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Farmácia caseira avaliação e intervenção no armazenamento e descarte de medicamentos
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Título
Farmácia caseira avaliação e intervenção no armazenamento e descarte de medicamentos
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Costa SJ, Moura LFM, Souza GL, Rocha CE. Farmácia caseira avaliação e intervenção no armazenamento e descarte de medicamentos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF173
Title
Home Pharmacy: Evaluation and Intervention in the Storage and Disposal of Medications
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF173
Resumo
Introdução: O uso racional de medicamentos compreende, além da prescrição e adesão ao tratamento, práticas adequadas de armazenamento, descarte e manejo da farmacoterapia. Em situações de polifarmácia, especialmente em pacientes portadores de múltiplas doenças crônicas, há maior risco de erros, complicações e desfechos negativos relacionados ao uso de medicamentos12. Nesse contexto, a visita domiciliar farmacêutica constitui uma ferramenta clínica capaz de identificar fragilidades no processo de cuidado e de implementar intervenções educativas direcionadas à promoção da segurança terapêutica³. Objetivo: Relatar a experiência de visitas domiciliares farmacêuticas destinadas à avaliação do armazenamento e descarte de medicamentos e à implementação de intervenções voltadas ao uso racional em pacientes com condições crônicas e polifarmácia. Descrição do relato: Tratase de um relato de experiência sobre duas visitas domiciliares realizadas por estudantes de Farmácia com um agente comunitário de saúde. A primeira teve caráter diagnóstico, coletando dados clínicos e sobre medicamentos; 15 dias depois, a segunda focou na execução de intervenções farmacêuticas necessárias. Na primeira visita, foram constatadas doenças crônicas não transmissíveis (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e obesidade) manejadas com dez medicamentos, caracterizando polifarmácia. Foi observado a não compreensão do plano terapêutico, dificuldades para lidar com a complexidade do regime medicamentoso, além de dependência para administração dos fármacos. Constatouse a falta de rodízio recomendado na administração de insulina o que justificava a dor recorrente em membro superior. Ademais, a insulina era armazenada inadequadamente, o que não garantia refrigeração. Além disso, havia medicamentos vencidos e desconhecimento sobre práticas corretas de descarte. Ainda na primeira visita, orientações referentes a estas discrepâncias foram realizadas. Na segunda visita, foram implementadas intervenções farmacêuticas para identificar o engajamento nas orientações propostas, tais como: armazenamento da insulina, educação quanto à técnica de aplicação e o rodízio dos locais de administração da insulina. Foi elaborado um calendário posológico personalizado, confecção de caixa para organização dos medicamentos e inclusão do cuidador no processo educativo. As intervenções permitiram corrigir práticas inadequadas, melhorar a adesão, reduzir desconfortos associados à insulinoterapia e aumentar a segurança no uso dos medicamentos. Conclusão: A experiência demonstrou que a visita domiciliar farmacêutica constitui uma forma para identificar e corrigir práticas inadequadas relacionadas ao uso de medicamentos, especialmente em situações de polifarmácia. As intervenções farmacêuticas implementadas contribuíram para otimizar a adesão, garantir maior segurança terapêutica e reduzir riscos associados ao manejo incorreto, evidenciando a importância da atuação clínica do farmacêutico em espaços domiciliares de cuidado.
Palavras-chave
Intervenção farmacêutica | Polimedicação | Uso racional de medicamentos | Visita domiciliar
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Rational use of medicines encompasses, in addition to prescription and treatment adherence, appropriate practices for storage, disposal, and management of pharmacotherapy. In situations of polypharmacy, especially in patients with multiple chronic diseases, there is a greater risk of errors, complications, and negative outcomes related to medication use12. In this context, pharmaceutical home visits constitute a clinical tool capable of identifying weaknesses in the care process and implementing educational interventions aimed at promoting therapeutic safety³. Objective: To report the experience of pharmaceutical home visits aimed at evaluating medication storage and disposal and implementing interventions focused on rational use in patients with chronic conditions and polypharmacy. Description of the report: This is an experience report on two home visits conducted by Pharmacy students together with a community health worker. The first was diagnostic in nature, collecting clinical and medicationrelated data; 15 days later, the second focused on implementing the necessary pharmaceutical interventions. During the first visit, noncommunicable chronic diseases (diabetes mellitus, systemic arterial hypertension, dyslipidemia, and obesity) managed with ten medications were identified, characterizing polypharmacy. A lack of understanding of the therapeutic plan, difficulties in dealing with the complexity of the medication regimen, and dependence on others for medication administration were observed. The lack of recommended rotation of insulin administration sites was identified, which explained recurrent pain in the upper limb. In addition, insulin was stored improperly, which did not ensure refrigeration. There were also expired medications and a lack of knowledge about proper disposal practices. During the first visit, guidance regarding these discrepancies was provided. During the second visit, pharmaceutical interventions were implemented to assess engagement with the proposed guidance, such as insulin storage, education on the application technique, and rotation of insulin administration sites. A personalized dosing schedule was prepared, a medication organization box was made, and the caregiver was included in the educational process. The interventions made it possible to correct inappropriate practices, improve adherence, reduce discomfort associated with insulin therapy, and increase medication safety. Conclusion: The experience demonstrated that pharmaceutical home visits are an effective means of identifying and correcting inappropriate practices related to medication use, especially in situations of polypharmacy. The pharmaceutical interventions implemented contributed to optimizing adherence, ensuring greater therapeutic safety, and reducing risks associated with incorrect management, highlighting the importance of pharmacists' clinical practice in homebased care settings.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.