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Cuidados coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar
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Título
Cuidados coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar
Tipo de documento
Texto para discussão
Descrição
Texto para discussão publicado no Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
Fonte
IESS
Ano de publicação
2021
Referência (Vancouver)
Minami B. Cuidados coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2021. (Texto para Discussão; n. 78). Disponível em: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-78-cuidados-coordenados
URL
https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-78-cuidados-coordenados
Identificador
2021IESS008
Title
Coordinated care: a strategic key for a better supplementary health system
Document type
Discussion Paper
Description
Discussion paper published by the Institute for Supplementary Health Studies (IESS)
Source
IESS
Publication year
2021
Reference (Vancouver)
Minami B. Cuidados coordenados: uma chave estratégica para um melhor sistema de saúde suplementar [Internet]. São Paulo: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar; 2021. (Texto para Discussão; n. 78). Available from: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-78-cuidados-coordenados
URL
https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos/textos-para-discussao/td-78-cuidados-coordenados
Identifier
2021IESS008
Resumo
Atualmente, vivenciamos um sistema de assistência à saúde complexo, com falhas de comunicação e coordenação (cuidado fragmentado), desperdícios, especializado e voltado para o tratamento da doença, e não do indivíduo. Este estudo mostrou que uma das chaves estratégicas para aprimorar o sistema de saúde suplementar pode ser a coordenação do cuidado, que tem o potencial de sincronizar a prestação de cuidados assistenciais de um paciente a diferentes prestadores e especialistas em saúde que visam fornecer um atendimento integrado e focado na pessoa. Se bem implementada, a coordenação do cuidado pode melhorar os resultados para os pacientes, prestadores, planos de saúde e organizações. São elementos principais do cuidado coordenado: (i) acesso fácil a uma ampla gama de prestadores e serviços de saúde; (ii) eficiência na comunicação, integração e transição contínua do cuidado entre os prestadores; (iii) foco nas necessidades do paciente; (iv) informações claras e simples para que os pacientes entendam (NEJM, 2018); e (v) existência de meios e ferramentas para compartilhar informações (COPE Health Solutions, 2015). Existem três perspectivas sobre a coordenação de cuidados: (i) visão dos pacientes e suas famílias; (ii) visão dos profissionais de saúde; (iii) visão do representante do sistema de saúde (AHRQ, 2014). Para a AHRQ (2014), o objetivo da coordenação de cuidados é “atender às necessidades e preferências do paciente na prestação de cuidados de alta qualidade e alto valor”. Isso significa que as necessidades e preferências do paciente serão conhecidas e comunicadas no momento certo, às pessoas certas, e que essas informações serão usadas para orientar a prestação de cuidados seguros, apropriados e eficazes. O nível de necessidade de cuidados coordenados dependerá da fragmentação do sistema, da complexidade clínica e da capacidade do paciente de participar efetivamente da coordenação do próprio cuidado (AHRQ, 2014). A revisão da literatura de evidências realizada pelo Dr. John Ovretveit (2011) concluiu que uma maior coordenação de cuidados tem o potencial de reduzir os custos, melhorar a qualidade e economizar dinheiro. Além disso, segundo a OMS (2018), uma boa coordenação do cuidado irá melhorar a experiência do paciente (em especial, daqueles que possuem doenças crônicas ou complexas), aprimorará as experiências dos prestadores, melhorará os resultados e aumentará o desemprenho do sistema de saúde. O pensamento contrário também é válido – a falta de coordenação de cuidados pode resultar, por exemplo, em má qualidade dos serviços prestados, cuidados fragmentados, inseguros, desperdícios (como com procedimentos, consultas e exames duplicados), erros de medicação (má reconciliação), em aumento de internações e reinternações evitáveis (Ovretveit, 2011 e WHO, 2018). Em 2018, a OMS destacou oito práticas prioritárias que indicam o que deve ser feito para garantir a continuidade e a coordenação do cuidado: (1) Continuidade com um profissional de atenção primária; (2) Planejamento colaborativo de cuidados e tomada de decisão compartilhada; (3) Gerenciamento de casos para pessoas com necessidades complexas; (4) Serviços centrados em um único ponto de acesso; (5) Cuidados transitórios ou intermediários; (6) Atendimento integral ao longo de todo o caminho; (7) Tecnologia para apoiar a continuidade e a coordenação de cuidados; e (8) Construção da capacidade da força de trabalho. Em coordenação de cuidados, os desafios são comuns, como por exemplo: i) a responsabilidade pelo processo é compartilhada, o que contribui para a ambiguidade sobre quem é o responsável por fazê-lo funcionar bem; ii) muitos médicos de atenção primária não têm relações pessoais com especialistas e hospitais, o que pode dificultar a comunicação; iii) o tempo e esforços adicionais necessários para consultas, encaminhamentos ou transições eficazes geralmente não são reembolsados; e iv) a maioria das práticas de atenção primária não possui pessoal dedicado ou infraestrutura de informações (como um prontuário eletrônico) para coordenar o atendimento de forma eficaz (MacColl Institute for Healthcare Innovation, 2011). É crescente a ideia de que o modelo de cuidado coordenado deve atender às necessidades médicas (diagnóstico, tratamento e exames por exemplo) e não médicas do indivíduo, seus cuidadores e o seu contexto social. Questões não clínicas são muitas vezes esquecidas e também podem afetar a qualidade do atendimento, como por exemplo, os determinantes sociais do paciente, insegurança alimentar, ambiente de trabalho, tipo de moradia, transporte para o deslocamento até o prestador ou farmácia, nível de alfabetização em saúde e a indisponibilidade de profissionais de saúde, plano de saúde, hospital e assistência social. Se esses pontos não forem abordados, podem representar graves lacunas no atendimento, levando a internações e desfechos não planejados. Em determinados casos, como em lugares com escassez de profissionais e prestadores de serviços da saúde ou em comunidades remotas, além dos profissionais da saúde, a família, os cuidadores e seus responsáveis também desempenham papel fundamental para garantir a coordenação da saúde do paciente (WHO, 2018). A tentativa de replicação de um método de cuidados coordenados requer considerações cuidadosas pois depende do contexto local, no qual as oportunidades e os custos variam nos diferentes sistemas de saúde (Ovretveit, 2011).
