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Eficácia do treinamento muscular inspiratório e do treinamento físico multicomponente em pacientes com condições pós-COVID: uma revisão sistemática e meta-análise
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Título
Eficácia do treinamento muscular inspiratório e do treinamento físico multicomponente em pacientes com condições pós-COVID: uma revisão sistemática e meta-análise
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Correia AC, Ribeiro F, Amorim FF, Giusti PR, Peccin MS, Imoto AM. Eficácia do treinamento muscular inspiratório e do treinamento físico multicomponente em pacientes com condições pós-COVID: uma revisão sistemática e meta-análise. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1618
Identificador
2025SISBE027
Title
Efficacy of inspiratory muscle training and multicomponent physical training in patients with post-COVID conditions: a systematic review and meta-analysis
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Correia AC, Ribeiro F, Amorim FF, Giusti PR, Peccin MS, Imoto AM. Eficácia do treinamento muscular inspiratório e do treinamento físico multicomponente em pacientes com condições pós-COVID: uma revisão sistemática e meta-análise. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1618
Identifier
2025SISBE027
Resumo
INTRODUÇÃO: A COVID-19 é uma síndrome respiratória de intensidade variável que afeta principalmente as vias aéreas, mas pode apresentar comprometimento multissistêmico. A maioria das pessoas tem recuperação completa após a fase aguda, mas um número crescente de indivíduos desenvolve sequelas persistentes, associadas à piora da qualidade de vida, como fadiga e dispneia. A condição pós Covid -19 é o termo utilizado para descrever a persistência de sinais e sintomas que se desenvolveram durante ou após a confirmação de infecção por SARS-CoV-2, presentes por mais de 12 semanas e não atribuíveis a outros diagnósticos. Estudos anteriores indicaram benefícios gerais do treinamento físico em comparação às recomendações para autogerenciamento dos sintomas. No entanto, a eficácia de diferentes tipos de treinamento, especificamente sobre os sintomas de fadiga e dispneia na condição pós-COVID-19, ainda precisa ser esclarecida. OBJETIVOS: O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar as evidências científicas disponíveis sobre a eficácia do treinamento muscular inspiratório e do treinamento físico multicomponente, em adultos com dispneia e fadiga, na condição pós-Covid -19. MÉTODO: Revisão sistemática e meta-análise de acordo com as diretrizes Cochrane e Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta analyses (PRISMA). As bases de dados consultadas foram: Cochrane Library; EMBASE; Epistemonikos; PEDro; PubMed/ MEDLINE; Lilacs/VHL; Web of Science; Scopus e OpenGrey. Não houve restrição de idioma ou tempo. Os critérios de inclusão foram listados com base na sigla PICOS, P (população) = adultos com sintomas de fadiga e dispneia pós – COVID-19, há 12 semanas ou mais e com redução da funcionalidade; I (intervenção) = reabilitação física baseada em exercícios terapêuticos para melhora da fadiga e/ou função física; C (comparação) = nenhuma intervenção ou autogerenciamento de sintomas; O (desfecho) = fadiga (questionário autorrelatado, testes de força muscular e funcionamento físico), dispneia (questionário autorrelatado), testes de função pulmonar, função cardiopulmonar e QVRS; S (desenho do estudo) = ECRs. Dois revisores independentes selecionaram, extraíram e avaliaram os estudos incluídos. A qualidade metodológica e da evidência foram avaliadas pelas ferramentas RoB 2 e GRADE, respectivamente. RESULTADOS: Sete estudos foram incluídos após triagem de 2045 encontrados na busca das bases de dados. O número total de participantes nos artigos incluídos foi de 485, sendo 68% do sexo feminino, a idade média variou de 30 a 70 anos. O tamanho amostral variou de 26 a 281 indivíduos. O treinamento muscular inspiratório (TMI) e o treinamento físico multicomponente (TMC) foram avaliados separadamente em 3 estudos, apenas 1 combinou os tratamentos. Houve melhora significante na força muscular inspiratória (Pimáx) (MD = 22,70; IC 95%: 13,78 a 31,62) e na capacidade cardiopulmonar (VO2máx) (MD = 4,49; IC 95%: 3,35 a 5,62), com o TMI. A força de preensão palmar (DM = 3,05; IC 95%: 1,68 a 4,42); o teste de sentar e levantar (DM = 3,55; IC 95%: 1,61 a 5,49); o teste de levantar e andar cronometrado (DM = -1,13; IC 95%: -1,49 a - 0,77); a escala de estado funcional pós-COVID-19 (DM = -0,64; IC 95%: -1,13 a -0,16). A qualidade de vida teve melhora significante em ambos treinamentos, com maior efeito para o TMC (DMP = 0,75; IC 95%: 0,39 a 1,10) e menor para TMI (DMP = 0.32; 95% CI: 0.04 to 0.61; p = 0.03; I2 = 0%). A percepção de dispneia não foi influenciada pelos treinamentos físicos. Não foram relatados eventos adversos entre os participantes do treinamento físico e a adesão ao tratamento variou de 78% a 100%. A classificação do risco de viés dos estudos foi alta em 4 estudos e baixa em 3 estudos. