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Avaliação econômica dos recursos investidos pelo município do Jaboatão dos Guararapes/PE, frente às demandas judiciais de medicamentos
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Título
Avaliação econômica dos recursos investidos pelo município do Jaboatão dos Guararapes/PE, frente às demandas judiciais de medicamentos
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Silva FB, Arruda SEDA, Silva TF, Serafim LEA. Avaliação econômica dos recursos investidos pelo município do Jaboatão dos Guararapes/PE, frente às demandas judiciais de medicamentos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identificador
2016JAFF043
Title
Economic Evaluation of Municipal Resources Invested by Jaboatão dos Guararapes/PE, Regarding Judicial Demands for Medications
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Silva FB, Arruda SEDA, Silva TF, Serafim LEA. Avaliação econômica dos recursos investidos pelo município do Jaboatão dos Guararapes/PE, frente às demandas judiciais de medicamentos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identifier
2016JAFF043
Resumo
A Assistência farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e seu uso racional (BRASIL, 2004), no Sistema Único de Saúde (SUS) engloba diversas atividades, tais como: seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição, controle da qualidade e utilização de medicamentos (BRASIL, 2001), demandando desafios importantes com foco no acesso da população aos medicamentos – tanto os essenciais como os excepcionais – em especial para aquela camada menos favorecida da sociedade (TAVARES et al., 2010). No município de Jaboatão dos Guararapes/PE, há um setor específico da Coordenação da Assistência Farmacêutica responde pelas demandas especiais na área de medicamentos, sendo direcionadas a esse setor as solicitações de medicamentos não padronizados no município, inclusive oriundas de demandas judiciais. A judicialização a princípio seria a última alternativa para obtenção de medicamento ou tratamento negado pelo SUS, quer seja por falta de previsão na Relação Nacional de Medicamentos (RENAME), ou por questões orçamentárias (SILVA, 2013). Com o intuito de avaliar o custo dos produtos atendidos por demandas judiciais, categorização dos produtos atendidos, e verificar as competências do atendimento, realizou-se estudo retrospectivo descritivo, no período de 01 de janeiro a 30 de abril de 2016, através da análise de dados secundários, obtidos dos comprovantes de fornecimento dos produtos, emitidos pelo Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica - HÓRUS, e disposto em planilha de excel®. Dos resultados obtidos 90% dos produtos entregues por determinação judicial 94,4% são medicamentos (17 medicamentos com custo total R$ 7.956,73), 5,6% são produtos de higiene pessoal (1 produto com custo total R$ 531,00), o produto de higiene tratam-se de fraldas, já os medicamentos, sete deles são disponibilizados, mediante protocolos e documentos pré-determinados, pela farmácia do estado de Pernambuco e um disponibilizado em hospitais de referência no Estado de PE, os oito medicamentos, cuja a competência do fornecimento seria do Estado, custaram ao município RS 4.190,65. Desta forma, observa-se que o município, por força judicial, acabou por financiar, com recursos próprios, medicamentos que deveriam ser financiados por outro ente da administração pública e dispensados pelo Estado de PE à população, privando-se, o município de otimizar seus recursos em outros itens de impacto epidemiológico importante para a sua população. O direito a saúde é legítimo e dever do Estado, isto é inquestionável, porém se faz necessária uma maior integração entre o aporte jurídico e equipe farmacêutica dotada de conhecimento técnico e esclarecedores sobre as competências dos financiamentos dos medicamentos, de maneira que cada ente da administração pública assuma o seu papel.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Pharmaceutical Care encompasses actions aimed at promoting, protecting, and restoring health, both individually and collectively, with medicines as essential inputs, aiming for access and their rational use (BRASIL, 2004). Within Brazil's Unified Health System (SUS), it includes various activities such as selection, programming, acquisition, storage, distribution, quality control, and medication use (BRASIL, 2001). This poses significant challenges, especially regarding access to medications—both essential and exceptional—particularly for the less privileged segments of society (TAVARES et al., 2010). In Jaboatão dos Guararapes/PE, there is a specific sector within the Pharmaceutical Assistance Coordination that handles special demands for medications, including those originating from judicial orders. Judicialization typically serves as a last resort to obtain medications or treatments denied by SUS, either due to their absence from the National List of Essential Medicines (RENAME) or budgetary constraints (SILVA, 2013). To evaluate the cost of products fulfilled through judicial demands, categorize the supplied products, and assess service competencies, a retrospective descriptive study was conducted from January 1st to April 30th, 2016. Secondary data were analyzed from supply receipts issued by the National Pharmaceutical Assistance Management System - HÓRUS, organized in Excel® spreadsheets. Results indicated that 90% of products supplied by court order consisted of medications (94.4% were medications totaling R$ 7,956.73), and 5.6% were personal hygiene products (1 product totaling R$ 531.00)—specifically, diapers. Among the medications, seven were normally provided by the state pharmacy of Pernambuco under predefined protocols and documents, while one was supplied by reference hospitals in the state, costing the municipality R$ 4,190.65. It is evident that due to judicial orders, the municipality financed medications that should have been covered by another public entity and dispensed by the state of Pernambuco to the population. This situation deprived the municipality of optimizing its resources for other epidemiologically impactful items for its population. While the right to health is unquestionably legitimate and the duty of the state, there is a pressing need for better integration between legal aspects and a pharmaceutical team equipped with technical knowledge to clarify the financing competencies of medications. This would ensure each level of government assumes its respective responsibilities effectively.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.