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PE-076 Proposta de modelo econométrico para rateio interfederativo dos custos com a judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde
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Título
PE-076 Proposta de modelo econométrico para rateio interfederativo dos custos com a judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo científico publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Nascimento HF, Cavalcanti ITN, Oliveira GLA, Sousa AG, Pereira ACES, Ferreira LEMS, Pedreira MM, Aragão ES. PE-076 Proposta de modelo econométrico para rateio interfederativo dos custos com a judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identificador
2025JAFF090
Title
PE-076 Proposal for an econometric model for the interfederative apportionment of costs with judicialization for access to medicines not incorporated into the Unified Health System
Document type
Article
Description
Scientific article published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Nascimento HF, Cavalcanti ITN, Oliveira GLA, Sousa AG, Pereira ACES, Ferreira LEMS, Pedreira MM, Aragão ES. PE-076 Proposta de modelo econométrico para rateio interfederativo dos custos com a judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identifier
2025JAFF090
Resumo
Introdução: A crescente judicialização para acesso a medicamentos no Brasil tem sido objeto de amplo debate por parte da justiça, entes federados e sociedade. As discussões no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Grupo de Trabalho (GT) do Ministério da Saúde (MS) (Portaria GM/MS nº 1.131, de 15 de agosto de 2023¹) visam estabelecer mecanismos para o ressarcimento intergovernamental dos custos decorrentes do cumprimento de determinações judiciais que envolvem medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Estimar o modelo econométrico para rateio dos custos com a judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao SUS entre os entes federados do Brasil. Material e Método: A análise partiu do método desenvolvido pelo Tesouro Nacional para avaliação da situação fiscal dos entes subnacionais, denominado Capacidade de Pagamento² (CAPAG). O método econométrico empregado foi a regressão logística ordinal multivariada, usando a CAPAG por ente federado como variável dependente categorizada em alta, média, baixa e muito baixa. As variáveis independentes pré-selecionadas foram: Produto Interno Bruto (PIB), PIB per capita, população, Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Foram utilizados os dados de 2022 obtidos de fontes oficiais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística³ (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada4 (IPEA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento5 (PNUD) e Tesouro Nacional Transparente (TNT). Para selecionar o modelo mais adequado foram utilizados o método stepwise e o software R. Resultados: Os testes estatísticos aplicados ao conjunto das variáveis independentes mostraram que algumas variáveis do modelo (PIB, PIB per capita, IVS, IDH e população) apresentaram multicolinearidade evidenciada pelo Fator de Inflação da Variância (VIF) e pelas medidas de tolerância. Além disto, essas variáveis não apresentaram significância estatística e não aumentaram o poder de explicação da variável CAPAG, conforme análise do Nagelkerke’s Pseudo-R². O melhor ajuste do modelo foi obtido com as variáveis endividamento, poupança corrente e liquidez relativa, que foram validadas pela ausência de multicolinearidade, baixos valores de VIF (≈1,000), altos valores de tolerância (acima de 0,9), significância estatística (p ≤ 0,05) e poder de explicação adequado (Nagelkerke’s Pseudo-R²= 0,783). Conclusões: O modelo econométrico com as três variáveis explicativas da CAPAG (endividamento, poupança corrente e liquidez relativa) mostrou-se apropriado para o rateio linear do montante dos custos coma judicialização para acesso a medicamentos não incorporados ao SUS entre os entes federados, podendo ser empregado noplanejamento de políticas públicas.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The increasing judicialization of access to medicines in Brazil has been the subject of extensive debate by the justice system, federated entities, and society. The discussions within the scope of the Supreme Federal Court (STF) and the Working Group (GT) of the Ministry of Health (MS) (Ordinance GM/MS No. 1,131, of August 15, 2023¹) aim to establish mechanisms for the intergovernmental reimbursement of costs arising from compliance with judicial determinations involving medicines not incorporated into the Unified Health System (SUS). Objective: To estimate the econometric model for apportioning the costs of judicialization for access to medicines not incorporated into the SUS among the federated entities of Brazil. Material and Method: The analysis was based on the method developed by the National Treasury to assess the fiscal situation of subnational entities, called Capacity to Pay² (CAPAG). The econometric method used was multivariate ordinal logistic regression, using CAPAG per federated entity as a dependent variable categorized as high, medium, low, and very low. The pre-selected independent variables were: Gross Domestic Product (GDP), GDP per capita, population, Social Vulnerability Index (SVI), Human Development Index (HDI), indebtedness, current savings, and relative liquidity. Data from 2022 obtained from official sources such as the Brazilian Institute of Geography and Statistics³ (IBGE), Institute of Applied Economic Research4 (IPEA), United Nations Development Program5 (UNDP), and Transparent National Treasury (TNT) were used. The stepwise method and R software were used to select the most appropriate model. Results: The statistical tests applied to the set of independent variables showed that some variables in the model (GDP, GDP per capita, SVI, HDI, and population) presented multicollinearity evidenced by the Variance Inflation Factor (VIF) and tolerance measures. Furthermore, these variables did not present statistical significance and did not increase the explanatory power of the CAPAG variable, according to the Nagelkerke's Pseudo-R² analysis. The best fit of the model was obtained with the variables debt, current savings and relative liquidity, which were validated by the absence of multicollinearity, low VIF values (≈1.000), high tolerance values (above 0.9), statistical significance (p ≤ 0.05) and adequate explanatory power (Nagelkerke's Pseudo-R² = 0.783). Conclusions: The econometric model with the three explanatory variables of CAPAG (debt, current savings and relative liquidity) proved to be appropriate for the linear apportionment of the amount of costs with judicialization for access to medicines not incorporated into the SUS among the federated entities, and can be used in the planning of public policies.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.