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Desigualdades de gênero, representação geográfica e raça entre pesquisadores brasileiros
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Título
Desigualdades de gênero, representação geográfica e raça entre pesquisadores brasileiros
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na conferência anual da Global Evidence Summit (GEN)
Fonte
GES
Ano de publicação
2024
Referência (Vancouver)
Gonçalves AK, Sarmento AC, Aquino ACA, Nobre ML, Serquiz N, Freitas C, et al. Inequities in Gender, Geographical Representation, and Race Among Brazilian Researchers. In: Abstracts of the 2nd Global Evidence Summit; 2024 Sep 10-13; Prague, Czech Republic. Cochrane Database Syst Rev. 2024;(1 Suppl 1):P3.
Identificador
2024GES068
Title
Inequities in Gender, Geographical Representation, and Race Among Brazilian Researchers
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Global Evidence Summit (GEN) annual conference
Source
GES
Publication year
2024
Reference (Vancouver)
Gonçalves AK, Sarmento AC, Aquino ACA, Nobre ML, Serquiz N, Freitas C, et al. Inequities in Gender, Geographical Representation, and Race Among Brazilian Researchers. In: Abstracts of the 2nd Global Evidence Summit; 2024 Sep 10-13; Prague, Czech Republic. Cochrane Database Syst Rev. 2024;(1 Suppl 1):P3.
Identifier
2024GES068
Resumo
Contexto: As disparidades de gênero entre pesquisadores brasileiros apresentam uma questão complexa que impede significativamente o avanço das mulheres em vários estágios de suas carreiras acadêmicas e de pesquisa. Essas desigualdades são evidentes em várias áreas, incluindo a sub-representação em papéis de liderança e o acesso desigual a recursos e oportunidades de financiamento. Além disso, as disparidades enfrentadas por pesquisadores não brancos destacam questões sistêmicas profundamente arraigadas nas instituições acadêmicas e de pesquisa. Além disso, pesquisadores de regiões economicamente desfavorecidas, particularmente no Norte e Nordeste do Brasil, encontram inúmeros obstáculos no acesso a recursos de pesquisa devido a fatores socioeconômicos, estruturais e geográficos que dificultam o desenvolvimento da pesquisa nessas áreas. Objetivo: Examinar as desigualdades de gênero, representação geográfica e raça entre pesquisadores brasileiros. Métodos: Foi realizada uma análise descritiva para identificar as disparidades de gênero, representação geográfica e raça entre pesquisadores brasileiros, utilizando dados da plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os autores declaram não haver conflitos de interesse. Não houve envolvimento público neste estudo. Resultados: Notavelmente, as mulheres são mais prevalentes no setor educacional, constituindo 53,69% dos doutores. No entanto, apesar de superarem os homens em bolsas de iniciação científica e obtenção de títulos de mestrado e doutorado, as mulheres representam apenas 11,2% dos bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq no nível sênior. A classificação étnico-racial revela uma proporção maior de pesquisadores brancos (63,2%), com pesquisadores pardos respondendo por 21,6% e pesquisadores negros apenas 5,5%, indicando significativa desigualdade racial na ciência brasileira (Figura 1). Além disso, a análise da distribuição regional indica São Paulo como o estado com a maior concentração de doutores, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais na região sudeste. Os demais estados no top cinco estão situados no sul do Brasil, destacando a concentração da atividade científica no eixo sul-sudeste e contribuindo para as disparidades regionais na ciência brasileira. Conclusão: A profunda desigualdade observada na alocação de bolsas de produtividade, tanto entre grandes áreas de atuação quanto em termos de gênero, classificação étnico-racial e representatividade regional, ressalta a necessidade urgente de novas políticas públicas voltadas à promoção e fomento de condições equitativas na pesquisa brasileira.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background: Gender disparities among Brazilian researchers present a complex issue that significantly impedes the advancement of women throughout various stages of their academic and research careers. These inequalities are evident in several areas, including underrepresentation in leadership roles and unequal access to resources and funding opportunities. Moreover, disparities faced by non-white researchers highlight systemic issues deeply ingrained within academic and research institutions. Additionally, researchers from economically disadvantaged regions, particularly in the North and Northeast of Brazil, encounter numerous obstacles in accessing research resources due to socioeconomic, structural, and geographical factors that hinder research development in these areas. Objective: To examine gender, geographical representation, and racial inequities among Brazilian researchers. Methods: Descriptive analysis was conducted to identify gender, geographical representation, and racial disparities among Brazilian researchers, utilizing data from the Brazilian National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) platform. The authors declare no conflicts of interest. There was no public involvement in this study. Results: Notably, women are more prevalent in the education sector, constituting 53.69% of PhD graduates. However, despite outnumbering men in scientific initiation scholarships and earning master's and doctoral degrees, women make up only 11.2% of CNPq Research Productivity scholarship recipients at the senior level. Ethnic-racial classification reveals a higher proportion of white researchers (63.2%), with brown researchers accounting for 21.6% and black researchers only 5.5%, indicating significant racial inequality within Brazilian science (Figure 1). Furthermore, analysis of regional distribution indicates São Paulo as the state with the highest concentration of doctoral degree holders, followed by Rio de Janeiro and Minas Gerais in the southeast region. The remaining states in the top five are situated in southern Brazil, highlighting the concentration of scientific activity in the south-southeast axis and contributing to regional disparities in Brazilian science. Conclusion: The profound inequality observed in the allocation of productivity grants, both across broad activity areas and concerning gender, ethnic-racial classification, and regional representation, underscores the urgent need for new public policies aimed at promoting and fostering equitable conditions in Brazilian research.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.