-
Dinâmica e estrutura de acordos inovadores: uma avaliação dos casos de oncologia e imunologia
- Voltar
Título
Dinâmica e estrutura de acordos inovadores: uma avaliação dos casos de oncologia e imunologia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Matsuno G, Duva A, Julian GS. Dinâmica e estrutura de acordos inovadores: uma avaliação dos casos de oncologia e imunologia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF054
Title
Dynamics and Structure of Innovative Agreements: An Evaluation of Oncology and Immunology Cases
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Matsuno G, Duva A, Julian GS. Dinâmica e estrutura de acordos inovadores: uma avaliação dos casos de oncologia e imunologia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF054
Resumo
Introdução: Em meio a um cenário econômico desafiador, os acordos inovadores (AI) vem ganhando espaço no mercado farmacêutico brasileiro ao prometer maior controle sobre o orçamento. Historicamente, é possível observar dinâmicas discrepantes nas duas áreas com maior número de acordos: Oncologia (n=153, 41%) e doenças autoimune (n=57, 15%). Objetivos: Caracterizar os acordos inovadores descritos na base da IQVIA quanto a sua natureza e estrutura em cada área terapêutica. Ademais, analisar se desfechos mensurados e custo dos medicamentos são barreiras para a utilização de AI em doenças autoimunes e oncologia. Métodos: Foi realizada uma revisão dos acordos registrados com fontes de informação públicas nas áreas terapêuticas citadas com registros entre 1994 e 2018. Tais AIs foram caracterizados quanto à sua indicação terapêutica e natureza de acordo. Em seguida, foram levantados os desfechos mensurados nos AIs, e os custos relacionados aos medicamentos foram calculados através de bases de auditoria IQVIA, nos canais institucional e varejo, entre jan/18 e dez/18, nos países de origem. Foram consideradas as 5 moléculas mais presentes na base de AI de cada área terapêutica. O custo de medicamento/dia de cada área terapêutica foi calculado através da média ponderada das vendas multiplicada pela dose diária definida e dividida pelo volume em kg. Resultados: Em doenças auto-imunes, golimumabe, interferon beta-1a, interferon beta-1b, tocilizumabe e ustekquinumabe foram os alvos mais comuns para AIs, enquanto em oncologia azacitidine, bevacizumabe, gefitinibe, pazopanibe e sunitinibe foram os mais comuns. Quanto a modelos de acordo, na oncologia, predominam AI baseados em valor (n=51, 33%) e em seguida AI financeiros (n=36, 24%), em doenças autoimune, predominam acordos financeiros tradicionais (n=23, 40%) e após aparecem AI baseados em valor (n=18, 32%). Quanto às indicações, para a oncologia prevalecem indicações não identificadas publicamente (8%), carcinoma avançado de células renais (8%) e câncer de mama (6%), em doenças autoimune, são mais prevalentes esclerose múltipla (33%) e artrite reumatoide (28%). Os desfechos mensurados encontrados, em oncologia, foram progressão da doença, resposta ao tratamento e adesão. Em doenças autoimune, os desfechos foram adesão do paciente, troca ou adição de medicamentos à terapia, aumento da dose, intervenções com esteroides, hospitalização, atendimentos de emergência evitados e Escala de Status de Incapacidade Expandida. Com relação ao custo por dia de tratamento, para oncologia o preço médio foi USD 164 e para doenças autoimune foi USD 54. Conclusão: As evidências levantadas indicam maiores obstáculos na aplicação de AI em doenças autoimune face à oncologia. Isso é apontado pela maior escassez de AI em doenças autoimune e quando realizados, geralmente, têm natureza mais simples. Tal fenômeno pode ser explicado pela maior complexidade dos desfechos mensurados dessas áreas terapêuticas e pelo menor custo de tratamento.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In a challenging economic landscape, innovative agreements (IAs) have gained prominence in the Brazilian pharmaceutical market by promising better budget control. Historically, distinct dynamics are observed in the two main therapeutic areas with the highest number of agreements: oncology (n=153, 41%) and autoimmune diseases (n=57, 15%). Objectives: This study aims to characterize the innovative agreements described in the IQVIA database regarding their nature and structure in each therapeutic area. Additionally, it seeks to analyze whether measured outcomes and medication costs pose barriers to the use of IAs in autoimmune diseases and oncology. Methods: A review of registered agreements was conducted using publicly available sources in the mentioned therapeutic areas, covering records from 1994 to 2018. Agreements were characterized based on therapeutic indication and agreement nature. Subsequently, measured outcomes in IAs were identified, and medication costs were calculated using IQVIA data from institutional and retail channels between January and December 2018 in their country of origin. The five most prevalent molecules in the IA database for each therapeutic area were considered. The medication cost per treatment day for each therapeutic area was calculated using a weighted average of sales, multiplied by the defined daily dose, and divided by volume in kilograms. Results: In autoimmune diseases, the most common targets for agreements were golimumab, interferon beta-1a, interferon beta-1b, tocilizumab, and ustekinumab. In oncology, the most frequent molecules included azacitidine, bevacizumab, gefitinib, pazopanib, and sunitinib. Regarding agreement models, value-based agreements predominated in oncology (33%), followed by financial agreements (24%), while traditional financial agreements predominated in autoimmune diseases (40%), followed by value-based agreements (32%). In terms of therapeutic indications, oncology agreements often involved unspecified indications (8%), advanced renal cell carcinoma (8%), and breast cancer (6%), whereas autoimmune diseases focused more on multiple sclerosis (33%) and rheumatoid arthritis (28%). Measured outcomes in agreements included disease progression, treatment response, adherence, medication changes or additions, dose increases, steroid interventions, hospitalizations, and avoided emergency visits. The average medication cost per treatment day was USD 164 for oncology and USD 54 for autoimmune diseases. Conclusion: The findings indicate greater challenges in implementing innovative agreements in autoimmune diseases compared to oncology. This disparity may stem from fewer and less complex agreements in autoimmune diseases, reflecting the complexity of measured outcomes in these therapeutic areas and the lower costs associated with treatments. These insights are crucial for understanding the dynamics of IA implementation in Brazil and can guide future policies to promote more efficient and comprehensive use of these agreements in the healthcare system.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.