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Atuação do farmacêutico clínico na unidade de terapia intensiva neonatal de uma maternidade pública da Bahia
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Título
Atuação do farmacêutico clínico na unidade de terapia intensiva neonatal de uma maternidade pública da Bahia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Paiva NA, Vieira SC, Rodrigues PA, Nascimento CS, Borgens SPM, Farias IS, et al. Atuação do farmacêutico clínico na unidade de terapia intensiva neonatal de uma maternidade pública da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF120
Title
Clinical Pharmacist Practice in the Neonatal Intensive Care Unit of a Public Maternity Hospital in Bahia
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF120
Resumo
Introdução: A UTI neonatal (UTIN) é uma unidade de internação de alta complexidade e o papel do farmacêutico clínico é essencial no cuidado dos recémnascidos (RNs) com foco na qualificação do cuidado ao paciente, a partir da identificação, resolução e prevenção de problemas relacionados aos medicamentos (PRMs), bem como pela atuação em conjunto com a equipe multiprofissional. Objetivo: Descrever a atuação do farmacêutico clínico na UTIN de uma maternidade escola por meio dos registros de PRMs e Intervenções Farmacêuticas (IFs) realizadas para sua resolução. Métodos: Estudo descritivo transversal realizado durante o período de janeiro a junho de 2025. Os dados dos PRMs foram lançados na plataforma REDcap® pelo farmacêutico clínico da UTIN e, na ausência deste, pelo farmacêutico responsável pela análise das prescrições. O farmacêutico clínico realiza admissão farmacêutica dos pacientes internados e aplica um escore de estratificação de risco para classificar os pacientes elegíveis para seguimento farmacoterapêutico. A classificação de PRMs utilizada foi uma versão adaptada e validada do Pharmaceutical Care Network Euro PE PCNE v.9.1. Resultado e Conclusão: Durante o período do estudo, a taxa média de admissão farmacêutica com aplicação do escore de risco foi de 77% e a taxa média de seguimento farmacoterapêutico foi de 86%. No período também foram identificados 517 PRMs, sendo 240 (46%) do tipo Efetividade, 189 (37%) do tipo Segurança, 29 (6%) PRMs de Indicação e 57 (11%) do tipo outros, sendo esses relacionados a informações incompletas/ausentes nas prescrições. As principais causas dos PRMs identificados foram relacionadas ao processo de administração do medicamento (56%), seleção da dose (25%), seleção do medicamento (9%), e outros (10%). Os principais motivos dos PRMs envolvendo a administração dos medicamentos foram os intervalos entre as doses, cálculo ou velocidades de infusão inadequados. Para resolução desses PRMs o farmacêutico realizou 517 intervenções, sendo 54% (n= 279) com prescritores e 46% (n= 237) com a equipe de enfermagem. Houve aceitação em 94% das intervenções realizadas, sendo 83% aceitas e totalmente implementadas e 11% aceitas, mas parcialmente implementadas. Dos PRMs identificados, 58% foram pelo farmacêutico clínico da UTIN. Durante o período analisado foi identificado um número considerável de PRMs detectados pelo farmacêutico, sendo mais frequentes os PRMs relacionados à efetividade do tratamento (46%), seguidos dos PRMs envolvendo a segurança do mesmo (37%) e indicação (6%), sendo esses últimos detectados somente pelo farmacêutico clínico. Sendo assim, o farmacêutico clínico inserido na unidade mostrou uma maior probabilidade de detecção e prevenção de PRMs. Esse estudo mostrou a importância da análise técnica das prescrições realizada pelo farmacêutico clínico, visando garantir a efetividade e a segurança da farmacoterapia, bem como a qualidade assistencial. Uma perspectiva futura será a avaliação do impacto das intervenções realizadas
Palavras-chave
Farmácia clínica | Neonatologia | Problemas relacionados a medicamentos | Unidade de terapia intensiva
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The Neonatal Intensive Care Unit (NICU) is a highly complex inpatient care setting, and the clinical pharmacist plays an essential role in the care of newborns (NBs), focusing on improving patient care through the identification, resolution, and prevention of drugrelated problems (DRPs), as well as by working collaboratively with the multidisciplinary healthcare team. Objective: To describe the role of the clinical pharmacist in the NICU of a teaching maternity hospital through records of DRPs and pharmaceutical interventions (PIs) performed to resolve them. Methods: A descriptive crosssectional study conducted from January to June 2025. Data on DRPs were entered into the REDCap® platform by the NICU clinical pharmacist or, in their absence, by the pharmacist responsible for prescription review. The clinical pharmacist performs pharmaceutical admission assessments for hospitalized patients and applies a risk stratification score to identify patients eligible for pharmacotherapeutic followup. DRPs were classified using an adapted and validated version of the Pharmaceutical Care Network Europe (PCNE) Classification for DrugRelated Problems v9.1. Results and Conclusion: During the study period, the average rate of pharmaceutical admission assessment with risk score application was 77%, and the average rate of pharmacotherapeutic followup was 86%. A total of 517 DRPs were identified, including 240 (46%) related to treatment effectiveness, 189 (37%) related to safety, 29 (6%) related to indication, and 57 (11%) classified as other, mainly involving incomplete or missing information in prescriptions. The main causes of DRPs were related to the medication administration process (56%), dose selection (25%), medication selection (9%), and other causes (10%). The most common administrationrelated DRPs involved dosing intervals, dosage calculations, or inappropriate infusion rates. To resolve these DRPs, pharmacists performed 517 interventions, of which 54% (n = 279) involved prescribers and 46% (n = 237) involved the nursing team. Overall, 94% of interventions were accepted, with 83% fully implemented and 11% partially implemented. Of all identified DRPs, 58% were detected by the NICU clinical pharmacist. A substantial number of DRPs were identified by pharmacists during the study period, with treatment effectivenessrelated problems being the most frequent (46%), followed by safetyrelated DRPs (37%) and indicationrelated DRPs (6%), the latter being detected exclusively by the clinical pharmacist. These findings demonstrate that the presence of a clinical pharmacist in the NICU increases the likelihood of detecting and preventing DRPs. This study highlights the importance of the clinical pharmacist’s technical review of prescriptions in ensuring the effectiveness and safety of pharmacotherapy, as well as improving the quality of patient care. A future perspective is to evaluate the impact of the pharmaceutical interventions performed.
Keywords
Clinical pharmacy | Drug-related problems | Intensive care unit | Neonatology
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.