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Impacto na qualidade de vida dos cuidadores dos pacientes com atrofia muscular espinhal tipo 1 no Brasil: um estudo transversal
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Título
Impacto na qualidade de vida dos cuidadores dos pacientes com atrofia muscular espinhal tipo 1 no Brasil: um estudo transversal
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Motta-Santos AS, Noronha K, Reis CB, Freitas DA, Carvalho LMA, Silva LMO, et al. Impacto na qualidade de vida dos cuidadores dos pacientes com atrofia muscular espinhal tipo 1 no Brasil: um estudo transversal. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF114
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF114
Resumo
Introdução: A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença neuromuscular rara, progressiva e debilitante. Além dos altos custos, a doença ainda pode causar sofrimento e perda de qualidade de vida nos familiares do paciente [14].Objetivo: Este estudo tem como objetivo estimar a perda de qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com AME tipo 1 no Brasil. Métodos:Este é um estudo transversal que utilizou o questionário EQ5D3L para avaliar a qualidade dos cuidadores de uma criança com AME. Profissionais de saúde treinados realizaram entrevistas presenciais utilizando um instrumento previamente elaborado para a coleta de dados. No instrumento, os respondentes foram questionados sobre a qualidade de vida dos cuidadores principais antes e depois do nascimento da criança com AME. A escala visual analógica (VAS) também foi aplicada. Análises comparativas foram realizadas utilizando o teste t de Student (STT) e o teste de KruskalWallis (KWT) para variáveis contínuas, e o teste do quiquadrado (χ²) para variáveis categóricas. Todas as análises foram realizadas em R, versão 4.5.0 [5]. Resultados: Ao todo, 42 cuidadores participaram do estudo. Os cuidadores eram, em sua maioria, do sexo feminino (95,2%), alfabetizados (100%), casados (76,2%), mães ou madrastas (92,9%), com idade média de 36,6 anos (s=9,7). O maior nível de escolaridade desses cuidadores foi o ensino médio (57,1%), seguido pelo ensino superior (35,7%). A maioria dos cuidadores (57,1%) relatou ter uma percepção negativa do seu estado de saúde atual, sendo que 40,5% o classificaram como “regular” e 16,6% como “ruim” ou “muito ruim”. Antes do nascimento da criança, o estado de saúde mais frequentemente relatado foi ‘11111’ (indicando saúde plena; 67,5%). Após o nascimento da criança, a saúde plena (‘11111’) deixou de ser o estado mais comum (23,8%), sendo superada por ‘11122’ (40,5%), que reflete a presença de dor/desconforto moderado e sintomas moderados de ansiedade ou depressão. Além disso, alguns cuidadores relataram dificuldades de mobilidade, autocuidado e na realização de atividades habituais. Essa mudança na distribuição dos estados de saúde foi estatisticamente significativa (p=0,001). A análise das estimativas de utilidade mostrou uma diferença média absoluta de 0,111 antes e depois do nascimento da criança, favorecendo a saúde antes do nascimento (0,957 vs. 0,846, STT p<0,001, KWT p=0,088). Esse valor representa uma perda de 11,6% na qualidade de vida. A diferença média absoluta da escala VAS indicou uma perda ainda maior na qualidade de vida após o nascimento da criança (x̄ =21,2; 87,0 vs. 65,7, STT p<0,001, KWT p=0,168). Apesar da maior magnitude da diferença [24,4% (escala VAS) vs. 11,6% (utilidade EQ5D)], a VAS não apresentou melhor desempenho no KWT. Conclusões: Ao avaliar toda a evidência disponível, é possível concluir que a qualidade de vida dos cuidadores principais de pacientes com AME é significativamente afetada pela doença
Palavras-chave
Atrofia muscular espinhal | Economia da saúde | Qualidade de vida
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Spinal muscular atrophy (SMA) is a rare, progressive, and debilitating neuromuscular disease. In addition to its high costs, the disease may also cause suffering and a loss of quality of life among patients’ family members. 1–4 Objective: This study aimed to estimate the loss of quality of life among caregivers of patients with type 1 SMA in Brazil. Methods: This was a crosssectional study using the EQ5D3L questionnaire to assess the quality of life of caregivers of a child with SMA. Trained healthcare professionals conducted facetoface interviews using a previously developed data collection instrument. Respondents were asked about the quality of life of the primary caregiver before and after the birth of the child with SMA. The Visual Analogue Scale (VAS) was also administered. Comparative analyses were performed using Student’s ttest (STT) and the Kruskal–Wallis test (KWT) for continuous variables, and the chisquare (χ²) test for categorical variables. All analyses were performed using R version 4.5.0. 5 Results: A total of 42 caregivers participated in the study. Most caregivers were female (95.2%), literate (100%), married (76.2%), mothers or stepmothers (92.9%), with a mean age of 36.6 years (SD = 9.7). The highest educational level attained was high school (57.1%), followed by higher education (35.7%). Most caregivers (57.1%) reported a negative perception of their current health status, with 40.5% rating it as “fair” and 16.6% as “poor” or “very poor.” Before the birth of the child, the most frequently reported health state was “11111” (indicating full health; 67.5%). After the child’s birth, full health (“11111”) was no longer the most common health state (23.8%), being surpassed by “11122” (40.5%), which reflects moderate pain/discomfort and moderate anxiety or depression. In addition, some caregivers reported difficulties with mobility, selfcare, and usual activities. This shift in the distribution of health states was statistically significant (p = 0.001). Utility estimates showed a mean absolute difference of 0.111 before and after the birth of the child, favoring the period before birth (0.957 vs. 0.846; STT p < 0.001, KWT p = 0.088). This corresponds to an 11.6% reduction in quality of life. The mean absolute difference in VAS scores indicated an even greater decline in quality of life after the child’s birth (mean = 21.2; 87.0 vs. 65.7; STT p < 0.001, KWT p = 0.168). Despite the larger magnitude of the difference observed with the VAS 24.4% (VAS) vs. 11.6% (EQ5D utility), the VAS did not demonstrate better performance in the KWT. Conclusions: Based on the available evidence, it can be concluded that the quality of life of primary caregivers of patients with SMA is significantly affected by the disease.
Keywords
Health economics | Quality of life | Spinal muscular atrophy
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.