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1º Novembro Negro na Faculdade de Farmácia: O Antirracismo como Princípio Ético do Cuidado Farmacêutico
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Título
1º Novembro Negro na Faculdade de Farmácia: O Antirracismo como Princípio Ético do Cuidado Farmacêutico
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Furtado BT, Detoni KB, Rocha MGL, Mendonça SAM, Ramalho-de-Oliveira D. 1º Novembro Negro na Faculdade de Farmácia: O Antirracismo como Princípio Ético do Cuidado Farmacêutico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF156
Title
1st Black November at the School of Pharmacy: Anti-Racism as an Ethical Principle of Pharmaceutical Care
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF156
Resumo
Introdução: A sociedade brasileira, forjada numa cultura escravagista, condiciona a saúde a uma estrutura de raízes coloniais. Dessa forma, condutas que podem ser lidas meramente como neutras ou tecnicistas diante de uma perspectiva sem crítica colonial, são evidenciadas como práticas que entregam um serviço de saúde negligente e de baixa qualidade1,2 para pessoas racializadas. Objetivo: Como parte de uma pesquisa de doutorado, objetivouse construir, implementar e compreender um workshop na Faculdade de Farmácia da UFMG que pudesse trazer à tona violências raciais a fim de identificar como estas ocorrem e sensibilizar estudantes e profissionais de farmácia para combatêlas na saúde. Métodos: O workshop foi aprovado pela comissão que organiza o Novembro Negro na UFMG e implementada em novembro de 2024. Elaborada a partir do prisma da contracolonialidade, ela visou combater estruturas que permanecem hierarquizando vidas2, mesmo após a colonização, utilizandose a escrevivência3 como arcabouço teórico e operador metodológico além da observação participante de três pesquisadoras. A crítica freiriana ao ensino bancário e a enunciação de uma escrevivência objetivaram discutir vivências de mulheres negras em ambientes da saúde na primeira parte. Após essa etapa deuse início ao júri simulado onde a escrevivência era debatida e lógicas racistas e sexistas que estruturam a sociedade puderam emergir dessa metodologia decolonial. Resultado e Conclusão: A atividade por si já é um marco antirracista em que pela primeira vez a faculdade de farmácia se mobiliza para a luta antirracista que já ocorria há sete anos na universidade. Nessa ocasião, por meio de escrevivências3 da primeira autora, essa metodologia foi descrita como “ensino tátil, quase posso tocar” e mostrouse útil para evidenciar, por exemplo, a falta de analgesia efetiva e violências contra mulheres negras. O racismo é apontado pela primeira vez como causa do maior problema relacionado ao uso de medicamentos (PRM) epidemiologicamente1.3 relevante, e que apesar de ser debatido pela medicina baseada em evidências1, até então era escassamente abordado nas ciências farmacêuticas, sugerindo que o viés2 racial pode estar presente no cuidado farmacêutico. Práticas teoricamente neutras2 são evidenciadas pelos participantes como mantenedoras de uma cultura racista1 que habita os serviços de saúde. Mobilizados pela associação de metodologias contracoloniais3 os participantes apontam diretrizes antirracistas na educação farmacêutica rumo a promoção da equidade em saúde e justiça social2 A associação de escrevivência e júri simulado se mostra como uma perspectiva inovadora no ensino e na pesquisa em farmácia pois aborda antirracismo de forma potente, fulcral na evidenciação de um PRM de proporções epidemiológicas, potencializadora da igualdade racial e sinalizando que o antirracismo urge debate no contexto do cuidado farmacêutico
Palavras-chave
Analgesia | Antirracismo | Cuidado farmacêutico | Escrevivências
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Brazilian society, shaped by a culture of slavery, conditions health within a structure rooted in colonialism. Thus, practices that may be interpreted as merely neutral or technicist from a perspective without colonial critique are revealed as practices that provide negligent and lowquality health services1,2 to racialized people. Objective: As part of a doctoral research project, the objective was to develop, implement, and understand a workshop at the UFMG School of Pharmacy that could bring racial violence to light in order to identify how it occurs and raise awareness among pharmacy students and professionals to combat it in health care. Methods: The workshop was approved by the committee organizing Black November at UFMG and implemented in November 2024. Developed from the perspective of countercoloniality, it aimed to combat structures that continue to hierarchize lives2 even after colonization, using escrevivência3 as a theoretical framework and methodological operator, in addition to participant observation by three researchers. Freirean criticism of banking education and the articulation of escrevivência aimed to discuss Black women’s experiences in health care settings in the first part. After this stage, a simulated trial began, in which escrevivência was debated and racist and sexist logics that structure society could emerge through this decolonial methodology. Results and Conclusion: The activity itself represents an antiracist milestone, as it was the first time that the School of Pharmacy mobilized itself in the antiracist struggle that had already been taking place at the university for seven years. On this occasion, through the escrevivências3 of the first author, this methodology was described as “tactile teaching, I can almost touch it” and proved useful in highlighting, for example, the lack of effective analgesia and violence against Black women. Racism is identified for the first time as a cause of the greatest epidemiologically relevant medicationrelated problem (MRP)1,3, and although it has been discussed in evidencebased medicine1, it had previously been scarcely addressed in the pharmaceutical sciences, suggesting that racial bias2 may be present in pharmaceutical care. Theoretically neutral practices2 are identified by participants as maintaining a racist culture1 that exists within health services. Mobilized by the association of countercolonial methodologies3, participants point to antiracist guidelines in pharmaceutical education toward the promotion of health equity and social justice2. The association of escrevivência and simulated trial proves to be an innovative perspective in pharmacy education and research, as it addresses antiracism in a powerful manner, central to highlighting an MRP of epidemiological proportions, strengthening racial equality, and signaling that antiracism urgently requires debate within the context of pharmaceutical care.
Keywords
Analgesia | Anti-Racism | Escrevivências | Pharmaceutical care
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.