAA, Toscas FS. Roteiro para o monitoramento de dispositivo médico incorporado no SUS: estudo de caso da terapia fotodinâmica para lesões de pele não melanoma. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1640
Identificador
2025SISBE049
Title
Protocol for monitoring a medical device incorporated into the Brazilian Unified Health System (SUS): a case study of photodynamic therapy for non-melanoma skin lesions
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Teixeira LAA, Toscas FS. Roteiro para o monitoramento de dispositivo médico incorporado no SUS: estudo de caso da terapia fotodinâmica para lesões de pele não melanoma. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1640
Identifier
2025SISBE049
Resumo
INTRODUÇÃO: O câncer de pele não melanoma é a neoplasia mais comum no Brasil, sendo o carcinoma basocelular (CBC) responsável por aproximadamente 80% dos casos. O tratamento padrão é a excisão cirúrgica, mas essa abordagem pode ser limitada em pacientes com múltiplas lesões, em áreas anatômicas críticas ou com contraindicações clínicas para cirurgia. Nesses casos, alternativas menos invasivas são consideradas, como a Terapia Fotodinâmica (TFD), indicada para ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, por meio da por meio da Portaria SECTICS/MS nº 46, de 5 de setembro de 2023, mediante protocolo de uso específico. A TFD se destaca por ser um procedimento ambulatorial, de baixo custo e com benefícios estéticos superiores. Sua adoção no SUS representa um avanço no acesso a tratamentos inovadores, mas também evidencia um desafio persistente: a ausência de um modelo estruturado para monitorar dispositivos médicos incorporados ao SUS. O monitoramento da TFD no SUS surge como uma oportunidade para avaliar sua efetividade, segurança e difusão, identificando possíveis barreiras na implementação e otimizando seu uso na prática clínica. Esse estudo propõe um roteiro baseado em bases de dados em sua maioria públicas, permitindo um acompanhamento contínuo e fornecendo subsídios para futuras avaliações de tecnologias em saúde. OBJETIVOS: Desenvolver um roteiro pioneiro para o monitoramento da incorporação da Terapia Fotodinâmica (TFD) no SUS, com enfoque na sua disponibilização, disseminação e impacto clínico. O estudo busca sistematizar fontes de dados e definir indicadores a partir de bases de dados governamentais e registros administrativos, criando um modelo replicável para outras tecnologias em saúde, especialmente dispositivos médicos. MÉTODO: A tecnologia estudada foi Terapia fotodinâmica [equipamento LINCE (Light in cell)®] com aminolevulinato de metila [Metvix®], conforme relatório de recomendação da Conitec nº 835/junho de 2023 para Procedimento Terapia fotodinâmica para tratamento de carcinoma basocelular superficial e nodular. Também foi considerado o Protocolo de Uso Terapia Fotodinâmica para o Tratamento de Carcinoma Basocelular Superficial e Nodular de março de 2024. Realizou-se uma análise documental e exploratória dos processos de incorporação da TFD no SUS (1). Para isso, foram consideradas bases de dados de mundo real previamente elencadas em outro estudo (2), bem como relatórios de monitoramento de tecnologias em saúde da Conitec para medicamentos, pois ainda não foi realizado nenhum monitoramento para dispositivos médicos, com foco na sistematização das fontes de informação disponíveis. A partir dessa análise, foi desenvolvido um roteiro estruturado para o monitoramento da TFD, visando sua implementação e avaliação contínua no sistema de saúde. Destaca-se que como o equipamento já se encontrava registrado na Anvisa desde 07/11/2011, faz-se necessário considerar a data de incorporação para coleta de dados do oferecimento do procedimento. Pois o equipamento pode admitir novo uso a partir da incorporação. Assim, avaliou-se e buscou-se sistematizar os dados iniciais sanitários (registro, indicação de uso, fabricante, número de eventos adversos e queixas técnicas entre outros) e os dados econômicos (data da compra, quantidade, ano, local entre outras) que poderiam ser utilizados no monitoramento da incorporação aliados aos dados epidemiológicos. RESULTADOS: Considerando o curto espaço temporal entre incorporação e publicação do protocolo para se obter dados atualizados, não fizemos o levantamento numérico de quantos equipamentos estão em atendimento para o tratamento de carcinoma basocelular superficial e nodular, CID C44 - Outras neoplasias malignas da pele. Porém, sugerimos um roteiro a seguir e identificamos os dados e suas respectivas fontes: Roteiro é composto das seguintes informações: a) incorporação da tecnologia: considerar a data, o relatório de recomendação, a existência de PCDT (se houver) e decisões anteriores. Fonte: página da Conitec; a1) consultar Conitec e RENEM para verificar a incorporação e o financiamento; a2) consultar o SIGTAP para confirmar a inclusão no rol de procedimentos. b) dados do equipamento: incluir o número e a data do registro, a indicação de uso e a composição (quando aplicável). b1) Considerar também o desempenho do equipamento e a vida útil. Fonte: portal da Anvisa e fabricante ou detentor do registro. c) dados do hospital: número de equipamentos disponíveis e de atendimentos realizados. Fonte: CNES/DATASUS. d) dados epidemiológicos: incidência no país e