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Omalizumabe no tratamento da urticária crônica espontânea – busca de evidências para a tomada decisão em resposta a demandas administrativas ao centro de informação sobre medicamentos da SESAB
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Título
Omalizumabe no tratamento da urticária crônica espontânea – busca de evidências para a tomada decisão em resposta a demandas administrativas ao centro de informação sobre medicamentos da SESAB
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Ferreira DSP, Vitor DN, Rodrigues FF, Pereira MT, Paz OS, Meneses PCD, Souza SA, Silva TO. Omalizumabe no tratamento da urticária crônica espontânea – busca de evidências para a tomada decisão em resposta a demandas administrativas ao centro de informação sobre medicamentos da SESAB. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF084
Title
Omalizumab in the Treatment of Chronic Spontaneous Urticaria – Evidence Search for Decision-Making in Response to Administrative Demands at the Drug Information Center of SESAB
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Ferreira DSP, Vitor DN, Rodrigues FF, Pereira MT, Paz OS, Meneses PCD, Souza SA, Silva TO. Omalizumabe no tratamento da urticária crônica espontânea – busca de evidências para a tomada decisão em resposta a demandas administrativas ao centro de informação sobre medicamentos da SESAB. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF084
Resumo
Introdução: A urticária crônica espontânea (UCE) é uma doença cutânea caracterizada pela presença diária ou quase diária de urticas pruriginosas, por mais de seis semanas, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. O tratamento é baseado no uso de anti-histamínicos H1, em doses habituais (primeira linha de tratamento) e até quatro vezes a dose habitual (segunda linha). Cerca de 30% dos pacientes não respondem ao tratamento de primeira e segunda linha, sendo necessário o acréscimo de terapia de terceira linha, sendo omalizumabe uma das alternativas mais prescritas. No Sistema Único de Saúde – SUS, não há Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da UCE e a incorporação de omalizumabe ao SUS não foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. O representante da classe dos anti-histamínicos H1 disponível é a loratadina, de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename. No Brasil, omalizumabe é registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária como terapia adicional para uso adulto e pediátrico em pacientes com UCE refratária ao tratamento com anti-histamínicos H1. Objetivos: Sintetizar as evidências científicas disponíveis na literatura de eficácia e segurança de omalizumabe para o tratamento da UCE, comparado a anti-histamínicos-H1 e melhor tratamento de suporte no cuidado a pacientes portadores de UCE refratária, para subsidiar a gestão estadual na tomada de decisão em resposta às demandas administrativas. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, no qual serão selecionados estudos de revisão sistemática e ensaios clínicos que incluem pacientes com UCE refratária e a comparação entre omalizumabe e anti-histamínicos-H1 e/ou melhor tratamento de suporte. Os estudos selecionados serão caracterizados e avaliados criticamente, e os Resultados: sintetizados em uma recomendação para subsidiar a gestão estadual. Resultados: Tem-se os Resultados: preliminares de que: 1) omalizumabe é eficaz como tratamento de terceira linha em pacientes refratários a anti-histamínicos e que sua segurança não está estabelecida em longo prazo, devendo-se considerar o tempo máximo de tratamento de 24 semanas, 2) que omalizumabe é mais eficaz e seguro do que o tratamento de suporte com corticoterapia oferecido aos pacientes com urticária crônica refratários a anti-histamínicos. Conclusão: Considerando que omalizumabe não está incorporado ao elenco do SUS, não há pactuação e definição de responsabilidades quanto ao seu financiamento. Assim, tendo em vista a segurança do paciente e a limitação do orçamento estadual para aquisição de medicamentos não incorporados, a decisão do gestor de fornecer este tratamento deve ser fundamentada em evidências científicas de sua eficácia, segurança e efetividade, bem como do impacto econômico e social dessa incorporação.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Chronic spontaneous urticaria (CSU) is a skin condition characterized by the daily or almost daily presence of itchy hives for more than six weeks, significantly impacting patients' quality of life. Treatment primarily involves H1-antihistamines at standard doses (first-line) and up to four times the standard dose (second-line). Approximately 30% of patients do not respond to first and second-line treatments, necessitating third-line therapy, with omalizumab being one of the commonly prescribed options. In the Brazilian Unified Health System (SUS), there is no Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines for the treatment of CSU, and the inclusion of omalizumab in SUS has not been evaluated by the National Committee for Health Technology Incorporation in SUS. Loratadine represents the class of H1-antihistamines available according to the National List of Essential Medicines - Rename. Omalizumab is registered with the Brazilian Health Regulatory Agency (ANVISA) as an additional therapy for adults and children with refractory CSU to H1-antihistamines. Objectives: To synthesize the available scientific evidence on the efficacy and safety of omalizumab for the treatment of refractory CSU compared to H1-antihistamines and best supportive care, aiming to provide guidance to state management in decision-making regarding administrative demands. Methods: This is a qualitative, descriptive study where systematic reviews and clinical trials including patients with refractory CSU and comparing omalizumab with H1-antihistamines and/or best supportive care will be selected. The selected studies will be characterized, critically evaluated, and the results synthesized into a recommendation to support state management. Results: Preliminary findings suggest that: 1) omalizumab is effective as third-line treatment in patients refractory to H1-antihistamines, with its long-term safety not fully established, recommending a maximum treatment duration of 24 weeks; 2) omalizumab is more effective and safer than corticosteroid-based supportive care offered to patients with refractory chronic urticaria compared to H1-antihistamines. Conclusion: Given that omalizumab is not incorporated into SUS and there is no agreement or defined responsibilities regarding its funding, the decision of state managers to provide this treatment should be based on scientific evidence of its efficacy, safety, and effectiveness, as well as the economic and social impact of its incorporation.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.