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Atuação do farmacêutico clínico no manejo da dor oncológica: experiência em seguimento farmacoterapêutico
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Título
Atuação do farmacêutico clínico no manejo da dor oncológica: experiência em seguimento farmacoterapêutico
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Xavier ALM, Walker CIB, Vasconcelos AMA, Luz ACS, Figueredo DNMM, Gonçalves MGL. Atuação do farmacêutico clínico no manejo da dor oncológica: experiência em seguimento farmacoterapêutico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF178
Title
Role of the Clinical Pharmacist in the Management of Cancer Pain: Experience in Pharmacotherapeutic Follow-Up
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF178
Resumo
Introdução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, influenciada por múltiplos fatores biológicos, psicológicos e sociais, mesmo na ausência de lesão tecidual identificável. No contexto oncológico, especialmente em estágios avançados, tratase de um sintoma prevalente e complexo, frequentemente subtratado, apesar da ampla gama de recursos terapêuticos disponíveis. A atuação do farmacêutico clínico tem se consolidado como estratégica, promovendo intervenções seguras, eficazes e centradas no paciente. Objetivo: Relatar a experiência da atuação de uma residente farmacêutica no acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes oncológicos hospitalizados com dor, destacando intervenções clínicas e seus impactos no cuidado. Descrição do relato: Entre abril e setembro de 2024, uma residente do LabFarClin atuou na clínica oncológica de um hospital universitário em MaceióAL. As atividades incluíram visitas clínicas, análise de prescrições, avaliação da dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA), discussões de casos e orientações farmacoterapêuticas a pacientes e familiares. Foram acompanhados 40 pacientes hospitalizados com dor oncológica, sendo 72,5% em cuidados paliativos. As neoplasias mais prevalentes foram pulmão, colorretal, mama, próstata, cabeça, pescoço e sarcomas. A maioria apresentou dor moderada a intensa (EVA 7–10). Identificaramse problemas recorrentes como: uso inadequado de analgésicos, ausência de laxativos em prescrições com opioides e falta de adjuvantes para dor neuropática. A residente propôs intervenções clínicas baseadas em diretrizes atualizadas, incluindo ajuste de opioides, inclusão de laxativos e introdução de adjuvantes. As sugestões foram acolhidas pela equipe multiprofissional, embora tenha havido resistência de alguns pacientes e familiares ao uso de opioides, o que exigiu ações educativas empáticas e individualizadas, com foco no esclarecimento de dúvidas e desconstrução de mitos. Apesar dos avanços obtidos, a experiência também evidenciou limitações institucionais, como a inexistência de protocolo específico para o manejo da dor, a sobrecarga da equipe e o tempo restrito para educação em saúde. Diante disso, recomendouse a criação de um protocolo institucional e a implementação de um programa de educação permanente, visando qualificar a assistência e fortalecer a atuação interdisciplinar. Conclusão: A inserção da farmacêutica clínica no cuidado oncológico contribuiu para o manejo seguro e eficaz da dor, promovendo o alívio do sofrimento e melhora da qualidade de vida. A escuta ativa, o acolhimento e as intervenções clínicas reforçam a importância do reconhecimento institucional da prática farmacêutica como parte essencial do cuidado humanizado e integral ao paciente com câncer
Palavras-chave
Cuidados paliativos | Dor oncológica | Farmacêutico clínico | Farmácia hospitalar
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Pain is an unpleasant sensory and emotional experience influenced by multiple biological, psychological, and social factors, even in the absence of identifiable tissue injury. In the oncology context, especially in advanced stages, it is a prevalent and complex symptom that is frequently undertreated despite the wide range of available therapeutic resources. The role of the clinical pharmacist has become increasingly strategic, promoting safe, effective, and patientcentered interventions. Objective: To report the experience of a pharmacy resident in the pharmacotherapeutic followup of hospitalized oncology patients with pain, highlighting clinical interventions and their impacts on care. Description of the Report: Between April and September 2024, a resident from LabFarClin worked in the oncology clinic of a university hospital in Maceió, Alagoas, Brazil. Activities included clinical visits, prescription analysis, pain assessment using the Visual Analog Scale (VAS), case discussions, and pharmacotherapeutic guidance for patients and family members. Forty hospitalized patients with cancer pain were followed, 72.5% of whom were receiving palliative care. The most prevalent neoplasms were lung, colorectal, breast, prostate, head and neck cancers, and sarcomas. Most patients experienced moderate to severe pain (VAS 7–10). Recurrent problems were identified, including inappropriate use of analgesics, absence of laxatives in prescriptions containing opioids, and lack of adjuvants for neuropathic pain. The resident proposed clinical interventions based on updated guidelines, including opioid adjustment, addition of laxatives, and introduction of adjuvant medications. The suggestions were accepted by the multidisciplinary team, although some patients and family members showed resistance to opioid use, requiring empathetic and individualized educational actions focused on clarifying doubts and dispelling myths. Despite the advances achieved, the experience also revealed institutional limitations, such as the absence of a specific pain management protocol, staff overload, and limited time for health education. Therefore, the creation of an institutional protocol and implementation of a continuing education program were recommended to improve care and strengthen interdisciplinary practice. Conclusion: The inclusion of the clinical pharmacist in oncology care contributed to the safe and effective management of pain, promoting relief of suffering and improvement in quality of life. Active listening, welcoming, and clinical interventions reinforce the importance of institutional recognition of pharmaceutical practice as an essential component of humane and comprehensive care for patients with cancer.
Keywords
Cancer pain | Clinical pharmacist | Hospital pharmacy | Palliative care
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.