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Erros de medicação na profilaxia da úlcera de estresse
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Título
Erros de medicação na profilaxia da úlcera de estresse
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Santos NJS, Lopes DS, Santana TDB, Mascarenhas AMS, Lemos GS. Erros de medicação na profilaxia da úlcera de estresse. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF055
Title
Medication Errors in Stress Ulcer Prophylaxis
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Santos NJS, Lopes DS, Santana TDB, Mascarenhas AMS, Lemos GS. Erros de medicação na profilaxia da úlcera de estresse. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF055
Resumo
Introdução: A úlcera de estresse (UE) é um dano à mucosa gástrica associada com eventos estressantes como ventilação mecânica (VM), sepse e traumas severos. A indicação da profilaxia farmacológica é feita para pacientes críticos com fatores de risco para a UE, porém podem ocorrer diversos Erros de Medicação (EM) relacionados aos antiulcerosos. Objetivo:Analisar os erros de medicação na profilaxia da UE. Métodos: Estudo descritivo, realizado em um hospital de ensino, em maio/junho de 2019. Foram analisados dados secundários de avaliações farmacêuticas de 350 prescrições de diversos setores do hospital, contendo os medicamentos: Omeprazol (20mg Cápsula e 40mg frasco-ampola) e Ranitidina (150mg Comprimido revestido e 25mg/ ml Ampola), sendo avaliadas posologia, via de administração e identificação de duplicidade terapêutica, de acordo com as indicações nas bulas dos medicamentos e no Micromedex®. Para o Omeprazol 20mg, foi considerado padrão o uso de 20mg/dia. Já para o Omeprazol 40mg, recomenda-se 1 frasco-ampola/dia, porém foram consideradas como corretas as prescrições do medicamento com posologia de 12/12 h para pacientes com Hemorragia Digestiva Alta (HDA). Para a Ranitidina Comprimido, foi adotado como correto o uso de 12/12 h e a administração por sonda (nasoenteral/nasogástrica) como EM, pela não recomendação de partição ou trituração. Quanto à Ranitidina Ampola, foi usada como parâmetro a posologia de 1 ampola a cada 6-8 horas para pacientes com função renal normal e 1 ampola 24/24 h para pacientes com Clearance de creatinina (ClCr)<50ml/min. Considerou-se Duplicidade Terapêutica, a presença de no mínimo 2 destes medicamentos na mesma prescrição, considerando o mecanismo de ação de ambos. Resultados: Dentre as 350 prescrições analisadas, foram encontrados 118 (33,7%) EM. Foram identificadas 29 prescrições de Ranitidina comprimido, sendo 8 (27,6%) consideradas como incorretas, destas, 5 (17,2%) apresentavam erro quanto à via de administração – uso através de sonda – e 3 (10,3%) quanto à posologia. Das 130 prescrições de Ranitidina ampola, foram identificados 71 (54,6%) EM, sendo todos referentes à posologia. Quanto ao uso de Omeprazol Cápsula, foram analisadas 35 prescrições, das quais 28 (80%) apresentaram erro de posologia. O medicamento Omeprazol ampola foi identificado em 150 prescrições, dentre as quais 11 (7,3%) delas a posologia prescrita foi o uso de 1 frasco-ampola 12/12 h, tendo justificativa em 6 delas, pois é o manejo recomendado em pacientes com suspeita de HDA, sendo assim, foram identificados 5 (3,3%) erros de posologia. Dentre todas as prescrições, em 6 (1,7%) delas foi identificada Duplicidade Terapêutica. O medicamento mais relacionado a EM foi a Ranitidina ampola, seguido de Omeprazol cápsula. Conclusão: Na Profilaxia da UE, ocorrem diversos EM, podendo torná-la inefetiva ou potencialmente perigosa. A existência de protocolos pode minimizar os erros nesta profilaxia.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Stress ulcer (SU) is a gastric mucosal damage associated with stressful events such as mechanical ventilation (MV), sepsis, and severe trauma. Pharmacological prophylaxis is recommended for critically ill patients with risk factors for SU; however, medication errors (ME) related to antiulcer agents can occur. Objective: To analyze medication errors in the prophylaxis of stress ulcers. Methods: This descriptive study was conducted at a teaching hospital in May/June 2019. Secondary data from pharmaceutical evaluations of 350 prescriptions across various hospital departments were analyzed. The medications included were Omeprazole (20mg Capsule and 40mg Vial) and Ranitidine (150mg Coated Tablet and 25mg/ml Ampule). The analysis focused on dosage, route of administration, and identification of therapeutic duplication based on indications in drug labels and Micromedex®. For Omeprazole 20mg, the standard dose considered was 20mg/day. For Omeprazole 40mg, 1 vial per day was recommended; however, prescriptions with a dosing interval of 12/12 hours for patients with Upper Gastrointestinal Bleeding (UGB) were considered correct. Ranitidine Coated Tablet was considered correct when dosed every 12 hours and administered via a feeding tube (nasogastric/nasoenteral), while administration by this route was considered an ME due to the non-recommended splitting or crushing. Ranitidine Ampule was considered correct when dosed every 6-8 hours for patients with normal renal function and every 24 hours for patients with Creatinine Clearance (ClCr) <50ml/min. Therapeutic duplication was defined as the presence of at least two of these medications in the same prescription, considering their mechanism of action. Results: Among the 350 prescriptions analyzed, 118 (33.7%) MEs were identified. Among 29 prescriptions of Ranitidine Coated Tablet, 8 (27.6%) were incorrect, with 5 (17.2%) errors related to administration via feeding tube and 3 (10.3%) related to dosage. Of the 130 prescriptions for Ranitidine Ampule, 71 (54.6%) had dosage errors. Regarding Omeprazole Capsule, 28 out of 35 prescriptions (80%) had dosage errors. For Omeprazole Vial, 11 out of 150 prescriptions (7.3%) had dosage errors, with 5 (3.3%) justified for suspected UGB management. Therapeutic duplication was identified in 6 (1.7%) prescriptions. Conclusion: Various medication errors occur in the prophylaxis of stress ulcers, potentially rendering it ineffective or dangerous. Implementation of protocols can minimize errors in this prophylactic regimen.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.