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O uso do belimumab como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico em pacientes refrátarios à terapia padrão
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Título
O uso do belimumab como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico em pacientes refrátarios à terapia padrão
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Senna LMM, Farias AC, Santos BRF, Assis LD, Cardoso LC, Rodrigues LFS, Neves YS, Paixão MN. O uso do belimumab como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico em pacientes refrátarios à terapia padrão. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF083
Title
The Use of Belimumab as Treatment for Systemic Lupus Erythematosus in Patients Refractory to Standard Therapy
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Senna LMM, Farias AC, Santos BRF, Assis LD, Cardoso LC, Rodrigues LFS, Neves YS, Paixão MN. O uso do belimumab como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico em pacientes refrátarios à terapia padrão. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF083
Resumo
Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica e autoimune, atingindo, sobretudo, mulheres em fase reprodutiva. Acreditam-se a sua origem, fatores genéticos, hormonais e ambientais, como também exposição à luz ultravioleta, medicamentos e doenças virais. Coração, pulmões, rins e o cérebro são os órgãos mais afetados com a progressão da doença, sendo esta, portanto, multisistêmica com períodos de exacerbações e remissões. No LES, os linfócitos B produzem anticorpos autoreativos que provocam um ataque sistêmico aos órgãos, promovendo uma lesão celular e tecidual com citotoxicidade direta mediada por anticorpos. O Belimumab é um medicamento produzido a partir de anticorpos monoclonais, isto é, um linfócito B clonado e replicado para atuar na destruição de uma célula alvo que, no caso, é o fator ativador de linfócitos B, inibindo a sobrevivência das células B, incluindo as células autoreativas. OBJETIVO: Demonstrar a efetividade do Belimumab como terapia coadjuvante em pacientes com LES refratário ao tratamento padrão. Métodos: Pesquisa bibliográfica em base de dados da Biblioteca Virtual de Saúde, Capes, Scielo, Relatórios e Pareceres Técnicos Científicos de 2010 até 2019, usando, como termos de pesquisa, as palavras Belimumab, Benlysta e Lúpus Eritematoso Sistêmico. Os critérios de seleção incluíram artigos originais de pesquisa sobre eficácia clínica e recomendação da incorporação do Belimumabe no tratamento do LES no SUS. Resultados: Em estudos clínicos randomizados pesquisados, denominados de BLISS-5223 e BLISS-7624, foram utilizados como critério de inclusão a atividade da doença e sorologia ativa, sendo adotada uma dose padrão de 10mg/Kg de Belimumab ou placebo, com a manutenção do tratamento padrão. Analisando os Resultados: obtidos, foi possível identificar desfecho favorável e melhora clínica e sorológica, com a redução dos escores de SRI (indicador que avalia a atividade da doença) em quase 51% dos que utilizaram o Belimumab já na 52ª semana, em comparação ao grupo de 76 semanas em que não houve um desfecho favorável no controle da doença. Apesar da utilização de Belimumab apresentar, em outros ensaios clínicos randomizados, um controle na atividade sintomatológica e sorológica do LES, bem como a redução no uso de corticoides, seu custo efetividade foi avaliado e o mesmo não foi incorporado para o tratamento do LES no SUS, devido ao seu alto custo por paciente que anualmente pode chegar à quase R$ 44 mil reais. Conclusão: O Belimumab é um medicamento que promove uma melhora clínica e sorológica, evidenciada por pesquisas clínicas em pacientes com LES refratário à terapia padrão. Porém, sua utilização está restrita aos pacientes que judicializaram o medicamento, pois o mesmo não é fornecido pelo SUS devido ao alto custo frente aos tratamentos já disponibilizados pelo SUS.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Systemic Lupus Erythematosus (SLE) is a chronic inflammatory autoimmune disease that primarily affects women of reproductive age. Its origins are believed to involve genetic, hormonal, and environmental factors, including exposure to ultraviolet light, medications, and viral illnesses. As the disease progresses, it predominantly affects the heart, lungs, kidneys, and brain, making it multisystemic with periods of exacerbations and remissions. In SLE, B lymphocytes produce autoantibodies that initiate a systemic attack on organs, causing cellular and tissue damage through direct antibody-mediated cytotoxicity. Belimumab is a medication derived from monoclonal antibodies that target B lymphocyte survival, including autoreactive cells, by inhibiting the B lymphocyte stimulator (BLyS). Objective: To demonstrate the effectiveness of Belimumab as an adjunct therapy in patients with refractory SLE despite standard treatment. Methods: A literature review was conducted using databases such as the Virtual Health Library, Capes, Scielo, and Technical Scientific Reports from 2010 to 2019, focusing on the keywords Belimumab, Benlysta, and Systemic Lupus Erythematosus. Selection criteria included original research articles on clinical efficacy and recommendations for incorporating Belimumab into SLE treatment under Brazil's Unified Health System (SUS). Results: Randomized clinical trials, such as BLISS-52 and BLISS-76, included patients based on disease activity and active serology, administering a standard dose of 10mg/kg Belimumab or placebo alongside standard treatment. Analysis of results indicated favorable outcomes with clinical and serological improvements, showing a nearly 51% reduction in SLE Responder Index (SRI) scores after 52 weeks compared to the control group over 76 weeks, where favorable disease control was not achieved. Despite Belimumab demonstrating efficacy in reducing symptom and serological activity in other randomized clinical trials and decreasing corticosteroid use, its cost-effectiveness evaluation prevented its inclusion in SUS-funded SLE treatments, given its high annual cost per patient, nearing approximately R$ 44,000. Conclusion: Belimumab enhances clinical and serological outcomes in patients with refractory SLE, as evidenced by clinical research. However, its use in Brazil is limited to patients who obtain it through legal channels, as SUS does not cover it due to its high cost compared to existing treatments.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.