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Perfil de hospitalização e fatores associados a Eventos Adversos de Interesse Especial após vacinação para COVID-19 em um hospital universitário da Bahia, Brasil
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Título
Perfil de hospitalização e fatores associados a Eventos Adversos de Interesse Especial após vacinação para COVID-19 em um hospital universitário da Bahia, Brasil
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Nepomuceno AFS, Queiroz LA, Gama RS, Santos GNC, Toledo LAK. Perfil de hospitalização e fatores associados a Eventos Adversos de Interesse Especial após vacinação para COVID-19 em um hospital universitário da Bahia, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF048
Title
Hospitalization Profile and Factors Associated with Special Interest Adverse Events Following COVID-19 Vaccination at a University Hospital in Bahia, Brazil
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Nepomuceno AFS, Queiroz LA, Gama RS, Santos GNC, Toledo LAK. Perfil de hospitalização e fatores associados a Eventos Adversos de Interesse Especial após vacinação para COVID-19 em um hospital universitário da Bahia, Brasil. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF048
Resumo
Introdução: Diante do quadro pandêmico complexo imposto pela COVID-19, um esforço internacional foi realizado para o desenvolvimento de vacinas eficazes e seguras. Com isso, em tempo recorde, as primeiras vacinas contra o SARS-CoV-2 foram aprovadas para uso emergencial no país em 2021. Apesar da segurança comprovada em estudos clínicos, existem informações que só podem ser elucidadas com estudos de farmacovigilância. Dessa forma, monitorar o perfil de pacientes hospitalizados por Eventos Adversos de Interesse Especial (EAIE) torna-se pertinente. Objetivo: Descrever o perfil de hospitalização e fatores associados a EAIE em um hospital universitário da Bahia. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, descritivo, com abordagem quantitativa, realizado através da análise das hospitalizações por EAIE. Foram incluídos neste estudo pacientes hospitalizados durante o período de 18 de janeiro de 2021 a setembro de 2022 com diagnóstico confirmado de trombocitopenia, trombose, encefalite/meningoencefalite, trombose com trombocitopenia, pericardite, miocardite e Guillain Barré. As variáveis número de óbitos, tipo de EAIE, sexo, uso de medicamentos prévios, hábitos de vida, tipo e número de doses da vacina contra COVID-19 foram estudadas. O teste Qui-quadrado foi empregado para verificar a possível associação entre EAIE e as variáveis bivariada. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, sob o parecer 4.465.789. Resultados e Discussão: Foram registradas 465 notificações de EAIE ao longo do período. Observou-se maior frequência em indivíduos do sexo feminino (61,1%), com doenças prévias (76,3%), e em uso de medicamentos (66,7%). Quanto aos hábitos de vida, 11,2% dos pacientes eram tabagistas, 25,8% etilistas e 1,9% faziam uso de outras drogas. Desses pacientes, 3,2% foram a óbito. Observou-se maior ocorrência de internamento por trombose (91,2%), e em menores proporções trombocitopenia (3,7%), encefalite/meningoencefalite (2,2%), trombose com de trombocitopenia (1,1%), pericardite (0,9%), Guillain Barré (0,9%) e miocardite (0,2%). É importante salientar que o EAIE trombose engloba diversos agravos, como acidentes vasculares cerebrais, e tem se destacado um importante EAIE em todo o mundo, entretanto, sua elevada prevalência também pode estar associada a hábitos de vida e fatores de risco já estabelecidos. Quanto à vacinação, 84,09% dos pacientes receberam a primeira, 73,55% a segunda, e 37,85% a terceira dose. A maioria recebeu a vacina da Astrazeneca (37,18%), Pfizer (32,67%), Coronavac (27,62%) e Janssen (2,09%). Conclusão: Nossos resultados apontaram possível associação de EAIE com sexo feminino, doenças prévias, uso de medicamentos, uso de tabaco, álcool e drogas (p<0,05). Ademais, estudos robustos e a longo prazo devem ser conduzidos para que a causalidade entre a vacinação contra COVID-19 e EAIE sejam
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Amid the complex pandemic scenario imposed by COVID-19, an international effort was made to develop effective and safe vaccines. Consequently, in record time, the first vaccines against SARS-CoV-2 were approved for emergency use in the country in 2021. Despite their proven safety in clinical studies, there is information that can only be elucidated through pharmacovigilance studies. Thus, monitoring the profile of hospitalized patients due to Serious Adverse Events (SAE) becomes pertinent. Objective: To describe the hospitalization profile and factors associated with SAE in a university hospital in Bahia. Methods: This was a cross-sectional, retrospective, descriptive study with a quantitative approach, analyzing hospitalizations due to SAE. Patients hospitalized from January 18, 2021, to September 2022, with confirmed diagnoses of thrombocytopenia, thrombosis, encephalitis/meningoencephalitis, thrombosis with thrombocytopenia, pericarditis, myocarditis, and Guillain-Barré were included. Variables including number of deaths, type of SAE, gender, prior medication use, lifestyle habits, type and number of COVID-19 vaccine doses were studied. The chi-square test was used to verify possible associations between SAE and the variables in bivariate analysis. This study was approved by the Research Ethics Committee of the Hospital Universitário Professor Edgard Santos, under opinion 4,465,789. Results and Discussion: A total of 465 notifications of SAE were recorded during the study period. There was a higher frequency among female individuals (61.1%), with pre-existing diseases (76.3%), and on medication (66.7%). Regarding lifestyle habits, 11.2% of patients were smokers, 25.8% were alcohol consumers, and 1.9% used other drugs. Of these patients, 3.2% died. Thrombosis accounted for the highest proportion of hospitalizations (91.2%), followed by thrombocytopenia (3.7%), encephalitis/meningoencephalitis (2.2%), thrombosis with thrombocytopenia (1.1%), pericarditis (0.9%), Guillain-Barré (0.9%), and myocarditis (0.2%). It is important to note that thrombosis-related SAE encompass various conditions such as strokes and has emerged as a significant SAE worldwide, although its high prevalence may also be associated with established lifestyle habits and risk factors. Regarding vaccination, 84.09% of patients received the first dose, 73.55% the second, and 37.85% the third dose. The majority received the AstraZeneca vaccine (37.18%), followed by Pfizer (32.67%), Coronavac (27.62%), and Janssen (2.09%). Conclusion: Our results indicate a possible association of SAE with female gender, pre-existing diseases, medication use, tobacco, alcohol, and drug use (p <0.05). Furthermore, robust and long-term studies should be conducted to clarify causality between COVID-19 vaccination and SAE.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.