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: O fator temporal de manifestação de fadiga e dispneia parece ser relevante, pois a resposta fisiológica aos estímulos de reabilitação física pode diferir nas fases pósaguda e na condição pós-Covid -19. O descondicionamento muscular periférico parece ser muito relevante nestes pacientes. O treinamento muscular inspiratório isoladamente melhorou os desfechos cardiorrespiratórios, mas sem repercussões nos sintomas de fadiga e dispneia. O treinamento físico multicomponente proporcionou benefícios para a força muscular, capacidade física, qualidade de vida e percepção de fadiga. A principal limitação da revisão sistemática foi o baixo número de estudos incluídos na meta-análise, devido ao número limitado de ECRs conduzidos com pacientes com sintomas de dispneia e fadiga com duração ≥ 12 semanas. Alguns desfechos apresentaram alta heterogeneidade, devido às diferenças no tempo de diagnóstico pós-COVID-19, gravidade da doença e duração da intervenção entre os estudos. A melhor opção de exercícios físicos para reduzir fadiga e melhorar a qualidade de vida foi o treinamento multicomponente. A qualidade da evidência para os desfechos foi baixa.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: COVID-19 is a respiratory syndrome of variable intensity that primarily affects the airways but may also involve multisystem impairment. Most individuals achieve full recovery after the acute phase; however, an increasing number of patients develop persistent sequelae associated with reduced quality of life, such as fatigue and dyspnea. Post-COVID-19 condition refers to the persistence of signs and symptoms that develop during or after SARS-CoV-2 infection, last for more than 12 weeks, and are not attributable to other diagnoses. Previous studies have suggested general benefits of physical exercise compared with self-management recommendations for symptom control. However, the effectiveness of different types of training—specifically regarding fatigue and dyspnea in post-COVID-19 condition—remains unclear. OBJECTIVES: To evaluate the available scientific evidence on the efficacy of inspiratory muscle training and multicomponent physical training in adults with fatigue and dyspnea in post-COVID-19 condition. METHOD: Systematic review and meta-analysis conducted in accordance with Cochrane guidelines and the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). The databases searched were: Cochrane Library, EMBASE, Epistemonikos, PEDro, PubMed/MEDLINE, LILACS/VHL, Web of Science, Scopus, and OpenGrey. No restrictions on language or publication date were applied. Eligibility criteria were defined using the PICOS framework: P (population) = adults with fatigue and dyspnea ≥12 weeks after COVID-19 and reduced functional capacity; I (intervention) = physical rehabilitation based on therapeutic exercise to improve fatigue and/or physical function; C (comparison) = no intervention or symptom self-management; O (outcomes) = fatigue (self-reported questionnaires, muscle strength tests, and physical functioning), dyspnea (self-reported questionnaires), pulmonary function tests, cardiopulmonary function, and health-related quality of life (HRQoL); S (study design) = randomized controlled trials (RCTs). Two independent reviewers conducted study selection, data extraction, and assessment. Methodological quality and certainty of evidence were assessed using RoB 2 and GRADE, respectively. RESULTS: Seven studies were included after screening 2,045 records identified in the databases. The total sample comprised 485 participants, 68% female, with a mean age ranging from 30 to 70 years. Sample sizes ranged from 26 to 281 participants. Inspiratory muscle training (IMT) and multicomponent physical training (MPT) were evaluated separately in three studies, while only one study combined both interventions. Significant improvements were observed in inspiratory muscle strength (MIP) (MD = 22.70; 95% CI: 13.78 to 31.62) and cardiopulmonary capacity (VO₂max) (MD = 4.49; 95% CI: 3.35 to 5.62) with IMT. Improvements were also observed in handgrip strength (MD = 3.05; 95% CI: 1.68 to 4.42), sit-to-stand test (MD = 3.55; 95% CI: 1.61 to 5.49), timed up-and-go test (MD = -1.13; 95% CI: -1.49 to -0.77), and the Post-COVID-19 Functional Status Scale (MD = -0.64; 95% CI: -1.13 to -0.16). Quality of life improved significantly in both interventions, with a greater effect for MPT (SMD = 0.75; 95% CI: 0.39 to 1.10) and a smaller effect for IMT (SMD = 0.32; 95% CI: 0.04 to 0.61; p = 0.03; I² = 0%). Dyspnea perception was not significantly affected by either intervention. No adverse events were reported, and adherence ranged from 78% to 100%. Risk of bias was high in four studies and low in three. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: The timing of fatigue and dyspnea manifestation appears relevant, as physiological responses to rehabilitation may differ between the post-acute phase and the post-COVID-19 condition. Peripheral muscle deconditioning appears to play a key role in these patients. Inspiratory muscle training alone improved cardiopulmonary outcomes but had no significant impact on fatigue and dyspnea symptoms. Multicomponent physical training provided benefits in muscle strength, physical capacity, quality of life, and fatigue perception. The main limitation was the small number of studies included in the meta-analysis due to the limited number of RCTs involving patients with fatigue and dyspnea lasting ≥12 weeks. Some outcomes showed high heterogeneity due to differences in post-COVID diagnosis timing, disease severity, and intervention duration. The most effective exercise approach for reducing fatigue and improving quality of life was multicomponent training. However, the overall certainty of evidence was low.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.