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Impacto econômico das intervenções farmacêuticas hospitalares em pacientes polimedicados: contribuições para a atenção primária à saúde
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Título
Impacto econômico das intervenções farmacêuticas hospitalares em pacientes polimedicados: contribuições para a atenção primária à saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Silva MMM, Silva AJFM, Barros EMS, Machado MRO, Messias BMS, Silva CF, et al. Impacto econômico das intervenções farmacêuticas hospitalares em pacientes polimedicados: contribuições para a atenção primária à saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF188
Title
Economic impact of hospital pharmaceutical interventions in polymedicated patients: contributions to primary health care
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF188
Resumo
Introdução: A atuação do farmacêutico no ambiente hospitalar é essencial, sobretudo em pacientes polimedicados (aqueles que utilizam cinco ou mais medicamentos), pois estes apresentam maior risco de interações e complicações durante a terapia medicamentosa3. Cabe ao profissional analisar cuidadosamente as prescrições, verificar a adequação dos tratamentos e intervir diante de duplicidades, doses incorretas ou uso inadequado de fármacos, antes da dispensação ao paciente2. Estudos demonstram que a inserção desse profissional contribui para a desprescrição de medicamentos desnecessários, com impacto positivo na redução de custos e no aumento da efetividade clínica5. Com o avanço da farmacoeconomia, tornouse possível alinhar a racionalização de recursos financeiros à manutenção da qualidade assistencial, sobretudo na atenção primária à saúde (APS), sem comprometer a efetividade terapêutica14. Esse campo busca avaliar custo, efetividade e segurança das terapias, fornecendo subsídios para decisões clínicas e prevenindo problemas relacionados a medicamentos (PRM). Assim, a presença do farmacêutico fortalece a gestão racional de recursos, trazendo benefícios econômicos e clínicos tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde14. Objetivo: Analisar os impactos econômicos das intervenções farmacêuticas hospitalares na redução de custos em pacientes polimedicados, destacando sua contribuição para o cuidado e para a integração com a APS. Métodos: Tratase de uma revisão integrativa da literatura. Foram consultados 13 artigos, dos quais 5 atenderam aos critérios de inclusão: publicações entre 2020 e 2025, disponíveis nas bases SciELO e PubMed. Os descritores utilizados foram: Pharmacoeconomics, Hospital Pharmacy, Polypharmacy, “Uso de medicamentos” e “Efetividade”, aplicados de forma conjunta e/ou isolada. Resultado e Conclusão: Um estudo na Irlanda evidenciou que a atuação do farmacêutico hospitalar impacta na desprescrição, com média de 12 intervenções por paciente1. Essas ações reduziram o número de medicamentos, custos terapêuticos e aumentaram a efetividade e segurança do tratamento. Além disso, a desprescrição preveniu PRMs, como interações adversas e duplicidades, favorecendo adesão e continuidade do cuidado24. Os achados reforçam que a inclusão do farmacêutico no cuidado hospitalar e na transição para a APS otimiza recursos financeiros e melhora desfechos clínicos35. Evidências apontam que intervenções estruturadas reduzem riscos da polimedicação, aumentam a segurança e trazem benefícios econômicos ao sistema de saúde. Esses resultados corroboram estudos nacionais e internacionais que destacam o papel estratégico do farmacêutico na promoção de um cuidado mais seguro, eficiente e custoefetivo15. A inserção do farmacêutico, sobretudo na APS, mostrouse efetiva para identificar e reduzir PRMs, promover segurança, maior efetividade terapêutica e diminuir custos. Contudo, ainda são necessários estudos adicionais para confirmar de forma consistente os benefícios econômicos.
Palavras-chave
Farmácia hospitalar | Farmacoeconomia | Polifarmácia | Segurança do paciente
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The role of pharmacists in the hospital setting is essential, particularly for polymedicated patients (those using five or more medications), as they are at greater risk of interactions and complications during drug therapy3. It is the professional's responsibility to carefully analyze prescriptions, verify the appropriateness of treatments, and intervene in cases of duplications, incorrect doses, or inappropriate drug use before dispensing the medication to the patient2. Studies demonstrate that the integration of pharmacists contributes to the deprescribing of unnecessary medications, with a positive impact on cost reduction and increased clinical effectiveness5. With the advancement of pharmacoeconomics, it has become possible to align the rationalization of financial resources with the maintenance of quality of care, particularly in primary health care (PHC), without compromising therapeutic effectiveness14. This field seeks to assess the cost, effectiveness, and safety of therapies, providing support for clinical decisions and preventing drugrelated problems (DRPs). Thus, the presence of pharmacists strengthens the rational management of resources, providing economic and clinical benefits to both patients and the healthcare system14. Objective: To analyze the economic impacts of hospital pharmaceutical interventions on cost reduction in polymedicated patients, highlighting their contribution to care and integration with PHC. Methods: This was an integrative literature review. Thirteen articles were consulted, of which five met the inclusion criteria: publications from 2020 to 2025, available in the SciELO and PubMed databases. The descriptors used were: Pharmacoeconomics, Hospital Pharmacy, Polypharmacy, “Medication Use,” and “Effectiveness,” applied jointly and/or separately. Results and Conclusion: A study conducted in Ireland showed that the role of hospital pharmacists has an impact on deprescribing, with an average of 12 interventions per patient1. These actions reduced the number of medications and therapeutic costs and increased treatment effectiveness and safety. In addition, deprescribing prevented DRPs, such as adverse interactions and duplications, favoring adherence and continuity of care24. The findings reinforce that the inclusion of pharmacists in hospital care and during the transition to PHC optimizes financial resources and improves clinical outcomes35. Evidence indicates that structured interventions reduce the risks of polypharmacy, increase safety, and provide economic benefits to the healthcare system. These results corroborate national and international studies highlighting the strategic role of pharmacists in promoting safer, more efficient, and costeffective care15. The inclusion of pharmacists, particularly in PHC, proved effective in identifying and reducing DRPs, promoting safety, greater therapeutic effectiveness, and reducing costs. However, additional studies are still needed to consistently confirm the economic benefits.
Keywords
Hospital pharmacy | Patient safety | Pharmacoeconomics | Polypharmacy
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.