-
PE-072 Panorama da Política de Assistência Oncológica na perspectiva da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro: um olhar sobre o carcinoma de rim
- Voltar
Título
PE-072 Panorama da Política de Assistência Oncológica na perspectiva da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro: um olhar sobre o carcinoma de rim
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo científico publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Cedro R, El-Adji S, Lima NC. PE-072 Panorama da Política de Assistência Oncológica na perspectiva da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro: um olhar sobre o carcinoma de rim. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identificador
2025JAFF086
Title
PE-072 Overview of Oncology Care Policy from the perspective of the Rio de Janeiro State Health Department: a look at kidney carcinoma
Document type
Article
Description
Scientific article published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Cedro R, El-Adji S, Lima NC. PE-072 Panorama da Política de Assistência Oncológica na perspectiva da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro: um olhar sobre o carcinoma de rim. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identifier
2025JAFF086
Resumo
Introdução: No mundo, o câncer está entre as quatro principais causas de morte na maioria dos países. A incidência e a mortalidade crescem a cada ano associado a maior exposição a fatores de risco1. Em paralelo, novas tecnologias em saúde mais sofisticadas e de maior custo vêm sendo ofertadas e requeridas. O acesso dos pacientes oncológicos à farmacoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente, acontece de forma integral e integrada nas Unidades e Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon e Cacon), sendo estes os responsáveis pela seleção, padronização e aquisição dos medicamentos demandados2. O ressarcimento financeiro desses medicamentos é feito por meio de Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC), cujo valor, por vezes, é discrepante quando comparado aos de mercado2. Esse fato tem contribuído para o aumento das demandas judiciais em face dos antineoplásicos3. Há também de se colocar a participação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) que tem avaliado a inclusão de medicamentos oncológicos, embora, independente do parecer favorável ou não à incorporação, a decisão de uso continua sendo dos Unacons e Cacons4. Todo esse contexto tem impactado na judicialização em oncologia, onerando os entes públicos. Objetivo: Discutir o acesso a medicamentos oncológicos, a partir das demandas judiciais para o tratamento de câncer renal, na perspectiva da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ). Material e Método: partir de avaliações na Comissão Multidisciplinar formada no âmbito da SES/RJ, foi selecionado o estudo do carcinoma de rim, para o qual são indicados na Diretriz Diagnóstica e Terapêutica do Ministério da Saúde os medicamentos sunitinibe e pazopanibe. Focou-se na identificação de demandas judiciais pelo pazopanibe 400 mg, com processo de aquisição finalizado no ano de 2019. No levantamento foi utilizado o Sistema Eletrônico de Informações-SEI, responsável pelo controle de processos, de modo a verificar o número de pacientes atendidos e os valores executados na compra para garantir o tratamento. Resultados: Em 2019, foram identificados 06 pacientes atendidos pelo setor de mandados judiciais para o tratamento com pazopanibe 400 mg, totalizando um gasto de R$351.907,20. Além dessas expensas, hátambém bloqueio de contas que não estão computadas neste valor. Percebe-se que já há gastos, por parte do estado, com osoncológicos. Conclusões: Entende-se que viabilizar o acesso aos antineoplásicos por via administrativa seria uma estratégia de melhor utilização do recurso público, já que, condições mais justas de preço podem ser negociadas. Além disso, o cumprimento de critérios de inclusão definidos garante a equidade e a segurança do paciente, fazendo o uso correto do medicamento. Nesta toada, discute-se a possibilidade de elaboração de um protocolo estadual como ferramenta de acesso, o que está acontecendo no âmbito da Comissão formada.
Palavras-chave
Assistência farmacêutica | Assistência oncológica | Judicialização em saúde
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Cancer is among the four leading causes of death in most countries worldwide. Incidence and mortality rates increase each year, associated with increased exposure to risk factors. At the same time, new, more sophisticated and costly health technologies have been offered and required. Cancer patients currently have comprehensive and integrated access to pharmacotherapy in the Unified Health System (SUS) at the High Complexity Oncology Care Units and Centers (Unacon and Cacon), which are responsible for selecting, standardizing, and purchasing the medications required. Financial reimbursement for these medications is made through Outpatient Procedure Authorization (APAC), the value of which is sometimes different from market prices. This fact has contributed to the increase in lawsuits against antineoplastic drugs. The National Commission for the Incorporation of Technologies (Conitec) must also be considered, as it has been evaluating the inclusion of oncological drugs, although, regardless of whether the opinion is favorable or not to the incorporation, the decision on their use remains with the Unacons and Cacons4. This entire context has impacted the judicialization of oncology, burdening public entities. Objective: To discuss access to oncological drugs, based on legal demands for the treatment of kidney cancer, from the perspective of the Rio de Janeiro State Health Department (SES/RJ). Material and Method: Based on evaluations by the Multidisciplinary Commission formed within the scope of SES/RJ, the study of kidney carcinoma was selected, for which the drugs sunitinib and pazopanib are indicated in the Diagnostic and Therapeutic Guideline of the Ministry of Health. The focus was on identifying lawsuits for pazopanib 400 mg, with the acquisition process completed in 2019. The survey used the Electronic Information System (SEI), responsible for process control, to verify the number of patients treated and the amounts spent on the purchase to guarantee treatment. Results: In 2019, 06 patients were identified who were treated by the court orders sector for treatment with pazopanib 400 mg, totaling an expense of R$351,907.20. In addition to these expenses, there are also accounts blocked that are not included in this amount. It is clear that there are already expenses, by the state, with oncology. Conclusions: It is understood that enabling access to antineoplastic drugs through administrative means would be a strategy for better use of public resources, since fairer price conditions can be negotiated. In addition, compliance with defined inclusion criteria ensures equity and patient safety, ensuring correct use of the medication. In this vein, the possibility of creating a state protocol as an access tool is being discussed, which is happening within the scope of the Commission that was formed.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.