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Importância e financiamento do monitoramento molecular (bcr-abl) no tratamento da leucemia mieloide crônica (lmc) no SUS: uma necessidade urgente para a gestão do tratamento
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Título
Importância e financiamento do monitoramento molecular (bcr-abl) no tratamento da leucemia mieloide crônica (lmc) no SUS: uma necessidade urgente para a gestão do tratamento
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Freitas CMBM, Abdo ANR, Martins DP, Lima LBAL, Torriani MST, Bendit I. Importância e financiamento do monitoramento molecular (bcr-abl) no tratamento da leucemia mieloide crônica (lmc) no SUS: uma necessidade urgente para a gestão do tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF070
Title
Importance and Funding of Molecular Monitoring (BCR-ABL) in the Treatment of Chronic Myeloid Leukemia (CML) in the Brazilian Unified Health System (SUS): An Urgent Need for Treatment Management
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Freitas CMBM, Abdo ANR, Martins DP, Lima LBAL, Torriani MST, Bendit I. Importância e financiamento do monitoramento molecular (bcr-abl) no tratamento da leucemia mieloide crônica (lmc) no SUS: uma necessidade urgente para a gestão do tratamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF070
Resumo
Introdução: a LMC é uma doença mieloproliferativa que afeta principalmente adultos entre 50 e 55 anos. No Brasil, as informações do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS apontam que, em 2017, 12.531 pacientes tiveram APAC aprovada para o tratamento da LMC.O monitoramento da doença por meio da avaliação da resposta molecular é fundamental para o cuidado do paciente com LMC. O PCR quantitativo (reação em cadeia da polimerase em tempo real) fornece parâmetros adequados de avaliação para que o profissional de saúde possa intervir nos momentos corretos de forma a reduzir a chance de progressão da doença, provendo o melhor desfecho ao paciente, incluindo a possibilidade de descontinuação do tratamento em pacientes elegíveis. Apesar do exame constar no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da LMC, não é possível realizar o monitoramento da resposta molecular pelo SUS visto que o teste não possui reembolso. Objetivo: obter recomendações de especialistas sobre a importância, financiamento e reembolso do monitoramento molecular no SUS. Métodos: seis especialistas em LMC com diferentes perspectivas participaram do painel. A discussão foi baseada utilizando as principais publicações sobre o exame de PCR quantitativo no monitoramento da LMC. Resultados: recomendações dos especialistas: 1) O monitoramento molecular deve fazer parte do tratamento integral dos pacientes com LMC para reduzir as chances de progressão da doença e custos ao sistema de saúde, 2) O governo deveria colocar em prática o que está preconizado no PCDT da LMC no Brasil: realização do monitoramento da resposta molecular via PCR quantitativo, 3) O governo deveria criar um código com nomenclatura e valor de reembolso adequados no SIGTAP, para que o teste passe a ser realizado e coberto pela rede pública de saúde, já que o mesmo consta no PCDT da doença e a APAC existente não cobre os seus custos operacionais para realização, 4) Os pacientes com LMC em fase crônica devem realizar um PCR quantitativo a cada 3 meses e após atingir a Resposta Molecular Maior (0,1% de BCR-ABL1 pela escala internacional) a cada 6 meses, conforme preconizado no PCDT, 5) Os pacientes devem ser monitorados em laboratórios de referência que são padronizados de acordo com a escala internacional, 6) Os laboratórios que estão dentro dos centros públicos de referência conseguem absorver toda a demanda de testes do Brasil. Mais centros poderiam ser habilitados através de uma acreditação da ABHH, 7) O monitoramento molecular adequado poderá permitir que alguns pacientes parem de tomar os medicamentos e, por consequência, autofinancie o teste molecular para todos os pacientes do SUS. Conclusão: É urgente encontrar uma solução de financiamento do teste molecular (BCR-ABL) para garantir o monitoramento dos pacientes com LMC no SUS. A economia que pode ser gerada com pacientes que param de tomar a medicação quando monitorados poderá garantir o financiamento do exame, conforme preconizado no PCDT.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Chronic Myeloid Leukemia (CML) is a myeloproliferative disorder that predominantly affects adults between 50 and 55 years old. In Brazil, data from the Outpatient Information System of the Unified Health System (SUS) indicate that, in 2017, 12,531 patients had their APAC (Authorization for Dispensation of Exceptional Medications) approved for CML treatment. Monitoring the disease through molecular response assessment is crucial for effective management of CML patients. Quantitative PCR (Polymerase Chain Reaction) provides suitable parameters to evaluate disease response, enabling healthcare professionals to intervene at the right times to reduce disease progression and achieve optimal outcomes for patients, including the potential for treatment discontinuation in eligible patients. Despite being included in the Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines (PCDT) for CML, molecular response monitoring cannot be performed by SUS due to lack of reimbursement. Objective: To obtain expert recommendations on the importance, financing, and reimbursement of molecular monitoring within SUS. Methods: Six experts in CML with different perspectives participated in the panel. The discussion was based on key publications regarding quantitative PCR in CML monitoring. Results: Expert recommendations: 1) Molecular monitoring should be integral to the treatment of CML patients to reduce disease progression and healthcare costs. 2) The government should implement the recommendations outlined in the CML PCDT in Brazil, specifically conducting molecular response monitoring via quantitative PCR. 3) The government should create a billing code with appropriate nomenclature and reimbursement value in SIGTAP, allowing the test to be performed and covered by the public healthcare system, as it is included in the disease's PCDT and current APAC does not cover its operational costs. 4) Patients with chronic-phase CML should undergo quantitative PCR testing every 3 months and after achieving Major Molecular Response (0.1% BCR-ABL1 by the international scale), every 6 months, as recommended in the PCDT. 5) Patients should be monitored in standardized reference laboratories according to international scales. 6) Laboratories within public reference centers can handle the entire testing demand in Brazil. Additional centers could be accredited through ABHH accreditation. 7) Adequate molecular monitoring may enable some patients to discontinue medication, thus self-financing molecular testing for all SUS patients. Conclusion: Finding a financing solution for molecular testing (BCR-ABL) is urgently needed to ensure the monitoring of CML patients within SUS. The savings generated by patients discontinuing medication when appropriately monitored could fund the test as recommended in the PCDT.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.