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Reconciliação Medicamentosa Liderada por Farmacêuticos em Maternidade Pública da Bahia: Contribuição para a Segurança do Paciente nas Transições de Cuidado
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Título
Reconciliação Medicamentosa Liderada por Farmacêuticos em Maternidade Pública da Bahia: Contribuição para a Segurança do Paciente nas Transições de Cuidado
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Rodrigues PA, Nascimento CS, Tavares IF, Reeck CB, Rocha AM, Zulauf AV, et al. Reconciliação Medicamentosa Liderada por Farmacêuticos em Maternidade Pública da Bahia: Contribuição para a Segurança do Paciente nas Transições de Cuidado. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF119
Title
Pharmacist-Led Medication Reconciliation in a Public Maternity Hospital in Bahia: Contribution to Patient Safety During Transitions of Care
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF119
Resumo
Introdução: A reconciliação medicamentosa é reconhecida por organizações como a World Health Organization (WHO) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI) como prática essencial para a segurança do paciente durante transições de cuidado. O farmacêutico desempenha papel central nesse processo ao identificar, corrigir e prevenir discrepâncias não intencionais entre prescrições anteriores e atuais. Evidências indicam que intervenções farmacêuticas reduzem discrepâncias clinicamente relevantes, diminuem erros de medicação e, em alguns cenários, reduzem readmissões hospitalares e visitas à emergência. Apesar disso, a implementação sistematizada da reconciliação medicamentosa ainda enfrenta desafios que comprometem sua cobertura e efetividade. Objetivo: Avaliar o perfil das reconciliações medicamentosas realizadas por farmacêuticos durante admissões e altas hospitalares de gestantes e puérperas, bem como a frequência, características e desfechos das intervenções relacionadas a problemas relacionados a medicamentos (PRMs). Métodos: Estudo descritivo transversal realizado entre março e julho de 2025. Os dados dos PRMs foram lançados na plataforma REDcap® pelos farmacêuticos responsáveis pelas reconciliações. A classificação de PRMs utilizada foi uma versão adaptada e validada do Pharmaceutical Care Network Euro PE PCNE v.9.1. Dados sobre admissões e altas foram obtidos de relatórios do sistema AGHUx da maternidade. O estudo integra projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 80569324.7.0000.5543) . Resultado e Conclusão: No período, foram realizadas 1006 reconciliações de admissão (76,4% das 1317 admissões elegíveis) e 537 reconciliações de alta (38,9% das 1379 altas). Foram identificados 136 PRMs envolvendo 167 medicamentos (8,8% do total de reconciliações). Os principais medicamentos envolvidos foram sulfato ferroso (46,1%), medicamentos não selecionados na maternidade (19,2%), carbonato de cálcio + vitamina D (6,0%), clorpromazina (4,2%), enoxaparina (3,0%) e levomepromazina (1,8%). Dentre os medicamentos não selecionados, 28,1% eram sujeitos a controle especial conforme Portaria 344/1998, 28,1% eram polivitamínicos/suplementos, 15,6% diferentes apresentações de medicamentos padronizados e 12,5% ácido fólico. Das 78 intervenções realizadas (em 54,4% dos PRMs), 67 (85,9%) foram aceitas pelos prescritores. A análise indicou que 85,3% dos PRMs não chegaram ao paciente. A atuação do farmacêutico na reconciliação medicamentosa mostrouse essencial para a detecção precoce e resolução de discrepâncias que poderiam comprometer a segurança do paciente. As altas taxas de aceit ação das intervenções e a prevenção de PRMs antes de atingirem o paciente reforçam a efetividade do processo. A baixa cobertura na alta hospitalar representa oportunidade de aprimoramento, dado ser esse um momento crítico para garantir a continuidade terapêutica.
Palavras-chave
Problemas relacionados a medicamentos | Reconciliação medicamentosa | Segurança do paciente | Transição de cuidado
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Medication reconciliation is recognized by organizations such as the World Health Organization (WHO) and the Institute for Healthcare Improvement (IHI) as an essential practice for patient safety during transitions of care. Pharmacists play a central role in this process by identifying, correcting, and preventing unintended discrepancies between previous and current prescriptions. Evidence indicates that pharmacistled interventions reduce clinically relevant discrepancies, decrease medication errors, and, in some settings, reduce hospital readmissions and emergency department visits. Despite this, the systematic implementation of medication reconciliation still faces challenges that compromise its coverage and effectiveness. Objective: To evaluate the profile of medication reconciliations performed by pharmacists during hospital admission and discharge of pregnant and postpartum women, as well as the frequency, characteristics, and outcomes of interventions related to drugrelated problems (DRPs). Methods: A descriptive crosssectional study conducted between March and July 2025. Data on DRPs were entered into the REDCap® platform by the pharmacists responsible for medication reconciliation. DRPs were classified using an adapted and validated version of the Pharmaceutical Care Network Europe (PCNE) Classification for DrugRelated Problems v9.1. Data on hospital admissions and discharges were obtained from reports generated by the maternity hospital’s AGHUx system. The study is part of a research project approved by the Research Ethics Committee (CAAE 80569324.7.0000.5543). Results and Conclusion: During the study period, 1,006 admission reconciliations were performed (76.4% of 1,317 eligible admissions) and 537 discharge reconciliations (38.9% of 1,379 discharges). A total of 136 DRPs involving 167 medications were identified (8.8% of all reconciliations). The medications most frequently involved were ferrous sulfate (46.1%), nonformulary medications (19.2%), calcium carbonate + vitamin D (6.0%), chlorpromazine (4.2%), enoxaparin (3.0%), and levomepromazine (1.8%). Among the nonformulary medications, 28.1% were controlled substances under Ordinance No. 344/1998, 28.1% were multivitamins/supplements, 15.6% were different formulations of formulary medications, and 12.5% were folic acid. Of the 78 interventions performed (covering 54.4% of DRPs), 67 (85.9%) were accepted by prescribers. Analysis showed that 85.3% of DRPs did not reach the patient. Pharmacist involvement in medication reconciliation proved essential for the early detection and resolution of discrepancies that could compromise patient safety. The high acceptance rate of pharmacist interventions and the prevention of DRPs before reaching the patient reinforce the effectiveness of the process. The low coverage of medication reconciliation at hospital discharge represents an important opportunity for improvement, as discharge is a critical stage for ensuring continuity of pharmacotherapy.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.