-
Assistência farmacêutica no SUS: desafios para um município do litoral sul pernambucano quanto a integralidade da assistência terapêutica
- Voltar
Título
Assistência farmacêutica no SUS: desafios para um município do litoral sul pernambucano quanto a integralidade da assistência terapêutica
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Bezerra MGS, Filho JJO, Silva RMF, Filho JGS, Silva JO, Santos JV, Leão IMS. Assistência farmacêutica no SUS: desafios para um município do litoral sul pernambucano quanto a integralidade da assistência terapêutica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF027
Title
Pharmaceutical Assistance in the SUS: Challenges for a Municipality on the Southern Coast of Pernambuco Regarding the Comprehensive Therapeutic Care
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Bezerra MGS, Filho JJO, Silva RMF, Filho JGS, Silva JO, Santos JV, Leão IMS. Assistência farmacêutica no SUS: desafios para um município do litoral sul pernambucano quanto a integralidade da assistência terapêutica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF027
Resumo
Introdução: O financiamento dos sistemas de saúde tem se tornado um grande desafio frente à crescente demanda por ações e serviços de saúde. O acesso a medicamentos e insumos no âmbito da atenção básica ainda é um problema, apesar das diversas políticas para sua oferta gratuita. A Assistência Farmacêutica (AF) vem sendo implementada de forma articulada entre os gestores do SUS, sendo a responsabilidade pelo seu financiamento das três esferas de gestão do SUS (federal, estadual, municipal) conforme Portaria 1.555/2013. Com isso, a organização da Assistência Farmacêutica, com base nos princípios e diretrizes do SUS, tornou-se imperativa, apontando para a necessidade de reforçar as responsabilidades interfederativas no financiamento da AF. Haja vista, os recursos financeiros destinados ao componente básico da AF são insuficientes para atender às necessidades da população. OBJETIVO: Expor os desafios da assistência farmacêutica no SUS de um município do litoral sul pernambucano quanto à garantia da integralidade da assistência terapêutica. Metodologia: O estudo foi realizado por levantamento bibliográfico em artigos e revistas científicas, através de busca em bases de dados virtuais em saúde, como LILACS e SCIELO. Também utilizou dados secundários do Sistema de Informação da Secretaria Municipal de saúde. Resultados: Os Resultados: demonstram que a aplicação do mínimo pactuado para o financiamento da AF não está sendo realizada na totalidade pelo ente estadual. Logo, a aplicação da contrapartida estadual em desacordo com a pactuação pode impactar no acesso a medicamentos pela população atendida. Assim, evidencia-se que um dos fatores que dificultam a efetivação das ações sistemáticas da assistência farmacêutica é a falta do repasse da contrapartida pela Secretaria Estadual de Saúde. Em se tratando do repasse efetuado pelo ente estadual no exercício de 2017 correspondeu apenas R$ 41.912,50 1111, levando-se em consideração o IBGE 2016 o valor a ser repassado deveria ser de R$ 219.397,40 conforme IBGE índice 2016. O que chama atenção é que até o primeiro semestre de 2018, ainda não foi repassado o valor da contrapartida para o ano corrente. Por outro lado, no exercício de 2017, o percentual de gastos com medicamentos do componente básico da AF por parte do município correspondeu a R$ 835.370,36, um investimento de 380,75% acima do que preconiza a Portaria. Conclusão: Neste estudo, registra-se por parte do município em estudo, um aumento dos recursos próprios destinados às ações e serviços públicos de saúde e aumento dos gastos per capita com medicamentos nos últimos anos para cobrir necessidades e demandas da população. Com isso, o município passou a executar diretamente a maior parcela do seu orçamento para a aquisição desses produtos trazendo prejuízos e transtornos para o sistema de saúde e para a população assistida.
Palavras-chave
Assistência farmacêutica | Componente básico da assistência farmacêutica | Financiamento da Assistência farmacêutica
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Financing healthcare systems has become a major challenge in the face of increasing demand for health actions and services. Access to medicines and supplies in primary care remains problematic despite various policies aimed at providing them free of charge. Pharmaceutical Assistance (PA) has been implemented in a coordinated manner among managers of the Unified Health System (SUS), with financing responsibility shared among the three levels of SUS management (federal, state, and municipal) according to Ordinance 1,555/2013. As a result, organizing Pharmaceutical Assistance based on SUS principles and guidelines has become imperative, pointing to the need to reinforce intergovernmental responsibilities in PA financing. However, financial resources allocated to the basic component of PA are insufficient to meet the population's needs. Objective: To expose the challenges of pharmaceutical assistance in the SUS of a municipality in the southern coast of Pernambuco regarding the guarantee of comprehensive therapeutic assistance. Methodology: The study was conducted through a bibliographic survey of articles and scientific journals, using virtual health databases such as LILACS and SCIELO. Secondary data from the Municipal Health Secretariat Information System were also utilized. Results: The results demonstrate that the minimum agreed upon for PA financing is not being fully implemented by the state entity. Therefore, the state's non-compliance with its agreed counterpart funding can impact access to medicines for the population served. It is evident that one of the factors hindering the implementation of systematic PA actions is the lack of counterpart funds transfer by the State Health Department. In 2017, for instance, the amount transferred by the state entity amounted to only R$ 41,912.50, while according to the 2016 IBGE index, the amount to be transferred should have been R$ 219,397.40. It is noteworthy that by the first semester of 2018, the counterpart amount for the current year had still not been transferred. On the other hand, in 2017, the municipality's spending percentage on basic PA medicines amounted to R$ 835,370.36, an investment 380.75% above what is recommended by the Ordinance. Conclusion: This study registers an increase in the municipality's own resources allocated to public health actions and services, as well as an increase in per capita spending on medicines in recent years to meet the needs and demands of the population. Consequently, the municipality has been directly executing the majority of its budget to acquire these products, causing losses and disruptions to the healthcare system and the population served.
Keywords
Basic component of pharmaceutical care | Financing of pharmaceutical care | Pharmaceutical care
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.