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Prevalência da automedicação no Brasil: uma revisão sistemática
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Título
Prevalência da automedicação no Brasil: uma revisão sistemática
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Oliveira CRV, Santos KD, Santos GP, Nascimento LGA, Rocha CT, Mesquita AR, et al. Prevalência da automedicação no Brasil: uma revisão sistemática. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF165
Title
Prevalence of Self-Medication in Brazil: A Systematic Review
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF165
Resumo
Introdução: A automedicação é o ato de selecionar e usar medicamentos para tratar sintomas ou doenças de forma autorreferida. Quando realizada de maneira responsável, com o auxílio de aconselhamento farmacêutico, pode melhorar a qualidade de vida. No entanto, a automedicação inadequada pode causar sérios danos à saúde. Erros no uso de medicamentos não afetam apenas a saúde dos pacientes, mas também geram altos custos para o sistema de saúde, estimados em US$ 42 bilhões anuais, representando 1% das despesas totais com saúde globalmente. É fundamental realizar pesquisas para investigar a prevalência e as motivações por trás da automedicação no Brasil. Compreender esses aspectos reforça a importância do farmacêutico, cuja atuação é essencial na orientação dos pacientes sobre o uso responsável e seguro de medicamentos. Objetivo: Determinar a prevalência da automedicação na população brasileira. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes do PRISMA. A busca por dados foi realizada em abril de 2024 nas bases de dados PubMed/Medline, Scopus, Web of Science, EMBASE e LILACS. Foram utilizados termos padronizados e não padronizados relacionados a “Brasil” e “automedicação”. Os estudos foram analisados de forma independente por dois pesquisadores, com as divergências resolvidas por consenso. Os dados extraídos incluíram autor, ano de publicação, local, duração do estudo, faixa etária, perfil da amostra, volume da amostra, período de recordação, porcentagem de automedicação e as principais classes e/ou medicamentos utilizados.Resultado: Foram obtidos dados de todas as regiões do Brasil em diferentes grupos populacionais, com destaque para os estudos realizados nas regiões Sul e Sudeste. A média de automedicação encontrada foi de 49,58%. O valor da prevalência da automedicação foi considerado elevado, embora apresentasse uma heterogeneidade significativa, com valores discrepantes. Essa variação pode estar relacionada aos diferentes períodos de recordação adotados ou às características e ao volume das amostras utilizadas. Os principais medicamentos consumidos foram analgésicos não opioides, como dipirona e paracetamol, além de antiinflamatórios não esteroides. As queixas mais comuns foram dores em geral, e os principais fatores associados à automedicação incluíram ser do sexo feminino e relatar dores frequentes. Conclusão. A análise dos dados revelou grandes variações na prevalência da automedicação no Brasil, atribuídas à heterogeneidade dos métodos dos estudos, como períodos de recordatórios distintos e populações específicas. A prevalência foi alta, superando 50% na maioria dos estudos. Para obter dados mais consistentes, são necessários novos estudos com questionários padronizados, incluindo a população em geral e períodos de recordações uniformes
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Selfmedication is the act of selecting and using medicines to treat symptoms or diseases on one's own initiative. When performed responsibly, with the assistance of pharmaceutical counseling, it can improve quality of life. However, inappropriate selfmedication can cause serious harm to health. Medicationuse errors not only affect patients' health but also generate high costs for the healthcare system, estimated at US$42 billion annually, representing 1% of total healthcare expenditures globally. It is essential to conduct research to investigate the prevalence and motivations behind selfmedication in Brazil. Understanding these aspects reinforces the importance of pharmacists, whose role is essential in guiding patients on the responsible and safe use of medicines. Objective: To determine the prevalence of selfmedication in the Brazilian population. Methods: A systematic review was conducted according to the PRISMA guidelines. Data were searched in April 2024 in the PubMed/Medline, Scopus, Web of Science, EMBASE, and LILACS databases. Standardized and nonstandardized terms related to “Brazil” and “selfmedication” were used. The studies were independently analyzed by two researchers, with disagreements resolved by consensus. The extracted data included author, year of publication, location, study duration, age range, sample profile, sample size, recall period, percentage of selfmedication, and the main classes and/or medicines used. Results: Data were obtained from all regions of Brazil across different population groups, with emphasis on studies conducted in the South and Southeast regions. The mean prevalence of selfmedication was 49.58%. The prevalence of selfmedication was considered high, although there was significant heterogeneity, with discrepant values. This variation may be related to the different recall periods adopted or to the characteristics and sample sizes used. The main medicines consumed were nonopioid analgesics, such as dipyrone and paracetamol, as well as nonsteroidal antiinflammatory drugs. The most common complaints were pain in general, and the main factors associated with selfmedication included being female and reporting frequent pain. Conclusion: The analysis of the data revealed large variations in the prevalence of selfmedication in Brazil, attributed to the heterogeneity of study methods, such as different recall periods and specific populations. The prevalence was high, exceeding 50% in most studies. To obtain more consistent data, further studies using standardized questionnaires, including the general population and uniform recall periods, are needed.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.