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Panorama dos gastos em medicamentos no Brasil (2015-2019)
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Título
Panorama dos gastos em medicamentos no Brasil (2015-2019)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Xavier LC, Cruz RCS, Cavalcanti ITN, Pedreira MM, Pereira ACES, Macedo E. Panorama dos gastos em medicamentos no Brasil (2015-2019). J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF063
Title
Overview of Drug Expenditures in Brazil (2015-2019)
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Xavier LC, Cruz RCS, Cavalcanti ITN, Pedreira MM, Pereira ACES, Macedo E. Panorama dos gastos em medicamentos no Brasil (2015-2019). J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF063
Resumo
Introdução: Medicamentos são definidos como produtos farmacêuticos, obtidos ou elaborados com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Por desempenharem importante papel na proteção, manutenção e restauração da saúde das pessoas, a OMS reconhe o acesso a medicamentos essenciais como indicador relacionado aos avanços da garantia do direito à saúde. O acesso insuficiente aos medicamentos é uma preocupação global e está associado com piora do estado de saúde, maior uso de terapias adicionais, aumento no número de retornos aos serviços de saúde e gastos adicionais nos tratamentos. Para acompanhamento do gasto com medicamentos, destacam-se duas metodologias: Sistema de Contas de Saúde (SHA), que adota um padrão internacional permitindo a comparabilidade dos gastos com saúde entre os países, e Conta Satélite de Saúde (CSS), que adota uma abordagem macroeconômica para analisar a produção, o consumo de bens e serviços e a geração de renda e emprego. Embora as metodologias tenham objetivos distintos, ambas possuem elementos que permitem interações de informações sobre os sistemas de saúde, incluindo os gastos com medicamentos no Brasil. Objetivo: Apresentar o cenário brasileiro de despesas em medicamentos entre os anos de 2015 e 2019. Métodos: Trata-se de estudo descritivo de natureza exploratória sobre as despesas de medicamentos no Brasil do setor público e privado, a partir das informações disponibilizadas na CSS e das Contas SHA. Resultados: Em 2019, o consumo final do Setor Saúde foi de R$ 711 bi, representando 9,6% do PIB brasileiro. Desse montante, os medicamentos contribuíram com 131 bi que representou 1,7% do PIB. Conforme apontado pelas CSS, o consumo de medicamento pelas famílias inclui os que são distribuídos pelo governo e os adquiridos no setor privado. Os medicamentos distribuídos pelo governo totalizaram R$ 9,3 bi em 2019 e representou 3,3% das despesas de saúde pelo governo, ressalta-se que este valor não inclui os subsídios para o Programa Farmácia Popular, que custou cerca de R$ 2,3 bi em 2019. Já as famílias consumiram R$ 122 bi que correspondeu a 29,3% do consumo final das famílias As Contas SHA mostram como foram realizadas as despesas em medicamentos por tipo de provedor e por esquema de financiamento. Dessa maneira, as despesas de medicamentos em 2019 representaram 20,5% do total das despesas de todos os regimes de financiamento, com 87,7% oriundos da aquisição direta das famílias. A partir dos gastos governamentais, é possível notar que 75% dos valores gastos em medicamentos foram financiados pelo Governo Federal. Conclusão: Os medicamentos são essenciais para a saúde da população e correspondem a uma importante parcela do consumo do Setor Saúde. Todavia, como demonstrado, a maior parte das despesas são financiadas pelas próprias famílias. Diante disso, as políticas públicas de assistência farmacêutica são essenciais para subsidiar a população, sendo o Governo Federal o seu maior
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Medicines are defined as pharmaceutical products obtained or formulated for prophylactic, curative, palliative, or diagnostic purposes. Due to their crucial role in protecting, maintaining, and restoring people's health, the World Health Organization recognizes access to essential medicines as an indicator of progress in ensuring the right to health. Insufficient access to medicines is a global concern and is associated with worsened health outcomes, increased use of additional therapies, higher rates of return visits to health services, and additional treatment costs. For monitoring medicine expenditures, two methodologies stand out: the System of Health Accounts (SHA), which adopts an international standard allowing comparability of health spending across countries, and the Health Satellite Account (HSA), which takes a macroeconomic approach to analyze the production, consumption of goods and services, and income and employment generation. Although these methodologies have distinct objectives, both include elements that facilitate interactions of information about health systems, including medicine expenditures in Brazil. Objective: To present the Brazilian scenario of medicine expenses between the years 2015 and 2019. Methods: This is a descriptive study of an exploratory nature on medicine expenses in Brazil from both the public and private sectors, based on information available in the HSA and SHA. Results: In 2019, final healthcare expenditure reached R$ 711 billion, representing 9.6% of Brazil's GDP. From this total, medicines contributed R$ 131 billion, equivalent to 1.7% of GDP. As indicated by the HSA, medicine consumption by families includes those distributed by the government and those purchased in the private sector. Government-distributed medicines totaled R$ 9.3 billion in 2019, representing 3.3% of government health expenditures; it should be noted that this figure does not include subsidies for the Pharmacy Popular Program, which cost approximately R$ 2.3 billion in 2019. Families, on the other hand, consumed R$ 122 billion, accounting for 29.3% of final household consumption. The SHA details how medicine expenses were carried out by provider type and funding scheme. Accordingly, medicine expenses in 2019 represented 20.5% of total expenses across all financing regimes, with 87.7% originating from direct acquisition by families. Government spending highlights that 75% of medicine expenses were funded by the Federal Government. Conclusion: Medicines are essential for population health and constitute a significant portion of healthcare consumption. However, as demonstrated, the majority of expenses are financed by families themselves. Therefore, public policies on pharmaceutical assistance are essential to subsidize the population, with the Federal Government being the primary financier.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.