-
Avaliação de desempenho de tecnologia em saúde: evidência do mundo real orientando o desinvestimento
- Voltar
Título
Avaliação de desempenho de tecnologia em saúde: evidência do mundo real orientando o desinvestimento
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Lemos L, Godman B, Petramale C, Wettermark B, Barbosa W, Contó M, Benguria-Arrate G, Vassallo C, Bennie M, Acurcio F, Guerra A. Health Technology Performance Assessment: Real-World Evidence Guiding Disinvestment. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 218-219. Poster 74A
Identificador
2016HTAi010
Title
Health technology performance assessment: real-world evidence guiding disinvestment
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Lemos L, Godman B, Petramale C, Wettermark B, Barbosa W, Contó M, Benguria-Arrate G, Vassallo C, Bennie M, Acurcio F, Guerra A. Health Technology Performance Assessment: Real-World Evidence Guiding Disinvestment. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 218-219. Poster 74A
Identifier
2016HTAi010
Resumo
Contexto e objetivos: Após a avaliação e incorporação de tecnologias, pouco é feito na maioria dos países para avaliar o impacto e o desempenho contínuo de uma tecnologia de saúde à luz de desenvolvimentos mais recentes. Em nov/2015, o Centro Colaborador do SUS para Avaliação de Tecnologias e Excelência em Saúde (CCATES) realizou um workshop internacional para discutir desinvestimento e propor melhorias para a Diretriz de Desinvestimento que o CCATES desenvolveu em cooperação com o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias do Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde. Os participantes discutiram dois estudos de caso com base no rascunho da Diretriz e estudos do mundo real realizados pelo CCATES. Métodos: Os convidados foram divididos em grupos para discutir se deveriam ou não usar o termo ‘desinvestimento’ e duas propostas de desinvestimento: 1) Não há evidências de que a insulina glargina seja mais eficaz do que o tratamento padrão, e no Brasil custa 20 vezes mais; 2) Há algumas evidências de que o beta-interferon-1A-30µg é menos eficaz do que os outros beta-interferons também disponibilizados para esclerose múltipla. Após as discussões em grupo, um representante de cada grupo apresentou os resultados a todos os convidados, e todos os participantes foram convidados a comentar as questões levantadas e outras relevantes para o tema. Resultados: Todos concordaram que o ‘desinvestimento’ deve ser evitado sempre que possível - ele é mal compreendido por políticos e pela sociedade. Para todos, a glargina deve ser uma candidata ao desinvestimento. A Diretriz para o Uso da Glargina foi considerada suficientemente restritiva; portanto, estratégias para sua implementação bem-sucedida devem ser uma prioridade, juntamente com a renegociação de preços. O Detalhamento Acadêmico foi sugerido para aumentar a conformidade com a Diretriz (conforme recomendado na Diretriz de Desinvestimento). Para o beta-interferon-1A-30µg, todos concordaram que mais informações são necessárias. Uma questão levantada foi a possibilidade de financiamento de medicamentos orais levando, em última instância, a uma diminuição do uso do beta-interferon-1A-30µg; mostrando a relevância da varredura de horizonte para decisões de desinvestimento. Conclusões: É imperativo avaliar o impacto das tecnologias financiadas. ‘Avaliação de desempenho’ significa avaliar os resultados de uma tecnologia usando evidências do mundo real e, assim, reavaliar seu valor e fornecer aos gestores informações para continuar ou não financiando-a (uma abordagem diferente do ‘desinvestimento’). A discussão também levantou outras questões importantes que devem ser debatidas urgentemente em todo o mundo, como a necessidade (ou não) de um limite econômico para o financiamento de novas tecnologias e a divulgação pública desse valor (o vendedor deve saber quanto o comprador está disposto a pagar?); e o conflito de interesse político quando o setor de saúde financia P&D entre empresas privadas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: After technology assessment and incorporation, little is done in most countries to assess the continued impact and performance of a health technology in light of more recent developments. In Nov/2015 the SUS Collaborating Centre for Technology Assessment and Excellence in Health (CCATES) held an international workshop to discuss disinvestment and propose improvements for the Guideline for Disinvestment CCATES developed in cooperation with the Department of Management and Incorporation of Technologies of the Ministry of Health of Brazil and the Pan-American Health Organization. Participants discussed two case studies building on the draft Guideline and realworld studies conducted by CCATES. Methods: Guests were divided in groups to discuss whether or not to use the term ‘disinvestment’, and two disinvestment proposals: 1) There is no evidence that insulin glargine is more effective than the standard treatment, and in in Brazil it costs 20 times more; 2) There is some evidence that beta-interferon-1A-30?g is less effective than the other beta-interferons also provided for multiple sclerosis. After group discussions, one representative of each group presented the results to all guests and all participants were invited to comment the issues raised and others relevant to the subject. Results: All agreed that ‘disinvestment’ should be avoided whenever possible - it is misunderstood by politicians and society. For all, glargine should be a candidate for disinvestment. The Guideline for Glargine Use was considered sufficiently restrictive; therefore strategies to successfully implement it should be a priority together with price renegotiation. Academic Detailing was suggested for enhancing Guideline compliance (as recommended in the Guideline for Disinvestment). For beta-interferon-1A-30?g, all agreed that more information is needed. One issue raised was the possibility of financing oral medicines ultimately leading to decreased use of beta-interferon-1A30?g; showing the relevance of horizon scanning for disinvestment decisions. Conclusions: It is imperative to evaluate the impact of financed technologies. ‘Performance evaluation’ means assessing the results of a technology using realworld-evidence and thus reassessing its value and providing managers with information to continue or not financing it (a different approach to ‘disinvestment’). The discussion also raised other important issues to be urgently debated worldwide, such as the necessity (or not) of economic threshold for financing new technologies and the public dissemination of this value (should the seller know how much the buyer is willing to pay?); and the policy conflict of interest when the health sector finances R&D among private companies.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.