número de óbitos. Fonte: DATASUS. e) maturidade da incorporação: avaliar o número de equipamentos disponíveis no território nacional, o monitoramento sanitário pós-mercado (queixas técnicas, eventos adversos e alertas sanitários), o tempo de incorporação até o momento da avaliação e o número de hospitais públicos e privados. Fonte: T-TISS (ANS), Notivisa (Anvisa), CNES, RENEM, SIGTAP e bases de compras públicas (Siasg, ComprasNet e Sabeis). Geolocalizar as unidades de saúde com equipamentos via CNES. f) indicadores condicionados à incorporação: f1) disponibilidade: quantidade de equipamentos adquiridos e distribuídos, vida útil e assistência técnica estimada; f2) utilização: número de sessões ou procedimentos realizados; f3) cobertura: número de pacientes atendidos; f4) segurança: notificações de eventos adversos e alertas sanitários; f5) efetividade: comparação entre a demanda pelo procedimento anterior e a demanda pós-incorporação. DISCUSSÃO: A incorporação de tecnologias ao SUS, especialmente dispositivos médicos, exige o fortalecimento de mecanismos eficazes de monitoramento pós- incorporação, algo ainda incipiente na prática regulatória e assistencial brasileira. A ausência de um modelo consolidado para acompanhar a efetividade, a segurança e a adoção dessas tecnologias comprometem a avaliação de impacto real e dificulta a gestão baseada em evidências. Este estudo propôs um roteiro estruturado para o monitoramento da Terapia Fotodinâmica (TFD) incorporada ao SUS, com base em dados administrativos e públicos disponíveis em sistemas como Anvisa, Conitec, SIGTAP, CNES, Notivisa, Siasg/ComprasNet, entre outros. A metodologia permite organizar fontes e definir indicadores-chave sobre disponibilidade, utilização, cobertura, segurança e efetividade, criando um modelo replicável para outras tecnologias em saúde. Entretanto, uma limitação importante enfrentada ao longo deste trabalho diz respeito à integração entre as bases de dados, dificultando a interoperabilidade entre os sistemas. Um exemplo concreto é a falta de padronização nos nomes técnicos dos dispositivos médicos, o que compromete o cruzamento e a consolidação de informações entre sistemas distintos. Há expectativa de que essa lacuna seja atenuada com a implementação plena do sistema de Identificação Única de Dispositivos Médicos (UDI) no Brasil, o que permitirá melhor rastreabilidade e interoperabilidade entre dados regulatórios, assistenciais e econômicos. No entanto, essa transformação exigirá tempo — estima-se um horizonte de 10 anos para sua maturação completa. Iniciativas como o roteiro aqui proposto representam soluções viáveis e imediatas para o monitoramento de tecnologias já incorporadas, utilizando os recursos atualmente disponíveis. Além disso, recomenda-se que, já no momento da decisão de incorporação, sejam definidos indicadores mínimos e critérios de monitoramento, o que possibilita a estruturação da coleta de dados desde a adoção da tecnologia. Isso contribui para reduzir a carga administrativa, melhorar a qualidade das evidências geradas e permitir uma resposta mais rápida a eventuais problemas sanitários ou operacionais. A proposta também está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde (PNGTS) e pode contribuir para aprimorar processos decisórios na incorporação, reavaliação ou desincorporação de tecnologias no SUS. Ao fornecer um modelo concreto e adaptável, este estudo promove transparência, rastreabilidade e governança da informação, pilares essenciais para um sistema de saúde público eficaz, eficiente e baseado em evidências.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Cutaneous non-melanoma skin cancer is the most common neoplasm in Brazil, with basal cell carcinoma (BCC) accounting for approximately 80% of cases. The standard treatment is surgical excision, but this approach may be limited in patients with multiple lesions, lesions in critical anatomical areas, or clinical contraindications to surgery. In such cases, less invasive alternatives are considered, such as Photodynamic Therapy (PDT), which was incorporated into the Brazilian Unified Health System (SUS) in 2023 through SECTICS/MS Ordinance No. 46, of September 5, 2023, under a specific use protocol. PDT stands out as an outpatient procedure with low cost and superior aesthetic outcomes. Its adoption in the SUS represents an advance in access to innovative treatments but also highlights a persistent challenge: the absence of a structured model to monitor medical devices incorporated into the SUS. Monitoring PDT within the SUS emerges as an opportunity to assess its effectiveness, safety, and dissemination, identifying potential implementation barriers and optimizing its use in clinical practice. This study proposes a roadmap based mostly on public databases, enabling continuous monitoring and providing input for future health technology assessments. **OBJECTIVES:** To develop a pioneering roadmap for monitoring the incorporation of Photodynamic Therapy (PDT) into the SUS, focusing on its availability, dissemination, and clinical impact. The study aims to systematize data sources and define indicators based on governmental databases and administrative records, creating a replicable model for other health technologies, especially medical devices. **METHOD:** The