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Avaliação do acesso a medicamentos pelos pacientes atendidos em um hospital público de alta complexidade
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Título
Avaliação do acesso a medicamentos pelos pacientes atendidos em um hospital público de alta complexidade
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Ribeiro VF, Costa JFO, Brasiliano RCC. Avaliação do acesso a medicamentos pelos pacientes atendidos em um hospital público de alta complexidade. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identificador
2016JAFF025
Title
Evaluation of Medication Access for Patients Treated at a High-Complexity Public Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Ribeiro VF, Costa JFO, Brasiliano RCC. Avaliação do acesso a medicamentos pelos pacientes atendidos em um hospital público de alta complexidade. J Assist Farmac Farmacoecon. 2016;1(Suppl 1).
Identifier
2016JAFF025
Resumo
Introdução: A compra direta de medicamentos pelos indivíduos representa uma das principais formas de acesso aos mesmos. A falta de medicamentos compromete a imagem dos serviços, podendo ocasionar em internações desnecessárias, o que acarreta uma sobrecarga nos serviços de alta complexidade, ou até mesmo no óbito do paciente. Situação mais preocupante está relacionada a pacientes portadores de doenças crônicas que necessitam de medicamentos de uso contínuo, muitas vezes com o tratamento perdurando por toda a vida do indivíduo. Objetivo: Avaliar o acesso a medicamentos por pacientes atendidos em Hospital público de alta complexidade de Salvador-Bahia. Métodos: A coleta dos dados foi realizada no ambulatório de cardiologia de um hospital público de Salvador/Bahia, antes da consulta. Foi aplicado um questionário por dois investigadores. A população alvo disponível foram os pacientes com doenças cardiovasculares em consulta ambulatorial em uso contínuo de medicamentos com idade superior a 18 anos. Realizou-se uma amostra por conveniência de pacientes atendidos no ambulatório, utilizando-se da agenda de marcação de consultas do dia, no período de dezembro de 2012 a janeiro de 2013. Resultados: Dos sessenta pacientes entrevistados, em relação aos dados gerais, trinta e sete pessoas foram do gênero feminino (62%) e 23 do gênero masculino (38%), sendo 33 adultos (55%) e vinte e sete idosos (45%). Em relação a renda, 43% recebem apenas um salário mínimo mensal. Em relação ao local de aquisição dos medicamentos, 55% (33 pacientes) adquiriram em Rede Pública e Farmácia Comercial. Dos pacientes que adquiriram os medicamentos em Rede pública/posto de saúde, 79% (30 pacientes) foram por motivo de condições financeiras, e desses pacientes, 27% (12 pacientes) afirmaram que não optaria por comprar medicamentos na farmácia comercial pelos mesmos serem entregues gratuitos na Rede pública. Dos pacientes que compram na farmácia comercial, 43% (23 pacientes) afirmaram não adquirir medicamentos na rede pública em função da falta de medicamento na unidade. Em relação ao medicamento não ser distribuído na rede pública, 56% dos pacientes (14) disseram que questionaram o médico a possibilidade de prescrever um medicamento que fosse distribuído gratuitamente pela rede pública, no entanto, o mesmo afirmou não haver substituto. Conclusão: O presente estudo alcançou o seu principal objetivo, no qual foi possível verificar que a escolha pelos pacientes para aquisição dos medicamentos em dois estabelecimentos, tanto em Rede Pública como em Farmácia Comercial, mostra que a falta de medicamentos na Rede Pública, associada com a baixa condição financeira da maioria dos pacientes, acaba dificultando no acesso aos medicamentos. Além disso, ao afirmarem que nunca deixaram de utilizar os medicamentos por não ter dinheiro para comprá-los, apesar da falta de condições, enfatiza o dever do governo em fornecer os medicamentos gratuitamente aos cidadãos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Direct purchase of medications by individuals represents one of the primary means of access to these products. The lack of medications can compromise healthcare services, leading to unnecessary hospitalizations and even patient mortality. This issue is particularly critical for patients with chronic diseases who require continuous medication, often for their entire lives. Objective: To assess medication access among patients treated at a high-complexity public hospital in Salvador, Bahia. Methods: Data collection took place in the cardiology outpatient clinic of a public hospital in Salvador, Bahia, prior to consultations. A questionnaire was administered by two investigators. The target population consisted of patients with cardiovascular diseases attending outpatient appointments and requiring continuous medication use, aged over 18 years. Convenience sampling was conducted using the appointment scheduling records from December 2012 to January 2013. Results: Of the sixty patients surveyed, regarding demographic data, thirty-seven were female (62%) and twenty-three were male (38%), with 33 adults (55%) and twenty-seven elderly individuals (45%). In terms of income, 43% received only one minimum wage per month. Regarding the medication acquisition location, 55% (33 patients) obtained their medications from the public health system or commercial pharmacies. Among patients acquiring medications from the public health system, 79% (30 patients) cited financial reasons, with 27% (12 patients) stating they would not purchase medications from commercial pharmacies because they received them free of charge from the public system. Of those purchasing from commercial pharmacies, 43% (23 patients) indicated they did not obtain medications from the public system due to stock-outs. Regarding medications not being distributed in the public health system, 56% of patients (14) reported discussing with their doctor the possibility of prescribing a medication available free of charge from the public system, but were informed there was no substitute available. Conclusion: This study achieved its primary objective by demonstrating that patients choose between acquiring medications from the public health system and commercial pharmacies. It highlighted that medication shortages in the public system, coupled with the low financial means of many patients, hinder access to essential medications. Moreover, patients emphasized their reliance on government provision of free medications, even when financial constraints were significant.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.