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Currently, we experience a complex healthcare system, with communication and coordination failures (fragmented care), waste, specialization, and focus on treating the disease rather than the individual. This study showed that one of the strategic keys to improving the supplementary health system could be care coordination, which has the potential to synchronize a patient’s healthcare delivery across different providers and health specialists aiming to provide integrated, person-centered care. When well implemented, care coordination can improve outcomes for patients, providers, health plans, and organizations. The main elements of coordinated care are: (i) easy access to a wide range of providers and healthcare services; (ii) efficiency in communication, integration, and continuous care transition among providers; (iii) focus on patient needs; (iv) clear and simple information so patients can understand (NEJM, 2018); and (v) existence of means and tools to share information (COPE Health Solutions, 2015). There are three perspectives on care coordination: (i) the viewpoint of patients and their families; (ii) the viewpoint of healthcare professionals; and (iii) the viewpoint of the health system representative (AHRQ, 2014). According to AHRQ (2014), the goal of care coordination is “to meet patients’ needs and preferences in the delivery of high-quality, high-value care.” This means that patients’ needs and preferences will be known and communicated at the right time, to the right people, and that this information will guide the provision of safe, appropriate, and effective care. The level of need for coordinated care will depend on system fragmentation, clinical complexity, and the patient’s ability to effectively participate in coordinating their own care (AHRQ, 2014). A literature review conducted by Dr. John Ovretveit (2011) concluded that greater care coordination has the potential to reduce costs, improve quality, and save money. Furthermore, according to WHO (2018), good care coordination will improve patient experience (especially for those with chronic or complex conditions), enhance provider experiences, improve outcomes, and increase system performance. The converse is also true—lack of care coordination can result in poor quality of services, fragmented, unsafe care, waste (such as duplicated procedures, consultations, and tests), medication errors (poor reconciliation), and increased avoidable hospitalizations and readmissions (Ovretveit, 2011; WHO, 2018). In 2018, WHO highlighted eight priority practices indicating what should be done to ensure continuity and care coordination: (1) Continuity with a primary care provider; (2) Collaborative care planning and shared decision-making; (3) Case management for people with complex needs; (4) Services centered on a single point of access; (5) Transitional or intermediate care; (6) Comprehensive care throughout the care pathway; (7) Technology to support continuity and care coordination; and (8) Building workforce capacity. In care coordination, common challenges exist, such as: i) responsibility for the process is shared, contributing to ambiguity about who is accountable for making it work well; ii) many primary care physicians lack personal relationships with specialists and hospitals, which can hinder communication; iii) additional time and effort required for effective consultations, referrals, or transitions are often not reimbursed; and iv) most primary care practices do not have dedicated staff or information infrastructure (such as electronic health records) to coordinate care effectively (MacColl Institute for Healthcare Innovation, 2011). The idea that the coordinated care model should address both the medical (diagnosis, treatment, tests, for example) and non-medical needs of the individual, their caregivers, and their social context is growing. Non-clinical issues are often overlooked and can also affect care quality, such as patient social determinants, food insecurity, work environment, type of housing, transportation to providers or pharmacies, health literacy, and unavailability of healthcare professionals, health plans, hospitals, or social assistance. If these points are not addressed, they can represent serious gaps in care, leading to hospitalizations and unplanned outcomes. In certain cases, such as in areas with a shortage of healthcare professionals and service providers or in remote communities, in addition to healthcare professionals, family members, caregivers, and responsible parties also play a crucial role in ensuring patient health coordination (WHO, 2018). The attempt to replicate a coordinated care method requires careful consideration as it depends on the local context, in which opportunities and costs vary across different health systems (Ovretveit, 2011).
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.