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Prevalência e manejo de eventos adversos a medicamentos em pessoas idosas na admissão hospitalar
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Título
Prevalência e manejo de eventos adversos a medicamentos em pessoas idosas na admissão hospitalar
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Schiavo G, Forgerini M, Mendonça HL, Araújo MA, Varallo FR, Corrêa BC, et al. Prevalência e manejo de eventos adversos a medicamentos em pessoas idosas na admissão hospitalar. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF176
Title
Prevalence and Management of Adverse Drug Events in Older Adults at Hospital Admission
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF176
Resumo
Introdução: Embora frequentemente subdetectados, os eventos adversos a medicamentos (EAMs) são uma das principais causas de internações em pessoas idosas 1,2. Neste contexto, o uso de ferramentas de rastreio associado à revisão da farmacoterapia possibilita a identificação e o manejo de EAMs, promovendo uma transição assistencial mais segura. Objetivo: Estimar a prevalência de EAMs em pessoas idosas na admissão hospitalar e descrever manejo desses eventos. Métodos: Conduziuse um estudo transversal entre fevereiro/2022 e fevereiro/2023 em um hospital (CAAE 64663522.0.0000.5426). Incluíramse pessoas idosas (≥ 60 anos) com internação superior a 24h, exceto aquelas admitidas para cirurgias ou procedimentos eletivos. Revisaramse prontuários para coleta de variáveis, triagem de rastreadores e análise de causalidade. Considerouse EAM grave o associado à admissão e evitável o decorrente de erros de medicação 3. Utilizouse a TRIGGERCHRON (32 rastreadores) 4 e a OPERAM (21 rastreadores) 5 para triagem de EAMs e calcularamse valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN), sensibilidade (SEN) e especificidade (ESP). A prevalência foi estimada pela razão entre participantes com EAMs e o total da amostra, multiplicado por 100. O manejo do EAM foi descrito segundo registros da equipe de saúde. A normalidade das variáveis quantitativas foi avaliada pelo teste de KolmogorovSmirnov, e a comparação entre participantes com e sem EAMs foi feita pelo teste U de MannWhitney. Resultado e Conclusão: Incluíramse 557 participantes, a maioria do sexo masculino (n=292), com mediana de 73 anos (IQ 6781). No total, 63 (11,3%) participantes apresentaram EAMs. Destes, 21 foram internados por EAMs e, em sete, a internação poderia ter sido evitada. Participantes com EAMs usavam mais medicamentos em domicílio (8 vs. 6; p<0,001) e foram admitidos do pronto atendimento (n=33), ambulatórios (n=21) ou outros hospitais (n=9). Identificaramse 3.152 rastreadores pela TRIGGERCHRON e 2.435 pela OPERAM. O número de rastreadores foi maior entre participantes com EAM (TRIGGERCHRON: 6 vs. 5, p=0,007; OPERAM: 5 vs. 4, p=0,009). A TRIGGERCHRON apresentou melhor performance, exceto na SEN (VPP=0,34; VPN=0,99; SEN=0,74; ESP=0,84), em comparação à OPERAM (VPP=0,24; VPN=0,99; SEN=0,81; ESP=0,82). Identificaramse 112 EAMs, sendo 39 graves e 18 evitáveis. Doze EAMs não haviam sido detectados pela equipe de saúde. Os EAMs mais frequentes foram lesão renal aguda por inibidores da enzima conversora da angiotensina (n=6) e diuréticos (n=4), e sonolência por anticonvulsivantes (n=5) e antipsicóticos (n=3). Após a revisão da farmacoterapia. Concluise que a aplicação das ferramentas de rastreio permitiu estimar que uma em cada dez pessoas idosas apresentou pelo menos um EAM na admissão hospitalar e a revisão da farmacoterapia possibilitou a resolução dos 112 EAMs identificados
Palavras-chave
Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos | Gestão de riscos | Indicadores de qualidade em assistência à saúde | Saúde da pessoa idosa
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Although frequently underdetected, adverse drug events (ADEs) are one of the main causes of hospital admissions among older adults 1,2. In this context, the use of screening tools associated with medication review enables the identification and management of ADEs, promoting a safer transition of care. Objective: To estimate the prevalence of ADEs in older adults at hospital admission and describe the management of these events. Methods: A crosssectional study was conducted between February 2022 and February 2023 in a hospital (CAAE 64663522.0.0000.5426). Older adults (≥ 60 years) with hospital stays longer than 24 hours were included, except those admitted for elective surgeries or procedures. Medical records were reviewed to collect variables, screen for triggers, and analyze causality. A severe ADE was defined as one associated with admission, and a preventable ADE as one resulting from medication errors 3. TRIGGERCHRON (32 triggers) 4 and OPERAM (21 triggers) 5 were used to screen for ADEs, and positive predictive value (PPV), negative predictive value (NPV), sensitivity (SEN), and specificity (SPEC) were calculated. Prevalence was estimated as the ratio between participants with ADEs and the total sample, multiplied by 100. ADE management was described according to healthcare team records. The normality of quantitative variables was assessed using the KolmogorovSmirnov test, and participants with and without ADEs were compared using the MannWhitney U test. Results and Conclusion: A total of 557 participants were included, most of them male (n=292), with a median age of 73 years (IQR 6781). Overall, 63 (11.3%) participants experienced ADEs. Of these, 21 were admitted due to ADEs, and in seven cases, the admission could have been avoided. Participants with ADEs used more medications at home (8 vs. 6; p<0.001) and were admitted from the emergency department (n=33), outpatient clinics (n=21), or other hospitals (n=9). A total of 3,152 triggers were identified using TRIGGERCHRON and 2,435 using OPERAM. The number of triggers was higher among participants with ADEs (TRIGGERCHRON: 6 vs. 5, p=0.007; OPERAM: 5 vs. 4, p=0.009). TRIGGERCHRON showed better performance, except for sensitivity (PPV=0.34; NPV=0.99; SEN=0.74; SPEC=0.84), compared with OPERAM (PPV=0.24; NPV=0.99; SEN=0.81; SPEC=0.82). A total of 112 ADEs were identified, of which 39 were severe and 18 were preventable. Twelve ADEs had not been detected by the healthcare team. The most frequent ADEs were acute kidney injury caused by angiotensinconverting enzyme inhibitors (n=6) and diuretics (n=4), and drowsiness caused by anticonvulsants (n=5) and antipsychotics (n=3). After medication review, it was concluded that the application of screening tools allowed the estimation that one in ten older adults experienced at least one ADE at hospital admission, and medication review enabled the resolution of the 112 identified ADEs.
Keywords
Drug-related side effects and adverse reactions | Health of older adults | Quality indicators in health care | Risk management
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.