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A aplicação do raciocínio clínico e o processo de tomada de decisão por estudantes de farmácia no âmbito da fitoterapia
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Título
A aplicação do raciocínio clínico e o processo de tomada de decisão por estudantes de farmácia no âmbito da fitoterapia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Souza TB, Soares JAS, Detoni KB. A aplicação do raciocínio clínico e o processo de tomada de decisão por estudantes de farmácia no âmbito da fitoterapia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF175
Title
Application of Clinical Reasoning and Decision-Making Process by Pharmacy Students in the Context of Phytotherapy
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF175
Resumo
Introdução: Quando pensamos no papel do farmacêutico inserido em uma equipe de cuidado ao paciente, sua grande contribuição compreende avaliar se os medicamentos em uso são os mais adequados com base em suas necessidades específicas. O raciocínio clínico, baseado no pharmaceutical care, permite avaliar se todas as terapias, incluindo a fitoterapia, são as mais indicadas, efetivas, seguras e convenientes para o usuário. Objetivo: Compreender como a fitoterapia foi avaliada no cuidado ao paciente e o desenvolvimento do raciocínio clínico de estudantes de Farmácia. Métodos: Os dados foram obtidos a partir de uma disciplina interprofissional ministrada em uma universidade pública brasileira, que contou com atividades de simulação clínica em equipe de saúde, com foco na farmacoterapia, envolvendo medicamentos convencionais e fitoterápicos. Além da Farmácia, participaram estudantes de outros quatro cursos da saúde. Tratase de um estudo qualitativo, tendo como métodos: registros críticoreflexivos em diário de campo, reuniões entre as docentes e entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados pelo Nvivo (versão 12). Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (42202321.6.0000.5149). Resultado e Conclusão: Os dados apontam para a não avaliação e não aplicação do raciocínio clínico do pharmaceutical care para os fitoterápicos. Em entrevista, quando questionada acerca da busca de evidências sobre possíveis usos e resultados na condição de saúde do paciente simulado, uma estudante de Farmácia pontuou: “No grupo da Farmácia, nem existiu o fitoterápico. E na discussão com a equipe toda, só essa preocupação: o que fazer com ele? Mas ninguém teve a ideia “e se a gente tentar trabalhar com ele, ao invés de ir contra ele?”. Essa fala evidencia que a fitoterapia foi uma necessidade desconsiderada no cuidado ao paciente, focandose na avaliação dos medicamentos convencionais. O cerne da discussão não foi a falta de evidências científicas (ambas terapêuticas têm comprovação), mas consequência da formação ainda focada em formas de cuidado hegemônicas. Entretanto, a fitoterapia foi avaliada exclusivamente sob a perspectiva da segurança: a equipe de saúde buscou identificar potenciais interações medicamentosas e efeitos adversos que pudessem comprometer a efetividade do tratamento convencional. Isso evidencia como tal abordagem pode legitimar a priorização do uso de medicamentos convencionais em detrimento da fitoterapia, que pode ser percebida como uma prática de cuidado “perigosa”. O recorte analisado evidencia como futuros farmacêuticos não estão sendo preparados para trabalhar com terapêuticas que se distanciam da lógica convencional, mesmo que tenham comprovação científica e sejam usadas por grande parte da população. Ao desconsiderar a aplicação do raciocínio clínico e a avaliação da fitoterapia no processo de cuidado, parte da demanda social com o uso de medicamentos não é adequadamente atendida. Portanto, é essencial que o debate seja incluído na formação em Farmácia
Palavras-chave
Educação interprofissional | Farmácia | Fitoterapia | Plantas medicinais
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: When considering the role of the pharmacist as part of a patient care team, their major contribution involves assessing whether the medications being used are the most appropriate based on the patient's specific needs. Clinical reasoning, based on pharmaceutical care, allows the assessment of whether all therapies, including phytotherapy, are the most indicated, effective, safe, and convenient for the user. Objective: To understand how phytotherapy was assessed in patient care and the development of clinical reasoning among Pharmacy students. Methods: Data were obtained from an interprofessional course taught at a Brazilian public university, which included teambased clinical simulation activities focused on pharmacotherapy, involving conventional and herbal medicines. In addition to Pharmacy, students from four other health programs participated. This was a qualitative study using the following methods: criticalreflective field diary records, meetings among faculty members, and semistructured interviews. Data were analyzed using Nvivo (version 12). Approved by the Research Ethics Committee (42202321.6.0000.5149). Results and Conclusion: The data indicate a lack of assessment and application of pharmaceutical care clinical reasoning to herbal medicines. In an interview, when asked about searching for evidence on possible uses and outcomes for the health condition of the simulated patient, a Pharmacy student stated: “In the Pharmacy group, the herbal medicine didn’t even exist. And in the discussion with the whole team, there was only this concern: what to do with it? But no one had the idea, ‘what if we try to work with it instead of going against it?’” This statement shows that phytotherapy was a disregarded need in patient care, with the focus placed on the assessment of conventional medications. The core of the discussion was not the lack of scientific evidence (both therapies have supporting evidence), but rather a consequence of training that remains focused on hegemonic forms of care. However, phytotherapy was assessed exclusively from a safety perspective: the healthcare team sought to identify potential drug interactions and adverse effects that could compromise the effectiveness of conventional treatment. This demonstrates how such an approach can legitimize prioritizing the use of conventional medications over phytotherapy, which may be perceived as a “dangerous” form of care. The analysis highlights how future pharmacists are not being prepared to work with therapies that differ from conventional approaches, even when they have scientific evidence and are used by a large part of the population. By disregarding the application of clinical reasoning and the assessment of phytotherapy in the care process, part of the social demand related to medication use is not adequately addressed. Therefore, it is essential that this debate be included in Pharmacy education.
Keywords
Interprofessional education | Medicinal plants | Pharmacy | Phytotherapy
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.