-
Reações Adversas em Gestantes Hospitalizadas: Perfil de Ocorrência
- Voltar
Título
Reações Adversas em Gestantes Hospitalizadas: Perfil de Ocorrência
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Cavalcanti JEC, Bezerra PKV, Filho SRC, Silva ALF, Oliveira GS, Martins MC, Medeiros SDV, Martins RR. Reações Adversas em Gestantes Hospitalizadas: Perfil de Ocorrência. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF093
Title
Adverse Reactions in Hospitalized Pregnant Women: Occurrence Profile
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Cavalcanti JEC, Bezerra PKV, Filho SRC, Silva ALF, Oliveira GS, Martins MC, Medeiros SDV, Martins RR. Reações Adversas em Gestantes Hospitalizadas: Perfil de Ocorrência. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF093
Resumo
Introdução: O cuidado farmacêutico na gestação de alto risco deve considerar as rápidas mudanças fisiológicas e a escassa literatura sobre a segurança do uso de medicamentos em mulheres. Adicionalmente, gestantes hospitalizadas necessitam de intensa farmacoterapia para controle pressórico e glicêmico o que eleva o risco de reações adversas a medicamentos (RAM). A literatura é escassa sobre o perfil de RAM, sobretudo relacionada a relação entre período de tratamento e sua ocorrência. Objetivo: caracterizar as RAM em gestantes quanto ao tipo, medicamentos implicados e período de hospitalização de sua ocorrência. Métodos: Estudo observacional, longitudinal e prospectivo (agosto de 2019 a dezembro de 2021) que incluiu 297 gestantes hospitalizadas em acompanhamento diário e em uso de pelo menos um medicamento. As RAM foram investigadas diariamente através de busca em prontuários e entrevistas com as pacientes. A ocorrência de RAM foram relacionadas ao tempo de hospitalização. Os dados foram apresentados descritivamente (Stata v 15.0). Resultados: Um total de 1.762 mulheres grávidas foram admitidas no setor de alto risco, porém apenas 297 gestantes foram incluídas neste estudo. A idade média da população estudada foi de 30,3 ± 6,5 anos e idade gestacional de 31 ± 6,9 semanas. Um total 226 RAM foram detectadas em 107 pacientes (35,9% apresentaram uma ou mais RAM) com uma taxa de incidência de 615,2 (IC95% 481,4 – 783,2) por 1000 pacientes-dia. Agentes adrenérgicos de ação central e antiespasmódicos representaram as principais classes farmacológicas associadas à ocorrência de RAM (56%). Nas primeiras 48h, detectouse 41,6% das RAMs decaindo para 11,9% do total nas 48h seguintes. A metildopa ocasionou sedação, cefaleia e náusea prioritariamente nas primeiras 24h. Em contraste, a escopolamina promoveu diplopia, xerostomia e a constipação entre segundo e terceiro dia após a admissão da paciente. A partir do quarto dia a ocorrência de RAM diminui significativamente (1,5% do total). Conclusão: Agentes adrenérgicos de ação central e antiespasmódicos são os principais medicamentos associados a RAM em gestantes hospitalizadas. Geralmente são de gravidade leve e ocorrem com maior predomínio nas primeiras 48h da admissão da paciente no serviço hospitalar.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Pharmaceutical care in high-risk pregnancies must consider rapid physiological changes and the limited literature on the safety of medication use in women. Additionally, hospitalized pregnant women often require intensive pharmacotherapy for blood pressure and glycemic control, increasing the risk of adverse drug reactions (ADRs). Literature on the profile of ADRs, particularly concerning the relationship between treatment duration and their occurrence, is scarce. Objective: This study aims to characterize ADRs in pregnant women concerning their type, implicated medications, and the duration of hospitalization when they occur. Methods: This was an observational, longitudinal, and prospective study conducted from August 2019 to December 2021, involving 297 hospitalized pregnant women under daily monitoring and using at least one medication. ADRs were investigated daily through medical record reviews and patient interviews. The occurrence of ADRs was related to the duration of hospitalization. Data were presented descriptively using Stata v 15.0. Results: A total of 1,762 pregnant women were admitted to the high-risk unit, but only 297 were included in this study. The mean age of the study population was 30.3 ± 6.5 years, and the gestational age was 31 ± 6.9 weeks. A total of 226 ADRs were detected in 107 patients (35.9% experienced one or more ADRs), with an incidence rate of 615.2 (95% CI 481.4 – 783.2) per 1000 patient-days. Central adrenergic agents and antispasmodics were the main pharmacological classes associated with ADRs (56%). Within the first 48 hours, 41.6% of ADRs were detected, decreasing to 11.9% within the subsequent 48 hours. Methyldopa caused sedation, headache, and nausea primarily within the first 24 hours. In contrast, scopolamine led to diplopia, xerostomia, and constipation between the second and third days after the patient's admission. From the fourth day onward, the occurrence of ADRs significantly decreased (1.5% of the total). Conclusion: Central adrenergic agents and antispasmodics are the main medications associated with ADRs in hospitalized pregnant women. These ADRs are generally mild in severity and predominantly occur within the first 48 hours of hospital admission.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.