technology studied was Photodynamic Therapy [LINCE (Light in Cell)® device] with methyl aminolevulinate [Metvix®], according to CONITEC Recommendation Report No. 835/June 2023 for the procedure Photodynamic Therapy for the treatment of superficial and nodular basal cell carcinoma. The PDT Use Protocol for the Treatment of Superficial and Nodular Basal Cell Carcinoma (March 2024) was also considered. A documentary and exploratory analysis of the PDT incorporation process into the SUS was conducted. Public real-world databases previously identified in another study were used, as well as CONITEC monitoring reports for medicines, since no monitoring has yet been performed for medical devices, focusing on systematizing available information sources. Based on this analysis, a structured monitoring roadmap for PDT was developed, aiming at its implementation and continuous evaluation in the health system. Since the device had already been registered with ANVISA since 11/07/2011, the incorporation date was considered as the starting point for data collection regarding service provision. Thus, initial regulatory data (registration, indication, manufacturer, number of adverse events and technical complaints, among others) and economic data (purchase date, quantity, year, location, etc.) were systematized for monitoring purposes, combined with epidemiological data. **RESULTS:** Considering the short time frame between incorporation and protocol publication, no numerical assessment was conducted regarding the number of devices currently in use for the treatment of superficial and nodular basal cell carcinoma (ICD C44 – other malignant neoplasms of the skin). However, a roadmap was proposed, identifying relevant data and sources: (a) technology incorporation: date, recommendation report, existence of clinical protocol and therapeutic guidelines (PCDT), and prior decisions. Source: CONITEC; (a1) CONITEC and RENEM for incorporation and funding verification; (a2) SIGTAP to confirm inclusion in the procedure list; (b) device data: registration number and date, indication for use, and composition (when applicable), as well as performance and life cycle. Source: ANVISA portal and manufacturer; (c) hospital data: number of devices available and procedures performed. Source: CNES/DATASUS; (d) epidemiological data: incidence and mortality. Source: DATASUS; (e) maturity of incorporation: number of devices nationwide, post-market surveillance data (complaints, adverse events, alerts), time since incorporation, and number of public and private hospitals. Source: T-TISS (ANS), NOTIVISA (ANVISA), CNES, RENEM, SIGTAP, and public procurement databases (SIASG, ComprasNet, SABEIS). Geolocation of healthcare units via CNES; (f) conditional indicators: availability (equipment acquisition, distribution, lifecycle, maintenance), utilization (number of procedures), coverage (patients treated), safety (adverse events and alerts), and effectiveness (comparison of demand before and after incorporation). **DISCUSSION AND CONCLUSIONS:** The incorporation of health technologies into the SUS, especially medical devices, requires strengthened post-incorporation monitoring mechanisms, which are still incipient in Brazilian regulatory and care practice. The absence of a consolidated model to track effectiveness, safety, and adoption compromises real-world impact assessment and limits evidence-based management. This study proposed a structured roadmap for monitoring Photodynamic Therapy (PDT) incorporated into the SUS, based on administrative and public data from systems such as ANVISA, CONITEC, SIGTAP, CNES, NOTIVISA, SIASG/ComprasNet, among others. The methodology allows the organization of sources and definition of key indicators on availability, utilization, coverage, safety, and effectiveness, creating a replicable model for other health technologies. However, a key limitation is the lack of integration among databases, which hinders interoperability between systems. A concrete example is the lack of standardization in medical device nomenclature, which compromises data linkage across systems. This gap is expected to be mitigated with the full implementation of the Unique Device Identification (UDI) system in Brazil, improving traceability and interoperability among regulatory, clinical, and economic data. However, this transition will require time—estimated at around 10 years for full maturity. Meanwhile, initiatives such as the proposed roadmap offer feasible and immediate solutions for monitoring already incorporated technologies using currently available resources. It is also recommended that minimum indicators and monitoring criteria be defined at the time of incorporation decisions, enabling structured data collection from the outset. This contributes to reducing administrative burden, improving evidence quality, and enabling faster responses to potential safety or operational issues. The proposal aligns with the National Health Technology Management Policy (PNGTS) and may improve decision-making processes for incorporation, reassessment, or disinvestment of technologies in the SUS, promoting transparency, traceability, and information governance in a public, efficient, and evidence-based health system.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.