-
Revisão sistemática da eficácia e segurança do onasemnogeno abeparvoveque para tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal tipo 1
- Voltar
Título
Revisão sistemática da eficácia e segurança do onasemnogeno abeparvoveque para tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal tipo 1
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Borges SS, Fernandes BD, Krug BC, Rodrigues F, Cirilo HNC, Probst LF, Zimmermann I. Revisão sistemática da eficácia e segurança do onasemnogeno abeparvoveque para tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal tipo 1. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF077
Title
Systematic Review of the Efficacy and Safety of Onasemnogene Abeparvovec for Treating Patients with Type 1 Spinal Muscular Atrophy
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Borges SS, Fernandes BD, Krug BC, Rodrigues F, Cirilo HNC, Probst LF, Zimmermann I. Revisão sistemática da eficácia e segurança do onasemnogeno abeparvoveque para tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal tipo 1. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF077
Resumo
Introdução: A atrofia muscular espinhal 5q (AME) é uma doença genética rara, caracterizada por uma progressiva perda de força muscular decorrente da degeneração de neurônios da medula espinhal. A AME tipo I corresponde a aproximadamente 58% dos casos de AME 5q incidentes e sua manifestação clínica costuma aparecer antes dos seis meses de idade. Embora não exista, até o presente, tratamento curativo para AME tipo 1, o onasemnogeno abeparvoveque, uma nova terapia gênica, foi aprovado para uso em diversos países. Considerado o medicamento mais caro do mundo, a avaliação das evidências de sua eficácia e segurança no tratamento da AME tipo 1 é necessária para subsidiar a tomada de decisão. Métodos: Foram conduzidas buscas nas bases de dados MEDLINE, Embase, LILACS, Cochrane Library, até janeiro de 2022, além de busca complementar em bases de registros de estudos clínicos e revisão manual das listas de referências dos estudos elegíveis. A seleção dos estudos e a extração dos dados foram realizados de maneira independente. Foram incluídos ensaios clínicos (independentes de serem randomizados ou controlados) de pacientes com diagnóstico de AME tipo 1, menores de 2 anos de idade e sem necessidade de ventilação invasiva permanente em uso de onasemnogeno abeparvoveque. Ensaios clínicos com pacientes diagnosticados com outras condições clínicas neuromusculares concomitantes à AME foram excluídos. Os desfechos de interesse foram sobrevida global e sobrevida livre de ventilação mecânica, melhora da função motora e eventos adversos associados ao tratamento. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta Risk Of Bias In Non-randomized Studies – of Interventions (ROBINS-I), e a certeza da evidência pelo sistema GRADE (Grade of Recommendations, Assessment, Development and Evaluations). Resultados: A busca nas bases de dados retornou 1.348 referências, mas aplicados os critérios de elegibilidade quatro relatos de três estudos clínicos, START, STR1VE e STR1VE-EU, foram incluídos ao final da seleção. Todos os estudos são não randomizados, abertos, sem grupo comparador e com baixo número amostral de pacientes. A síntese de resultados demonstrou uma sobrevida global variando de 91 a 100% e sobrevida livre de ventilação mecânica de 39 a 82% entre os pacientes tratados com onasemnogeno abeparvoveque. Eventos adversos foram relatados em 97 a 100% dos pacientes, sendo 25 a 73% dos eventos associados ao tratamento. Os estudos foram avaliados com alto risco de viés para os desfechos devido, principalmente, a fatores de confusão e mensuração dos desfechos. A certeza da evidência foi classificada como muito baixa qualidade para os desfechos de sobrevida global e livre de ventilação mecânica e de melhora da função motora. Conclusão: O real tamanho do benefício da tecnologia é incerto dada as importantes limitações metodológicas dos estudos avaliados, tornando desafiadora a tomada de decisão para incorporação do onasemnogeno abeparvoveque na assistência farmacêutica nacional.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Spinal muscular atrophy type 1 (SMA) is a rare genetic disease characterized by progressive muscle weakness resulting from the degeneration of spinal cord neurons. SMA type 1 represents approximately 58% of incident cases of 5q SMA, with clinical manifestations typically appearing before six months of age. Currently, there is no curative treatment available for SMA type 1; however, onasemnogene abeparvovec, a novel gene therapy, has been approved for use in several countries. Considered the most expensive medication globally, evaluating the evidence regarding its efficacy and safety in treating SMA type 1 is essential to inform decision-making. Methods: Searches were conducted in MEDLINE, Embase, LILACS, Cochrane Library, and other clinical trial registries up to January 2022, supplemented by manual searches of reference lists from eligible studies. Study selection and data extraction were performed independently. Included were clinical trials (regardless of randomization or control) involving patients diagnosed with SMA type 1, aged under 2 years, and not requiring permanent invasive ventilation while receiving onasemnogene abeparvovec. Trials including patients with concurrent neuromuscular clinical conditions other than SMA were excluded. Outcomes of interest included overall survival, ventilation-free survival, motor function improvement, and treatment-related adverse events. Risk of bias was assessed using the Risk Of Bias In Non-randomized Studies – of Interventions (ROBINS-I) tool, and certainty of evidence was evaluated using the GRADE (Grade of Recommendations, Assessment, Development and Evaluations) system. Results: Database searches yielded 1,348 references, with four reports from three clinical trials (START, STR1VE, and STR1VE-EU) meeting final inclusion criteria. All studies were non-randomized, open-label trials without a comparator group and with small sample sizes. Synthesized results showed overall survival ranging from 91% to 100% and ventilation-free survival from 39% to 82% among patients treated with onasemnogene abeparvovec. Adverse events were reported in 97% to 100% of patients, with 25% to 73% of events being treatment-related. Studies were deemed to have a high risk of bias for outcomes primarily due to confounding factors and outcome measurement. The certainty of evidence was rated as very low quality for overall survival, ventilation-free survival, and motor function improvement outcomes. Conclusion: The actual magnitude of benefit from onasemnogene abeparvovec remains uncertain due to significant methodological limitations in the evaluated studies, posing challenges for decision-making regarding its incorporation into national pharmaceutical care.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.